Avaliação do risco da transmissão vetorial do vírus vacinal no contexto da imunização de primatas não-humanos brasileiros contra a Febre Amarela

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Miranda, Rafaella Moraes de
Orientador(a): Alencar, Jeronimo Augusto Fonseca, Oliveira, Ricardo Lourenço de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/50632
Resumo: Em 2017-2019, um surto de febre amarela silvestre (FAS) acometeu o estado do Rio de Janeiro. Epizootias de primatas não-humanos (PNHs) foram amplamente reportadas, inclusive em áreas de conservação de espécies ameaçadas de extinção. Além da imunização de humanos, estratégias complementares foram sugeridas, como a vacinaçãode PNHs, que, além de potencialmente colaborar para a redução da transmissão do vírus amarílico (YFV), evitaria a extinção de espécies ameaçadas. Porém, a possibilidade do vírusvacinal atenuado ser transmitido por mosquitos na natureza, que poderia pôr em risco as propriedades genéticas do vírus e biológicas da vacina, precisava ser averiguada. Assim, no presente estudo, lotes de mosquitos Aedes aegypti, Haemagogus leucocelaenus, Haemagogus janthinomys, Sabethes albiprivus e Sabethes identicus foram alimentados diretamente em micos-leões vacinados e mantidos no Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ), em Guapimirim. Os repastos foram feitos no terceiro dia após a vacinação dos animais com o vírus atenuado YFV-17DD, quando a carga viral no sangue variou de 1,05x103 a 6,61x103 PFU/mL. Após 14 e 21 dias de incubação a 26ºC, 80%UR e fotoperíodo de 12/12h, homogenatos do corpo (tórax + abdome) de nenhum dos 620 mosquitos examinados por RT-qPCR se mostrou infectado. Para verificar se o título viral no sangue dos PNHs foi determinante na infecção dos vetores, outros lotes de mosquitos foram alimentados artificialmente com repastos sanguíneos contendo 1x104 e 1x107 PFU/mL do YFV-17DD e incubados e examinados ao 14º. dia nas mesmas condições acima. Mosquitos só se infectaram quando ingeriram o repasto artificial com título viral elevado (107 PFU/mL), mesmo assim exibindo taxa de infecção baixa (17 % e 10 % em Hg. leucocelaenus e Ae. aegypti, respectivamente) ou nula (Sa. albiprivus) O YFV-17DD não foi encontrado em nenhum homogenato de cabeça de mosquito infectado, sugere a existência de barreiras no intestino médio das espécies desafiadas, bloqueado a disseminação do vírus vacinal para tecidos secundários em e, por conseguinte, a sua transmissão. Foram realizadas coletas quinzenais de mosquitos, de dezembro de 2018 a dezembro de 2019, em 12 pontos distribuídos em transectos cobrindo desde a área mais modificada do CPRJ até 200 e 400 mmata adentro, através de armadilhas de oviposição (ovitrampas) e de adultos (BG-Sentinel com CO2 como atraente) e atração humana protegida e esclarecida (AHPE). Coletaram-se 9.349 mosquitos, cuja abundância, riqueza e diversidade de espécies foram heterogêneas entre os pontos amostrais. O método de coleta influenciou mais na composição da fauna capturada que a localização, havendo espécies (Anopheles cruzii, Psosrophora ferox, Runchomyia cerqueirai, possivelmente Wyeomyia incaudata (?), Wyeomyia theobaldi, Sabethes chloropterus e Sa. albiprivus) somente coletadas com AHPE. A fauna de mosquitos se revelou diversa, com 21 espécies de 12 gêneros, dentre as quais vetoras primárias e secundárias da FAS, como Hg. leucocelaenus, Hg. janthinomys, Aedes scapularis e Sa. chloropterus. As distribuições temporal e espacial da densidade destas espécies, especialmente de Hg. leucocelaenus, sugerem que os PNHs do CPRJ estão expostos à picada desses vetores e à transmissão do vírus selvagem, a despeito da localização da gaiola e da época do ano, embora com maior risco entre janeiro e março. Porém, as evidências obtidas indicam que a baixa viremias desenvolvida pelos micos-leões e outros PNHs Neotropicais vacinados no CPRJ, combinada com a baixa susceptibilidade de mosquitos silvestres ao YFV-17DD, não sustentariam a transmissão do YFV-17DD na natureza.
