Atenção à Saúde Bucal: Arranjos e Dispositivos Operados no Cuidado às Pessoas que Vivem com HIV/AIDS em Fortaleza-CE
| Ano de defesa: | 2014 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Link de acesso: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/66457 |
Resumo: | Nas primeiras décadas de disseminação do HIV, ser diagnosticado com a Aids era uma sentença de morte. A partir da década de 1990, com a introdução da terapia antirretroviral de alta potência, a Aids deixou de ser uma doença terminal, diminuiu sua mortalidade, tornandose uma doença crônica. As pessoas que vivem com HIV/Aids (PVHA) estão cada vez mais presentes no Sistema Único de Saúde (SUS), bem como nos serviços de saúde bucal, sendo importante a avaliação do cuidado à saúde bucal deste grupo de pacientes. A presente pesquisa teve como objetivo investigar características da atenção à saúde bucal das pessoas que vivem com HIV/Aids no SUS do município de Fortaleza, sob a ótica dos usuários e cirurgiões-dentistas. É um estudo quantitativo, descritivo-analítico, realizado no município de Fortaleza – CE com dentistas e PVHA. A amostra dos cirurgiões-dentistas, aleatória estratificada pelas diferentes regiões do município, foi de 156 profissionais da equipe de saúde bucal dos Centros de Saúde da Família (CSF) e 14 dos Centros Especializados de Odontologia (CEO). O questionário estruturado aplicado aos profissionais abordou, além dos aspectos demográficos e socioeconômicos, questões de dimensão de processo da atenção à saúde bucal às PVHA, incluindo os tipos de procedimentos realizados, a forma de organização do acolhimento com classificação de risco da demanda e questões relativas à humanização do cuidado. A amostra dos usuários, definida por conveniência, foi de 241 PVHA. Os dados foram coletados através de questionário estruturado, abordando a dimensão de processo e resultado, satisfação dos usuários, bem como humanização da atenção. A média de idade dos profissionais é 38,0 (±7,5) anos, 68,3% são mulheres e 67,1% são casados. Observou-se que 37,1% dos profissionais cursaram Especialização em Saúde da Família, e que 51,2% não conhecem os exames laboratoriais mais importantes para o acompanhamento às PVHA. Para 69,4%, a estrutura física do consultório odontológico não é satisfatória para atendimento às PVHA, e para 57,6%, as condições de biossegurança do CSF/CEO são insatisfatórias para o atendimento às PVHA. Sessenta por cento atendem às PVHA, entretanto atenderam em média quatro pacientes; 33,3% informaram que o atendimento é prioritário e 74,5% avaliaram o atendimento como satisfatório. Para 58,8% dos profissionais estar bem informado sobre as condutas frente ao paciente influenciam sua decisão em atender; 84,3% afirmaram que o usuário fica satisfeito com o atendimento recebido. A idade média dos usuários é 37,8 (±9,6) anos, 68,3% são do sexo masculino, 75,9% denominaram-se pardos, 63,1% são solteiros, 52,3% não têm filhos e 87,6% nasceram no Ceará. Sobre o grau de instrução, 24,1% têm ensino fundamental incompleto, 32,8% têm ensino médio completo e 5,8% concluíram ensino superior; 20,3% não têm renda, 24,5% ganham até um saláriomínimo e 34,4% recebem entre um e dois salários-mínimos. Considerando a procura dos usuários para atendimento, 64,3% consultaram-se com o dentista nos últimos dois anos; 50,6% usaram o consultório particular, 32,4% plano de saúde e 31,1% usaram o CSF ou CEO. A nota média que o paciente atribuiu ao atendimento do profissional foi de 7,6 (±2,5), 73,6% declararam-se muito satisfeitos ou satisfeitos e 26,4% pouco ou insatisfeitos com o atendimento. Referente aos cirurgiões-dentistas, conclui-se que o conhecimento apropriado sobre questões técnicas relacionadas à infecção pelo HIV, educação permanente direcionada para PVHA oferecida aos profissionais, boas condições de trabalho e infraestrutura satisfatória, incluindo biossegurança, bem como experiência profissional prévia com estes usuários é o principal fator associado à disposição para o atendimento a este grupo de pacientes. Considerando o ponto de vista dos usuários, conclui-se que a atenção à saúde bucal das PVHA em Fortaleza obteve avanços relativos à humanização e à diminuição do preconceito, no entanto, precisa melhorar na organização da referência dos usuários e aumentar o acesso destes aos serviços. |
