Modulação da diferenciação M1/M2 de macrófagos por isolados clínicos de Mycobacterium tuberculosis com perfil RDRio
| Ano de defesa: | 2023 |
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Resumo: | A tuberculose acomete um terço da população mundial, com mais de 10 milhões de novos casos por ano e responsável por 1,4 milhão de mortes em 2021. Vários estudos têm mostrado que cepas de diferentes linhagens de Mycobacterium tuberculosis possuem virulência, transmissibilidade e propensão a desenvolver resistência a drogas de maneira distinta. No Brasil, a cepa de maior prevalência é a RDRio, pertencente à família LAM, e foi associada a quadros clínicos mais graves da doença e resistência aos fármacos. Este trabalho é pioneiro, objetivando avaliar a diferenciação de macrófagos humanos em perfil M1 e M2 infectados com a RDRio, através da criação de um score M1/M2. Para a infecção dos macrófagos foram utilizados dois isolados clínicos obtidos no Rio de Janeiro em 1995 (RDRio antiga) e Minas Gerais em 2010 (RDRio recente), permitindo observar possíveis alterações no perfil inflamatório induzido no macrófago pela sublinhagem RDRio em 15 anos de circulação. A diferenciação dos macrófagos foi avaliada pela expressão gênica, produção de citocinas e quimiocinas e fenótipo de marcadores M1 e M2. Os isolados RDRio apresentaram infectividade maior que a cepa de referência H37Rv após 24h (RDRio antiga p<0,01 e RDRio recente p<0,001) e 48h (p<0,05 e p<0,01) de infecção, com diferença na distribuição da carga bacilar após 4h, 24h e 48h de infecção. Os isolados RDRio e a cepa H37Rv mostraram a mesma capacidade de indução da produção de nitrito, ocorrendo produção após 48h de infecção. Além disso, em 48h, foi observado aumento da expressão de genes pró inflamatórios (CCR7, IL1B e CXCL11) induzido pelo isolado RDRio antigo quando comparado ao isolado RDRio recente (p<0,01, p<0,001, p<0,0001) e à cepa H37Rv (p<0,01, p<0,001, p<0,001) Ainda em 48h, foi observada diminuição da expressão de IL6 nos macrófagos infectados com os dois isolados RDRio em comparação à cepa H37Rv (p<0,05). Por outro lado, a produção de IL-1β induzida pelo isolado RDRio recente foi menor, comparada ao isolado RDRio antigo (p<0,05) e a cepa H37Rv (p<0,05), após 4h de infecção. Quanto a expressão de moléculas de superfície características de cada perfil, os isolados RDRio (3,3% e 3,9%) e a cepa H37Rv (3,6%) induziram a expressão do perfil M1 CD80+CD86+ nos macrófagos após 48h de infecção, enquanto em 24h, a expressão de CXCR4 (M2) normalizada pelo controle diminuiu na infecção pelos isolados RDRio comparados à cepa H37Rv (p<0,01). Aplicando-se o score criado neste estudo para avaliar o perfil M1/M2, foi observado que os isolados clínicos RDRio e a cepa H37Rv induziram preferencialmente um perfil mais M1 que M2 nos macrófagos infectados. Ainda foi observado que a relação entre os perfis M1/M2 induzidos pelos isolados RDRio antigo e recente foram respectivamente 42% e 24% maiores que o da cepa H37Rv. Nossos resultados sugerem que a RDRio tem a capacidade de induzir uma resposta inflamatória maior que a cepa de referência H37Rv no início da infecção. Essa modulação, pode ser responsável por gerar um quadro de evolução clínica mais grave em alguns pacientes infectados com RDRio e sua grande transmissibilidade. |
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Souza, Andreia Lamoglia deLima, Eric Henrique Roma deAlmeida, Maria da Glória Bonecini de2025-01-15T18:48:14Z2025-01-15T18:48:14Z2023SOUZA, Andreia Lamoglia de. Modulação da diferenciação M1/M2 de macrófagos por isolados clínicos de Mycobacterium tuberculosis com perfil RDRio. 2023. 113 f. Tese (Doutorado em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas ) - Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ, 2023.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/68094A tuberculose acomete um terço da população mundial, com mais de 10 milhões de novos casos por ano e responsável por 1,4 milhão de mortes em 2021. Vários estudos têm mostrado que cepas de diferentes linhagens de Mycobacterium tuberculosis possuem virulência, transmissibilidade e propensão a desenvolver resistência a drogas de maneira distinta. No Brasil, a cepa de maior prevalência é a RDRio, pertencente à família LAM, e foi associada a quadros clínicos mais graves da doença e resistência aos fármacos. Este trabalho é pioneiro, objetivando avaliar a diferenciação de macrófagos humanos em perfil M1 e M2 infectados com a RDRio, através da criação de um score M1/M2. Para a infecção dos macrófagos foram utilizados dois isolados clínicos obtidos no Rio de Janeiro em 1995 (RDRio antiga) e Minas Gerais em 2010 (RDRio recente), permitindo observar possíveis