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Porém, a possibilidade do vírusvacinal atenuado ser transmitido por mosquitos na natureza, que poderia pôr em risco as propriedades genéticas do vírus e biológicas da vacina, precisava ser averiguada. Assim, no presente estudo, lotes de mosquitos Aedes aegypti, Haemagogus leucocelaenus, Haemagogus janthinomys, Sabethes albiprivus e Sabethes identicus foram alimentados diretamente em micos-leões vacinados e mantidos no Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ), em Guapimirim. Os repastos foram feitos no terceiro dia após a vacinação dos animais com o vírus atenuado YFV-17DD, quando a carga viral no sangue variou de 1,05x103 a 6,61x103 PFU/mL. Após 14 e 21 dias de incubação a 26ºC, 80%UR e fotoperíodo de 12/12h, homogenatos do corpo (tórax + abdome) de nenhum dos 620 mosquitos examinados por RT-qPCR se mostrou infectado. Para verificar se o título viral no sangue dos PNHs foi determinante na infecção dos vetores, outros lotes de mosquitos foram alimentados artificialmente com repastos sanguíneos contendo 1x104 e 1x107 PFU/mL do YFV-17DD e incubados e examinados ao 14º. dia nas mesmas condições acima. Mosquitos só se infectaram quando ingeriram o repasto artificial com título viral elevado (107 PFU/mL), mesmo assim exibindo taxa de infecção baixa (17 % e 10 % em Hg. leucocelaenus e Ae. aegypti, respectivamente) ou nula (Sa. albiprivus) O YFV-17DD não foi encontrado em nenhum homogenato de cabeça de mosquito infectado, sugere a existência de barreiras no intestino médio das espécies desafiadas, bloqueado a disseminação do vírus vacinal para tecidos secundários em e, por conseguinte, a sua transmissão. Foram realizadas coletas quinzenais de mosquitos, de dezembro de 2018 a dezembro de 2019, em 12 pontos distribuídos em transectos cobrindo desde a área mais modificada do CPRJ até 200 e 400 mmata adentro, através de armadilhas de oviposição (ovitrampas) e de adultos (BG-Sentinel com CO2 como atraente) e atração humana protegida e esclarecida (AHPE). Coletaram-se 9.349 mosquitos, cuja abundância, riqueza e diversidade de espécies foram heterogêneas entre os pontos amostrais. O método de coleta influenciou mais na composição da fauna capturada que a localização, havendo espécies (Anopheles cruzii, Psosrophora ferox, Runchomyia cerqueirai, possivelmente Wyeomyia incaudata (?), Wyeomyia theobaldi, Sabethes chloropterus e Sa. albiprivus) somente coletadas com AHPE. A fauna de mosquitos se revelou diversa, com 21 espécies de 12 gêneros, dentre as quais vetoras primárias e secundárias da FAS, como Hg. leucocelaenus, Hg. janthinomys, Aedes scapularis e Sa. chloropterus. As distribuições temporal e espacial da densidade destas espécies, especialmente de Hg. leucocelaenus, sugerem que os PNHs do CPRJ estão expostos à picada desses vetores e à transmissão do vírus selvagem, a despeito da localização da gaiola e da época do ano, embora com maior risco entre janeiro e março. Porém, as evidências obtidas indicam que a baixa viremias desenvolvida pelos micos-leões e outros PNHs Neotropicais vacinados no CPRJ, combinada com a baixa susceptibilidade de mosquitos silvestres ao YFV-17DD, não sustentariam a transmissão do YFV-17DD na natureza.In 2017-2019, the state of Rio de Janeiro was affected by an outbreak of sylvatic yellow fever (SYF). Epizootics of non-human primates (NHPs) were largely reported, including in conservation areas of endangered species. In addition to the immunization of humans, complementary strategies have been suggested, such as the vaccination of PNHs, which besides potentially helping to reduce the transmission of the yellow fever virus (YFV), would prevent the extinction of endangered species. However, the possibility of the attenuated vaccine virus being transmitted by mosquitoes in the wild, which could jeopardize the genetic and biological properties of the vaccine, needed to be investigated. Thus, in the present study, batches of Aedes aegypti, Haemagogus leucocelaenus, Haemagogus janthinomys, Sabethes albiprivus and Sabethes identicus mosquitoes were fed directly on vaccinated lion tamarins maintained at the Primatology Center of Rio de Janeiro (CPRJ), in Guapimirim. Feedings were performed on the third day after vaccination of the animals with the attenuated virus