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Maia, Lizaldo AndradeNuto, Sharmênia de Araújo SoaresMorais, Ana Patrícia PereiraMeyer, Anya Pimentel Gomes Fernandes Vieira2024-10-11T14:29:50Z2024-10-11T14:29:50Z2014MAIA, Lizaldo Andrade. Atenção à Saúde Bucal: Arranjos e Dispositivos Operados no Cuidado às Pessoas que Vivem com HIV/AIDS em Fortaleza-CE. 2014. Dissertação Mestrado Profissional em Mestrado Profissional em Saúde da Família, da Rede Nordeste de Formação em Saúde (RENASF) – Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz Ceará, Eusébio, 2014https://arca.fiocruz.br/handle/icict/66457Nas primeiras décadas de disseminação do HIV, ser diagnosticado com a Aids era uma sentença de morte. A partir da década de 1990, com a introdução da terapia antirretroviral de alta potência, a Aids deixou de ser uma doença terminal, diminuiu sua mortalidade, tornandose uma doença crônica. As pessoas que vivem com HIV/Aids (PVHA) estão cada vez mais presentes no Sistema Único de Saúde (SUS), bem como nos serviços de saúde bucal, sendo importante a avaliação do cuidado à saúde bucal deste grupo de pacientes. A presente pesquisa teve como objetivo investigar características da atenção à saúde bucal das pessoas que vivem com HIV/Aids no SUS do município de Fortaleza, sob a ótica dos usuários e cirurgiões-dentistas. É um estudo quantitativo, descritivo-analítico, realizado no município de Fortaleza – CE com dentistas e PVHA. A amostra dos cirurgiões-dentistas, aleatória estratificada pelas diferentes regiões do município, foi de 156 profissionais da equipe de saúde bucal dos Centros de Saúde da Família (CSF) e 14 dos Centros Especializados de Odontologia (CEO). O questionário estruturado aplicado aos profissionais abordou, além dos aspectos demográficos e socioeconômicos, questões de dimensão de processo da atenção à saúde bucal às PVHA, incluindo os tipos de procedimentos realizados, a forma de organização do acolhimento com classificação de risco da demanda e questões relativas à humanização do cuidado. A amostra dos usuários, definida por conveniência, foi de 241 PVHA. Os dados foram coletados através de questionário estruturado, abordando a dimensão de processo e resultado, satisfação dos usuários, bem como humanização da atenção. A média de idade dos profissionais é 38,0 (±7,5) anos, 68,3% são mulheres e 67,1% são casados. Observou-se que 37,1% dos profissionais cursaram Especialização em Saúde da Família, e que 51,2% não conhecem os exames laboratoriais mais importantes para o acompanhamento às PVHA. Para 69,4%, a estrutura física do consultório odontológico não é satisfatória para atendimento às PVHA, e para 57,6%, as condições de biossegurança do CSF/CEO são insatisfatórias para o atendimento às PVHA. Sessenta por cento atendem às PVHA, entretanto atenderam em média quatro pacientes; 33,3% informaram que o atendimento é prioritário e 74,5% avaliaram o atendimento como satisfatório. Para 58,8% dos profissionais estar bem informado sobre as condutas frente ao paciente influenciam sua decisão em atender; 84,3% afirmaram que o usuário fica satisfeito com o atendimento recebido. A idade média dos usuários é 37,8 (±9,6) anos, 68,3% são do sexo masculino, 75,9% denominaram-se pardos, 63,1% são solteiros, 52,3% não têm filhos e 87,6% nasceram no Ceará. Sobre o grau de instrução, 24,1% têm ensino fundamental incompleto, 32,8% têm ensino médio completo e 5,8% concluíram ensino superior; 20,3% não têm renda, 24,5% ganham até um saláriomínimo e 34,4% recebem entre um e dois salários-mínimos. Considerando a procura dos usuários para atendimento, 64,3% consultaram-se com o dentista nos últimos dois anos; 50,6% usaram o consultório particular, 32,4% plano de saúde e 31,1% usaram o CSF ou CEO. A nota média que o paciente atribuiu ao atendimento do profissional foi de 7,6 (±2,5), 73,6% declararam-se muito satisfeitos ou satisfeitos e 26,4% pouco ou insatisfeitos com o atendimento. Referente aos cirurgiões-dentistas, conclui-se que o conhecimento apropriado sobre questões técnicas relacionadas à infecção pelo HIV, educação permanente direcionada para PVHA oferecida aos profissionais, boas condições de trabalho e infraestrutura satisfatória, incluindo biossegurança, bem como experiência profissional prévia com estes usuários é o principal fator associado à disposição para o atendimento a este grupo de pacientes. Considerando o ponto de vista dos usuários, conclui-se que a atenção à saúde bucal das PVHA em Fortaleza obteve avanços relativos à humanização e à diminuição do preconceito, no entanto, precisa melhorar na organização da referência dos usuários e aumentar o acesso destes aos serviços.In the early days of HIV dissemination, a diagnosis of AIDS was considered a death sentence. However, with the introduction of highly-active antiretroviral therapy in the 1990s, AIDS mortality decreased and the condition is now seen as chronic rather than terminal. An increasing number of persons with HIV/AIDS (PWHAs) are becoming users of the Brazilian Unified Healthcare System (SUS), which includes oral health services. The evaluation of oral healthcare services accessed by this group of patients is important. Thus, the purpose of this study was to evaluate the