Sinais de agregação em Panstrongylus megistus e a interação desta espécie com Triatoma infestans no interior de abrigos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Mota, Theo Rolla de Paula
Orientador(a): Lorenzo, Marcelo Gustavo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Fiocruz/IRR
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/4042
Resumo: Pastrongylus megistus se destaca pelo seu alto potencial para transmissão da doença de Chagas. Estudos prévios descreveram compostos voláteis presentes nas fezes de P. megistus que provavelmente servem como marca química do abrigo. Alguns autores sugerem a existência de repelência mútua entre P. megistus e Triatoma infestans mediada pelas suas fezes, feromônios e pela sua própria presença. Entretanto, foi demonstrada uma reposta de agregação interespecífica a sinais químicos das fezes e da cutícula para T. infestans e P. megistus. [...] testamos a atração de P. megistus a cinco compostos identificados nas suas fezes e determinamos a relação dose-resposta comportamental para cada composto. Posteriormente foi desenvolvida uma mistura de substâncias voláteis capaz de recrutar P. megistus para o interior de abrigos. [...]. Finalmente avaliamos se existe agregação ou repelência interespecífica no interior de abrigos entre P. megistus e T. infestans. Houve atração de P. megistus pelas doses de 10 microgramas e 100 microgramas de ácidos acético, 1 nanograma e 10 microgramas de ácido hexanóico, 10 microgramas e 100 microgramas de acetamida e 100 nanogramas de ácido isovalérico. Por outro lado, observou-se uma resposta de rejeição à dose de 10 microgramas de 2,3-butanodiol. Uma mistura contendo 10 nanogramas de cada uma destas substâncias mostrou-se atraente. Abrigos impregnados com 160 nanogramas ou 1,6 microgramas de cada composto mostraram-se mais atrativos do que abrigos limpos. Demostramos que a densidade de insetos e o ciclo de iluminação interferem significativamente no uso do abrigo para ambas as espécies estudadas. Entretanto existem diferenças no padrão de comportamento das espécies, sendo P. megistus mais sensível ao efeito da densidade e T. infestans aparentemente mais sensível ao efeito da iluminação. Vimos que T. infestans e P. megistus se agregam aleatoriamente entre dois abrigos disponíveis. Além disso, as duas espécies se agregam de maneira conjunta nos dois abrigos, sem revelarem qualquer processo de repelência mútua. Propomos que a mistura de voláteis identificados nas fezes poderia ser utilizada na formulação de iscas para dispositivos de detecção destes insetos em programas de controle. Os estudos sobre a interação entre P. megistus e T. infestans no contexto de utilização de abrigos poderão ajudar na compreensão dos padrões comportamentais de cada espécie e pretendem por fim nas discordâncias existentes na literatura sobre triatomíneos.
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Entretanto, foi demonstrada uma reposta de agregação interespecífica a sinais químicos das fezes e da cutícula para T. infestans e P. megistus. [...] testamos a atração de P. megistus a cinco compostos identificados nas suas fezes e determinamos a relação dose-resposta comportamental para cada composto. Posteriormente foi desenvolvida uma mistura de substâncias voláteis capaz de recrutar P. megistus para o interior de abrigos. [...]. Finalmente avaliamos se existe agregação ou repelência interespecífica no interior de abrigos entre P. megistus e T. infestans. Houve atração de P. megistus pelas doses de 10 microgramas e 100 microgramas de ácidos acético, 1 nanograma e 10 microgramas de ácido hexanóico, 10 microgramas e 100 microgramas de acetamida e 100 nanogramas de ácido isovalérico. Por outro lado, observou-se uma resposta de rejeição à dose de 10 microgramas de 2,3-butanodiol. Uma mistura contendo 10 nanogramas de cada uma destas substâncias mostrou-se atraente. Abrigos impregnados com 160 nanogramas ou 1,6 microgramas de cada composto mostraram-se mais atrativos do que abrigos limpos. Demostramos que a densidade de insetos e o ciclo de iluminação interferem significativamente no uso do abrigo para ambas as espécies estudadas. Entretanto existem diferenças no padrão de comportamento das espécies, sendo P. megistus mais sensível ao efeito da densidade e T. infestans aparentemente mais sensível ao efeito da iluminação. Vimos que T. infestans e P. megistus se agregam aleatoriamente entre dois abrigos disponíveis. Além disso, as duas espécies se agregam de maneira conjunta nos dois abrigos, sem revelarem qualquer processo de repelência mútua. Propomos que a mistura de voláteis identificados nas fezes poderia ser utilizada na formulação de iscas para dispositivos de detecção destes insetos em programas de controle. Os estudos sobre a interação entre P. megistus e T. infestans no contexto de utilização de abrigos poderão ajudar na compreensão dos padrões comportamentais de cada espécie e pretendem por fim nas discordâncias existentes na literatura sobre triatomíneos.Programa de Pós-Graduação do Centro de Pesquisa René RachouFundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisas René Rachou. Belo Horizonte, MG, Brasil.porFiocruz/IRRDoença de Chagas03 Saúde e Bem-EstarSinais de agregação em Panstrongylus megistus e a interação desta espécie com Triatoma infestans no interior de abrigosSignals of aggregation in Panstrongylus megistus and the interaction of this species with Triatoma infestans in the interior of sheltersinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisFundação Oswaldo Cruz. 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