alterações no perfil inflamatório induzido no macrófago pela sublinhagem RDRio em 15 anos de circulação. A diferenciação dos macrófagos foi avaliada pela expressão gênica, produção de citocinas e quimiocinas e fenótipo de marcadores M1 e M2. Os isolados RDRio apresentaram infectividade maior que a cepa de referência H37Rv após 24h (RDRio antiga p<0,01 e RDRio recente p<0,001) e 48h (p<0,05 e p<0,01) de infecção, com diferença na distribuição da carga bacilar após 4h, 24h e 48h de infecção. Os isolados RDRio e a cepa H37Rv mostraram a mesma capacidade de indução da produção de nitrito, ocorrendo produção após 48h de infecção. Além disso, em 48h, foi observado aumento da expressão de genes pró inflamatórios (CCR7, IL1B e CXCL11) induzido pelo isolado RDRio antigo quando comparado ao isolado RDRio recente (p<0,01, p<0,001, p<0,0001) e à cepa H37Rv (p<0,01, p<0,001, p<0,001) Ainda em 48h, foi observada diminuição da expressão de IL6 nos macrófagos infectados com os dois isolados RDRio em comparação à cepa H37Rv (p<0,05). Por outro lado, a produção de IL-1β induzida pelo isolado RDRio recente foi menor, comparada ao isolado RDRio antigo (p<0,05) e a cepa H37Rv (p<0,05), após 4h de infecção. 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Essa modulação, pode ser responsável por gerar um quadro de evolução clínica mais grave em alguns pacientes infectados com RDRio e sua grande transmissibilidade.Tuberculosis affects one third of the world's population, with an incidence of more than 10 million cases per year and responsible for 1.4 million deaths in 2021. Several studies have shown that specific Mycobacterium tuberculosis strains have distinct virulence, transmissibility, and propensity to develop resistance to different drugs in a distinct manner. In Brazil, the most prevalent strain is RDRio, belonging to the LAM family, it has been associated with more severe clinical conditions and drug resistance. This is a pioneering work, aiming to evaluate the differentiation of human macrophages infected with RDRio in a M1 and M2 profiles, through the creation of an M1/M2 score. For the infection, two clinical isolates obtained in Rio de Janeiro in 1995 (old RDRio) and Minas Gerais in 2010 (recent RDRio) were used, allowing the observation of possible changes in the inflammatory profile induced in the macrophage by underlining in 15 years of circulation of RDRio sublineage. Macrophage differentiation was assessed by gene expression, cytokine and chemokine production, and M1 and M2 marker phenotype. The RDRio isolates showed higher infectivity than the reference strain H37Rv after 24h (old RDRio p<0.01 and recent RDRio p<0.001) and 48h (p<0.05 and p<0.01) of infection, showing difference on bacillar burden in 4h, 24h and 48h of infection. The isolates RDRio and strain H37Rv showed the same induction capacity of nitrite production, producing nitrite in 48h of infection. Further, after 48h, an increase in the expression of proinflammatory genes (CCR7, IL1B and CXCL11) induced by the old RDRio isolate was observed when compared to the recent RDRio isolate (p<0.01, p<0.001, p<0.0001) and the strain H37Rv (p<0.01, p<0.001, p<0.001). Even at 48h, a decrease in Il6 expression was observed in macrophages infected with the two RDRio isolates compared to strain H37Rv (p<0.05) On the other hand, the IL-1β secretion induced by the recent RDRio isolate was lower, compared to the old RDRio isolate (p<0.05) and strain H37Rv (p<0.05), after 4h of infection. As to the expression of surface molecules characteristic of each profile, the isolates RDRio (3.3% and 3.9%) and strain H37Rv (3.6%) induced the expression of the M1 CD80+CD86+ profile in macrophages after 48h of infection, while in 24h, the expression of CXCR4 normalized by control decreased in infection by RDRio isolates compared to strain H37Rv (p<0.01). Applying the score created in this study to evaluate the M1/M2 profile, it was observed that the clinical isolates RDRio and strain H37Rv induced a more M1 than M2 profile in M0 macrophages. It was also observed that the M1/M2 profile of the old RDRio and recent RDRio isolates were respectively 42% and 24% higher than that of strain H37Rv. Our results suggest that RDRio can induce a grater inflammatory response than the reference strain at the onset of infection. This modulation can generate a more severe clinical evolution and high transmissibility.Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porMycobacterium TuberculosisRDRioMacrófagos M1/M2THP-1VirulênciaIsolado ClínicoInflamaçãoMycobacterium TuberculosisRDRioM1/M2 MacrophagesTHP-1VirulenceClinical IsolatesInflammationMycobacterium tuberculosisFarmacorresistência BacterianaMacrófagosCélulas THP-1CitocinasPatogenicidadeimunologiaModulação da diferenciação M1/M2 de macrófagos por isolados clínicos de Mycobacterium tuberculosis com perfil RDRioinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis2023Instituto Nacional de Infectologia Evandro ChagasFundação Oswaldo CruzRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosasinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/864be5d3-4564-4f8e-8694-65820c00981f/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALandreia_souza_ini_dout_2023.pdfapplication/pdf6565975https://arca.fiocruz.br/bitstreams/c117c5d8-31f5-4902-b449-0cd5ff1ff661/download1e9241b493682c8b6fdb6b766209c1f1MD52trueAnonymousREADTEXTandreia_souza_ini_dout_2023.pdf.txtandreia_souza_ini_dout_2023.pdf.txtExtracted texttext/plain102743https://arca.fiocruz.br/bitstreams/a972ad6c-8d34-40c2-9b35-a4c9cff99122/download75fd10153be9c8c05c0e28e7b74d4bfcMD55falseAnonymousREADTHUMBNAILandreia_souza_ini_dout_2023.pdf.jpgandreia_souza_ini_dout_2023.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3012https://arca.fiocruz.br/bitstreams/702c98f2-71db-40b9-ae73-388246676ea4/downloaddeecce0d4535fb342d44df0751528e1fMD56falseAnonymousREADicict/680942025-07-29 22:09:22.579open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/68094https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-30T01:09:22Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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A tuberculose acomete um terço da população mundial, com mais de 10 milhões de novos casos por ano e responsável por 1,4 milhão de mortes em 2021. Vários estudos têm mostrado que cepas de diferentes linhagens de Mycobacterium tuberculosis possuem virulência, transmissibilidade e propensão a desenvolver resistência a drogas de maneira distinta. No Brasil, a cepa de maior prevalência é a RDRio, pertencente à família LAM, e foi associada a quadros clínicos mais graves da doença e resistência aos fármacos. Este trabalho é pioneiro, objetivando avaliar a diferenciação de macrófagos humanos em perfil M1 e M2 infectados com a RDRio, através da criação de um score M1/M2. Para a infecção dos macrófagos foram utilizados dois isolados clínicos obtidos no Rio de Janeiro em 1995 (RDRio antiga) e Minas Gerais em 2010 (RDRio recente), permitindo observar possíveis alterações no perfil inflamatório induzido no macrófago pela sublinhagem RDRio em 15 anos de circulação. A diferenciação dos macrófagos foi avaliada pela expressão gênica, produção de citocinas e quimiocinas e fenótipo de marcadores M1 e M2. Os isolados RDRio apresentaram infectividade maior que a cepa de referência H37Rv após 24h (RDRio antiga p<0,01 e RDRio recente p<0,001) e 48h (p<0,05 e p<0,01) de infecção, com diferença na distribuição da carga bacilar após 4h, 24h e 48h de infecção. Os isolados RDRio e a cepa H37Rv mostraram a mesma capacidade de indução da produção de nitrito, ocorrendo produção após 48h de infecção. Além disso, em 48h, foi observado aumento da expressão de genes pró inflamatórios (CCR7, IL1B e CXCL11) induzido pelo isolado RDRio antigo quando comparado ao isolado RDRio recente (p<0,01, p<0,001, p<0,0001) e à cepa H37Rv (p<0,01, p<0,001, p<0,001) Ainda em 48h, foi observada diminuição da expressão de IL6 nos macrófagos infectados com os dois isolados RDRio em comparação à cepa H37Rv (p<0,05). Por outro lado, a produção de IL-1β induzida pelo isolado RDRio recente foi menor, comparada ao isolado RDRio antigo (p<0,05) e a cepa H37Rv (p<0,05), após 4h de infecção. Quanto a expressão de moléculas de superfície características de cada perfil, os isolados RDRio (3,3% e 3,9%) e a cepa H37Rv (3,6%) induziram a expressão do perfil M1 CD80+CD86+ nos macrófagos após 48h de infecção, enquanto em 24h, a expressão de CXCR4 (M2) normalizada pelo controle diminuiu na infecção pelos isolados RDRio comparados à cepa H37Rv (p<0,01). Aplicando-se o score criado neste estudo para avaliar o perfil M1/M2, foi observado que os isolados clínicos RDRio e a cepa H37Rv induziram preferencialmente um perfil mais M1 que M2 nos macrófagos infectados. Ainda foi observado que a relação entre os perfis M1/M2 induzidos pelos isolados RDRio antigo e recente foram respectivamente 42% e 24% maiores que o da cepa H37Rv. Nossos resultados sugerem que a RDRio tem a capacidade de induzir uma resposta inflamatória maior que a cepa de referência H37Rv no início da infecção. Essa modulação, pode ser responsável por gerar um quadro de evolução clínica mais grave em alguns pacientes infectados com RDRio e sua grande transmissibilidade. |
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Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
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