characteristics of SUS-provided oral healthcare services for PWHAs in Fortaleza from the perspective of both users and professionals. This is a quantitative, descriptive and analytical study, which was realized in the municipality of Fortaleza-CE with dentists and PWHAs. The sample of professionals was random and geographically stratified and consisted of 156 professionals from oral health teams at Family Health Program clinics (CSF) and 14 professionals from specialized odontology centers (CEO). Using a questionnaire, information was collected on demographic and socioeconomic aspects and on processes adopted in the care of PWHAs, covering specific techniques, risk classification of the demand, and humanized care. The sample of users was defined by convenience and included 241 PWHAs. Using a structured questionnaire, information was collected on processes and results, satisfaction and humanized care. The professionals in the sample were aged 38.0±7.5 years on the average, 68.3% were female, 67.1% were married, and 37.1% were specialists in Family Health. On the other hand, 51.2% had no knowledge of the main lab tests employed in the monitoring of PWHAs. According to 69.4%, the physical structure of the office was not appropriate to treat PWHAs, and 57.6% believed the biosafety conditions at their work places (CSF/CEO) were unsatisfactory in this respect. Sixty percent reported treating PWHAs (4 patients on the average). In 33.3% of cases, PWHAs were given priority status, and 74.5% believed the treatment they provided was satisfactory. To 58.8% of the sample, knowledge of appropriate techniques made a difference in their willingness to treat PWHAs, and 84.3% believed users were satisfied with the care. The users in the sample were aged 37.8±9.6 years on the average, 68.3% were male, 75.9% were dark-skinned (by their own definition), 63.1% were single, 52.3% had no children and 87.6% were born in Ceará. As for the level of schooling, 24.1% of the users had not completed elementary school, 32.8% had graduated from high school, while 5.8% had a college degree. One fifth (20.3%) had no income, 24.5% earned ≤ 1 minimum wage, and 34.4% earned between 1 and 2 minimum wages. With regard to oral healthcare seeking, 64.3% had seen a dentist in the preceding 2 years, 50.6% attended private dental offices, 32.4% were covered by health insurance, and 31.1% attended CSF or CEO clinics. Users rated the care received as 7.6±2.5 (on a scale from 1 to 10), 73.6% reported being "satisfied" or "very satisfied" with the treatment, while 26.4% were "not very satisfied". In conclusion, specific knowledge of the technical aspects related to HIV infection, permanent education for dentists regarding PWHAs, appropriate working conditions and facilities (including biosafety) and experience in providing oral healthcare for PWHAs were the main factors associated with willingness to treat this patient population. Based on the usersʼ responses, it may be concluded that oral healthcare of PWHAs in Fortaleza has improved with regard to humanization and prejudice, but patient referral and access of PWHAs to oral healthcare services are still in need of improvement.2014Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz Ceará, Mestrado Profissional em Mestrado Profissional em Saúde da Família, da Rede Nordeste de Formação em Saúde (RENASF)porAvaliação em SaúdeHIV/AidsSaúde bucalServiços de Saúde BucalEvaluation in healthHIV/AIDSOral healthOral healthcare servicesAtenção à Saúde Bucal: Arranjos e Dispositivos Operados no Cuidado às Pessoas que Vivem com HIV/AIDS em Fortaleza-CEinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2014Fiocruz CearáMestrado ProfissionalEusébio/CERede Nordeste de Formação em Saúde (RENASF)info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82991https://arca.fiocruz.br/bitstreams/1eb120e2-fadc-49a1-982b-7b167c8ac6b6/download5a560609d32a3863062d77ff32785d58MD51falseAnonymousREADORIGINALLizaldo-Andrade-Maia.pdfLizaldo-Andrade-Maia.pdfDissertaçãoapplication/pdf15043149https://arca.fiocruz.br/bitstreams/66ab32e3-169c-462e-a06f-223d38ca7915/downloadd38e75502c83f90366d0262088623f47MD52trueAnonymousREADTEXTLizaldo-Andrade-Maia.pdf.txtLizaldo-Andrade-Maia.pdf.txtExtracted texttext/plain103460https://arca.fiocruz.br/bitstreams/46b35592-2a00-4f46-b483-cc01eb9de839/downloadf9ccdfa9ca10ab7aa6c6d1a8c7b5247bMD57falseAnonymousREADTHUMBNAILLizaldo-Andrade-Maia.pdf.jpgLizaldo-Andrade-Maia.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg18748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/78be7ec5-0dc4-4767-b6cd-6f2384aa50d9/download81108e8c2e654f04b4318f528e65a9d0MD58falseAnonymousREADicict/664572025-12-11 08:22:56.511open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/66457https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:22:56Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - 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Evaluation in health HIV/AIDS Oral health Oral healthcare services |
