Prontidão alimentar e aleitamento materno em recém- nascidos pré-termo a luz de biomarcadores
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Link de acesso: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/73251 |
Resumo: | Recém-nascidos pré-termo frequentemente enfrentam uma série de desafios de saúde, incluindo imaturidade do neurodesenvolvimento e instabilidade fisiológica, o que o torna suscetível a distúrbios respiratórios e alimentares. Diante dessa vulnerabilidade, o aleitamento materno é crucial, pois oferece proteção adicional. No entanto, o sucesso do aleitamento depende da aquisição de habilidades orais pelo recém-nascido, uma tarefa complexa que envolve o desenvolvimento coordenado de vários sistemas corporais, podendo ser influenciado, também, por fatores ambientais. A amamentação traz benefícios significativos, especialmente na primeira hora de vida. Apesar disso, as taxas de amamentação exclusiva estão abaixo do ideal, especialmente entre os recém nascidos pré-termo. A introdução do aleitamento materno pode ser dificultada por diversos fatores, como internação prolongada, imaturidade fisiológica, estresse materno e dificuldades na alimentação oral. A falha na alimentação oral pode resultar em complicações graves, destacando a importância da necessidade de protocolos padronizados de avaliação. A avaliação da prontidão alimentar é realizada por profissionais de saúde, mas ainda depende em grande parte de interpretações subjetivas. Para entender melhor essa dinâmica, novas técnicas estão sendo utilizadas como o uso de biomarcadores moleculares para avaliar a prontidão alimentar em recém-nascidos pré-termo, considerando também o impacto do aleitamento materno nesse processo. O objetivo do presente estudo foi investigar a relação entre a prontidão alimentar via sucção e o aleitamento materno em recém-nascidos pré-termo, utilizando biomarcadores moleculares (NPY2R, FOXP2, WNT3, AMPK, NPHP4, PLXNA1) e o protocolo de Sanches como ferramentas de análise. A população estudada compreendeu recémnascidos pré-termo sem comorbidades. No estudo, foram coletadas e analisadas salivas e realizadas avaliações da mamada de 37 recém-nascidos. Todos tiveram pontuação acima do corte na avaliação clínica da mamada (protocolo de Sanches). Não observamos diferenças estatisticamente significativa nos escores de avaliação da mamada entre aquelas díades mãe e bebê que receberam alta em aleitamento materno e aquelas em uso de mamadeira. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nos valores de expressão relativa dos genes entre os recém-nascidos que receberam alta em seio materno exclusivo, seio materno + fórmula e formula exclusiva. As taxas de aleitamento materno exclusivo declinaram ao longo dos 6 meses após a alta. A conclusão do estudo é que não houve diferenças na expressão dos biomarcadores moleculares entre aqueles recém-nascidos que receberam alta em aleitamento materno e aqueles em desmame, o que nos leva a crer que as taxas de aleitamento são mais fortemente relacionadas a questões ambientais, sociais e de manejo do processo de aleitamento do que prontidão do recém-nascido. |
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No entanto, o sucesso do aleitamento depende da aquisição de habilidades orais pelo recém-nascido, uma tarefa complexa que envolve o desenvolvimento coordenado de vários sistemas corporais, podendo ser influenciado, também, por fatores ambientais. A amamentação traz benefícios significativos, especialmente na primeira hora de vida. Apesar disso, as taxas de amamentação exclusiva estão abaixo do ideal, especialmente entre os recém nascidos pré-termo. A introdução do aleitamento materno pode ser dificultada por diversos fatores, como internação prolongada, imaturidade fisiológica, estresse materno e dificuldades na alimentação oral. A falha na alimentação oral pode resultar em complicações graves, destacando a importância da necessidade de protocolos padronizados de avaliação. A avaliação da prontidão alimentar é realizada por profissionais de saúde, mas ainda depende em grande parte de interpretações subjetivas. 