Contribuição à pesquisa translacional aplicada ao desenvolvimento de um fitoterápico anti-HIV a partir do látex de Euphorbia umbellata

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Neves, Gabrielle Pereira das
Orientador(a): Siani, Antonio Carlos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/68572
Resumo: O presente estudo insere-se no contexto químico-farmacêutico, visando contribuir para o desenvolvimento de um fitoterápico adjuvante na terapia da infecção por HIV. As atividades convergiram para (i) estabelecer e qualificar um IFA de origem vegetal a partir do látex de Euphorbia umbellata, cujo conteúdo ativo é representado por diterpenos forboides e (ii) avaliar parâmetros de eficácia e segurança pré-clínicas. O látex liofilizado foi estabelecido como IFAV à maneira do uso popular. Os estudos envolvendo a matéria-prima abordaram coletas de látices em dois locais e épocas diferentes. Entre as técnicas cromatográficas, CLAE teve suas condições otimizadas em coluna para análise do conteúdo diterpênico do látex. Três diterpenos foram isolados do látex por técnicas cromatográficas combinadas, incluindo escalonamento para a CLMP em fase reversa e purificação final por CLAE semipreparativa. As substâncias foram identificadas por RMN e EMAR como forbol-3,4,12,13-tetraacetato20-fenillacetato (T1), 20-deoxiforbol-3,4,12-triacetato-13-fenillacetato (T2) e ingol3,8,12-triacetato-7-fenilacetato (L1); com T1 (Tr = 25,61 min, pureza = 88 ± 1%) selecionado como marcador químico para o conteúdo forboide nas matrizes. A curva analítica do marcador demonstrou linearidade na faixa de trabalho (0,5-2,5 µg/mL). O método quantitativo apresentou repetibilidade e precisão intra-dia dentro de critérios aceitáveis pelas normativas da ANVISA. Os látices, as substâncias isoladas e frações ricas em diterpenos ou triterpenos foram testadas in vitro quanto à capacidade em reverter a latência do HIV-1 em células J-Lat 10.6 infectadas. Os resultados confirmaram a atividade de T1 (34-40%) e T2 (75-80%, EC50 3,70 μg/mL, SI 6,7) em reativar o HIV-1 latente, na faixa de concentração não citotóxica, enquanto L1 foi inativo. Na mesma faixa, os látices liofilizados apresentaram 60-80% de efetividade. A fração diterpênica foi 2,4 vezes mais ativa do que o látex liofilizado na concentração mais baixa testada, enquanto a fração triterpênica foi inativa. Isso confirma os ésteres de forbol como as substâncias ativas nessa matriz. Um lote experimental do IFAV apresentou umidade média de ~4%, corroborada pela perda de massa até 100 °C observada no TGA, o DSC mostrou um pico endotérmico de entalpia em 15,33 J/g na faixa de 49,96-57,30 °C e o DRX indicou se tratar de uma matriz semicristalina. As propriedades de fluxo e processabilidade foram: Da 0,35 g/mL, Dc 0,48 g/mL, RH 1,37, IC 27,08%, ângulo de repouso 15,6°, fluxo por orifício 32,5 s/100 g. Quanto à toxicologia in vivo (ratos), o lote experimental resultou em dose oral letal mediana maior que 2000 mg/kg peso corpóreo. Esse mesmo lote não apresentou efeito mutagênico no teste de AMES baseado em cinco cepas de Salmonella Typhimurium. O conjunto de resultados obtidos nesse trabalho contribui significativamente para desenvolver o protótipo laboratorial de um fitoterápico reativador do vírus HIV latente na célula infectadas.
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