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Nas primeiras décadas de disseminação do HIV, ser diagnosticado com a Aids era uma sentença de morte. A partir da década de 1990, com a introdução da terapia antirretroviral de alta potência, a Aids deixou de ser uma doença terminal, diminuiu sua mortalidade, tornandose uma doença crônica. As pessoas que vivem com HIV/Aids (PVHA) estão cada vez mais presentes no Sistema Único de Saúde (SUS), bem como nos serviços de saúde bucal, sendo importante a avaliação do cuidado à saúde bucal deste grupo de pacientes. A presente pesquisa teve como objetivo investigar características da atenção à saúde bucal das pessoas que vivem com HIV/Aids no SUS do município de Fortaleza, sob a ótica dos usuários e cirurgiões-dentistas. É um estudo quantitativo, descritivo-analítico, realizado no município de Fortaleza – CE com dentistas e PVHA. A amostra dos cirurgiões-dentistas, aleatória estratificada pelas diferentes regiões do município, foi de 156 profissionais da equipe de saúde bucal dos Centros de Saúde da Família (CSF) e 14 dos Centros Especializados de Odontologia (CEO). O questionário estruturado aplicado aos profissionais abordou, além dos aspectos demográficos e socioeconômicos, questões de dimensão de processo da atenção à saúde bucal às PVHA, incluindo os tipos de procedimentos realizados, a forma de organização do acolhimento com classificação de risco da demanda e questões relativas à humanização do cuidado. A amostra dos usuários, definida por conveniência, foi de 241 PVHA. Os dados foram coletados através de questionário estruturado, abordando a dimensão de processo e resultado, satisfação dos usuários, bem como humanização da atenção. A média de idade dos profissionais é 38,0 (±7,5) anos, 68,3% são mulheres e 67,1% são casados. Observou-se que 37,1% dos profissionais cursaram Especialização em Saúde da Família, e que 51,2% não conhecem os exames laboratoriais mais importantes para o acompanhamento às PVHA. Para 69,4%, a estrutura física do consultório odontológico não é satisfatória para atendimento às PVHA, e para 57,6%, as condições de biossegurança do CSF/CEO são insatisfatórias para o atendimento às PVHA. Sessenta por cento atendem às PVHA, entretanto atenderam em média quatro pacientes; 33,3% informaram que o atendimento é prioritário e 74,5% avaliaram o atendimento como satisfatório. Para 58,8% dos profissionais estar bem informado sobre as condutas frente ao paciente influenciam sua decisão em atender; 84,3% afirmaram que o usuário fica satisfeito com o atendimento recebido. A idade média dos usuários é 37,8 (±9,6) anos, 68,3% são do sexo masculino, 75,9% denominaram-se pardos, 63,1% são solteiros, 52,3% não têm filhos e 87,6% nasceram no Ceará. Sobre o grau de instrução, 24,1% têm ensino fundamental incompleto, 32,8% têm ensino médio completo e 5,8% concluíram ensino superior; 20,3% não têm renda, 24,5% ganham até um saláriomínimo e 34,4% recebem entre um e dois salários-mínimos. Considerando a procura dos usuários para atendimento, 64,3% consultaram-se com o dentista nos últimos dois anos; 50,6% usaram o consultório particular, 32,4% plano de saúde e 31,1% usaram o CSF ou CEO. A nota média que o paciente atribuiu ao atendimento do profissional foi de 7,6 (±2,5), 73,6% declararam-se muito satisfeitos ou satisfeitos e 26,4% pouco ou insatisfeitos com o atendimento. Referente aos cirurgiões-dentistas, conclui-se que o conhecimento apropriado sobre questões técnicas relacionadas à infecção pelo HIV, educação permanente direcionada para PVHA oferecida aos profissionais, boas condições de trabalho e infraestrutura satisfatória, incluindo biossegurança, bem como experiência profissional prévia com estes usuários é o principal fator associado à disposição para o atendimento a este grupo de pacientes. Considerando o ponto de vista dos usuários, conclui-se que a atenção à saúde bucal das PVHA em Fortaleza obteve avanços relativos à humanização e à diminuição do preconceito, no entanto, precisa melhorar na organização da referência dos usuários e aumentar o acesso destes aos serviços. |
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MAIA, Lizaldo Andrade. Atenção à Saúde Bucal: Arranjos e Dispositivos Operados no Cuidado às Pessoas que Vivem com HIV/AIDS em Fortaleza-CE. 2014. Dissertação Mestrado Profissional em Mestrado Profissional em Saúde da Família, da Rede Nordeste de Formação em Saúde (RENASF) – Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz Ceará, Eusébio, 2014 |
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