YFV17DD, when the viral load in the blood ranged from 1.05x103 to 6.61x103 PFU / mL. After 14 and 21 days of incubation at 26ºC, 80% RH and 12/12h photoperiod, no body homogenates (thorax + abdomen) of 620 mosquitoes examined by RT-qPCR proved to be infected. To verify whether the viral titer in the blood of the PNHs was determinant in the infection, other batches of mosquitoes were artificially fed with blood meals containing 1 x 104 or 1 x 107 PFU / mL of the YFV-17DD, following incubation and virus screening on the 14º day under the same above mentioned conditions. Only mosquitoes engorged with the artificial meal with the higher viral titer (107 PFU / mL) got infected but displaying low (17% and 10% in Hg. leucocelaenus and Ae. aegypti, respectively) or null (Sa. albiprivus) infection rates YFV-17DD was not found in head homogenates of any infected mosquito, suggesting the existence of barriers in the midgut of the challenged mosquito species, blocking dissemination of the vaccine attenuated virus to secondary mosquito tissues and, therefore, its transmission. Fortnightly collections of mosquitoes were carried out, from December 2018 to December 2019, at 12 sites distributed in transects covering from the most modified area in the CPRJ up to 200 and 400m from there into the forest, through oviposition (ovitraps) and adults ( BG-Sentinel with CO2 as attractive) and protected and informed human attraction (AHPE). A total of 9,349 mosquitoes were collected, whose species abundance, richness and diversity were heterogeneous among the sampling sites. The collection method influenced the captured fauna the more than the site location, with seven species (Anopheles cruzii, Psosrophora ferox, Runchomyia cerqueirai, possibly Wyeomyia incaudata (?), Wyeomyia theobaldi, Sabethes chloropterus and Sa. albiprivus) being collected only AHPE. The CPRJ\2019s mosquito fauna proved to be diverse, with 21 species of 12 genera, including primary and secondary SYF vectors, such as Hg. leucocelaenus, Hg. janthinomys, Aedes scapularis and Sa. chloropterus. The temporal and spatial distributions of density of these species, especially Hg. leucocelaenus, suggest that PNHs in the CPRJ are exposed to the bite of these vectors and transmission of sylvatic YFV, regardless of the location of their cages and at any time in the year, although with greater risk between January and March. However, the evidence obtained in this study indicates that the low viremia developed by vaccinated lion tamarins and other NPHs in the CPRJ, combined with the low susceptibility of wild mosquitoes to YFV-17DD, would not support the transmission of the attenuated vaccine virus in nature.Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Oswaldo Cruz. Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porFebre AmarelaVacina contra Febre AmarelaPrimatasMosquitos VetoresFebre AmarelaVacina contra Febre AmarelaPrimatasMosquitos Vetores03 Saúde e Bem-EstarAvaliação do risco da transmissão vetorial do vírus vacinal no contexto da imunização de primatas não-humanos brasileiros contra a Febre Amarelainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2020Instituto Oswaldo CruzFundação Oswaldo CruzMestrado AcadêmicoRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Medicina Tropicalinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/deca4b3a-e3a5-4a08-b781-af62909b6b21/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINAL000248934.pdfapplication/pdf2305446https://arca.fiocruz.br/bitstreams/5ff7d62c-cdba-4967-a4ac-b345c0788ecc/downloadf19a3639bbbede70ff97f346c338dc6bMD52trueAnonymousREADTEXT000248934.pdf.txt000248934.pdf.txtExtracted texttext/plain102935https://arca.fiocruz.br/bitstreams/9041c1bc-6f7d-4655-b35c-dca829560437/download2fb66e6fae15b30a676191fa4440ce3fMD59falseAnonymousREADTHUMBNAIL000248934.pdf.jpg000248934.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg16536https://arca.fiocruz.br/bitstreams/6efa1402-14ad-451c-8a7d-08ffa1042df9/download785adcb21d40d18407a6ae5b88684086MD510falseAnonymousREADicict/506322025-12-11 08:37:39.305open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/50632https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:37:39Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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