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Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nos valores de expressão relativa dos genes entre os recém-nascidos que receberam alta em seio materno exclusivo, seio materno + fórmula e formula exclusiva. As taxas de aleitamento materno exclusivo declinaram ao longo dos 6 meses após a alta. A conclusão do estudo é que não houve diferenças na expressão dos biomarcadores moleculares entre aqueles recém-nascidos que receberam alta em aleitamento materno e aqueles em desmame, o que nos leva a crer que as taxas de aleitamento são mais fortemente relacionadas a questões ambientais, sociais e de manejo do processo de aleitamento do que prontidão do recém-nascido.Preterm infants often face a number of health challenges, including neurodevelopmental immaturity and physiological instability, which make them susceptible to respiratory and feeding disorders. Given this vulnerability, breastfeeding is crucial as it offers additional protection. However, the success of breastfeeding depends on the acquisition of oral skills by the newborn, a complex task that involves the coordinated development of several body systems and can also be influenced by environmental factors. Breastfeeding brings significant benefits, especially in the first hour of life. Despite this, exclusive breastfeeding rates are below ideal, especially among preterm newborns. The introduction of breastfeeding can be hampered by several factors, such as prolonged hospitalization, physiological immaturity, maternal stress and difficulties in oral feeding. Failure to take oral nutrition can result in serious complications, highlighting the importance of the need for standardized assessment protocols. Assessment of food readiness is carried out by healthcare professionals, but still largely depends on subjective interpretations. To better understand this dynamic, new techniques are being used, such as the use of molecular biomarkers to assess feeding readiness in preterm newborns, also considering the impact of breastfeeding on this process. The objective of the present study was to investigate the relationship between food readiness and breastfeeding in preterm newborns, using molecular biomarkers (NPY2R, FOXP2, WNT3, AMPK, NPHP4, PLXNA1) and the Sanches protocol as analysis tools. . A cross-sectional study was carried out with a convenience sample. The studied population comprised preterm newborns without comorbidities. In the study, saliva was collected and analyzed and breastfeeding assessments were carried out from 37 newborns. All had scores above the cutoff in the clinical assessment of breastfeeding (Sanches protocol). We did not observe statistically significant differences in breastfeeding assessment scores between those mother-baby dyads who were discharged breastfeeding and those using a bottle. No statistically significant differences were observed in the relative gene expression values between newborns who were discharged to the exclusive breast, breast + formula and exclusive formula. Exclusive breastfeeding rates declined over the 6 months after discharge. The conclusion of the study is that there were no differences in the expression of molecular biomarkers between those newborns who were discharged breastfeeding and those who were weaned, which leads us to believe that breastfeeding rates are more strongly related to environmental and social issues and management of the breastfeeding process than newborn readiness.Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Saúde da Mulher da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porBiomarcadoresGenesAleitamento MaternoAleitamento MaternoRecém-NascidoRecém-Nascido PrematuroBiomarcadoresProntidão alimentar e aleitamento materno em recém- nascidos pré-termo a luz de biomarcadoresinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2024Instituto Nacional de Saúde da Mulher da Criança e do Adolescente Fernandes FigueiraFundação Oswaldo CruzRio de JaneiroPrograma de Pós-Graduação em Pesquisa Aplicada à Saúde da Criança e da Mulherinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da Fiocruz (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/159637f5-8748-4315-9868-8e9229db7cae/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALisabel_dias_iff_mest_2024.pdfapplication/pdf2516726https://arca.fiocruz.br/bitstreams/3f42256e-76cc-479e-a6b3-e22256dd5e3b/downloadf01b542cad6576d25058b544ddf6e1a1MD52trueAnonymousREADTEXTisabel_dias_iff_mest_2024.pdf.txtisabel_dias_iff_mest_2024.pdf.txtExtracted texttext/plain102689https://arca.fiocruz.br/bitstreams/062c0cba-073d-4819-be8c-f39e00b4ebf6/downloadc7ee9bcccca6192a76c877cdd9241e71MD512falseAnonymousREADTHUMBNAILisabel_dias_iff_mest_2024.pdf.jpgisabel_dias_iff_mest_2024.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg12948https://arca.fiocruz.br/bitstreams/bf18782a-7443-46f7-b4e8-0c6d241a5f8d/downloadd61fc58c16b933b0f92b79eed53223b7MD513falseAnonymousREADicict/732512026-01-09 11:34:45.017open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/73251https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352026-01-09T14:34:45Repositório Institucional da Fiocruz (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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