Estruturação do serviço de vigilância da febre maculosa nas regionais de saúde do estado do Paraná

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Silva, Aparecida Martins da
Orientador(a): Gazêta, Gilberto Salles
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Fiocruz/IOC
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/73683
Resumo: Alterações ambientais como consequências de ações antrópicas, favorecem a reemergéncia de doenças infecciosas ocasionadas por patógenos transmitidos por vetores, sendo uma delas a Febre Maculosa (FM). Doença infecciosa febril aguda, cujo agente etiológico é transmitido ao ser humano por meio da picada de carrapato infectado por bactérias pertencentes ao gênero Rickettsia. Agravo de notificação compulsória imediata por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) que requer ações de investigação epidemiológica e ambiental. O objetivo desta pesquisa foi estruturar e descentralizar as ações de vigilância da FM no Estado do Paraná. Os resultados alcançados incluem a capacitação dos profissionais que atuam como referência técnica da FM em 100% das 22 Regionais de Saúde (RS) do Estado com temas relativos a FM, contemplando a doença, vetor e ações de vigilância; identificando as áreas para presença ou ausência do vetor; implantação do Posto de Informação de Carrapatos (PIC) e da Nota Técnica nº 10/2023, documento norteador das ações de prevenção da Febre Maculosa. Conclui-se que a estruturação do serviço de vigilância da FM no Estado do Paraná é exequível e que a descentralização para as RS é uma abordagem que pode ser implementada com sucesso. No entanto, essa descentralização depende do envolvimento e engajamento das equipes regionais de saúde. Por fim, a integração contínua entre a rede de atenção à saúde, vigilância epidemiológica e ambiental é essencial para a identificação precoce de casos suspeitos, a diminuição da letalidade e o controle da FM. Isso deve ser acompanhado de campanhas de conscientização pública, visando a prevenção da doença, o que inclui a implementação de medidas de controle de carrapatos em áreas de risco.
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Doença infecciosa febril aguda, cujo agente etiológico é transmitido ao ser humano por meio da picada de carrapato infectado por bactérias pertencentes ao gênero Rickettsia. Agravo de notificação compulsória imediata por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) que requer ações de investigação epidemiológica e ambiental. O objetivo desta pesquisa foi estruturar e descentralizar as ações de vigilância da FM no Estado do Paraná. Os resultados alcançados incluem a capacitação dos profissionais que atuam como referência técnica da FM em 100% das 22 Regionais de Saúde (RS) do Estado com temas relativos a FM, contemplando a doença, vetor e ações de vigilância; identificando as áreas para presença ou ausência do vetor; implantação do Posto de Informação de Carrapatos (PIC) e da Nota Técnica nº 10/2023, documento norteador das ações de prevenção da Febre Maculosa. Conclui-se que a estruturação do serviço de vigilância da FM no Estado do Paraná é exequível e que a descentralização para as RS é uma abordagem que pode ser implementada com sucesso. No entanto, essa descentralização depende do envolvimento e engajamento das equipes regionais de saúde. Por fim, a integração contínua entre a rede de atenção à saúde, vigilância epidemiológica e ambiental é essencial para a identificação precoce de casos suspeitos, a diminuição da letalidade e o controle da FM. Isso deve ser acompanhado de campanhas de conscientização pública, visando a prevenção da doença, o que inclui a implementação de medidas de controle de carrapatos em áreas de risco.Environmental changes as consequences of anthropogenic actions, favor the resurgence of infectious diseases caused by vector-borne pathogens, white one of them being Rocky Mountain spotted fever (RMSF). An acute febrile infectious disease whose etiological agent is transmitted to humans through the bite of ticks of the Amblyomma sp. genus infected with bacteria belonging to the Rickettsia sp. genus. Immediate compulsory notification through the Notifiable Diseases Information System (SINAN) requiring epidemiological and environmental investigation actions. The objective of this research was to structure and decentralize RMSF surveillance actions in the State of Paraná. The achieved results. The achieved results include the training of professionals acting as technical references for RMSF in 100% of the state’s 22 Health Regions (RS) on topics related to RMSF, including the disease, vector, and surveillance actions;identifying areas for the presence or absence of the vector; implementation of the Tick Information Center (PIC) and Technical Note n°. 10/2023, guiding document for Rocky Mountain spotted fever prevention actions. It is concluded that the structuring of the RMSF surveillance service in the State of Paraná is feasible, and decentralization to the RS is an approach that can be successfully implemented. However, this decentralization depends on the involvement and engagement of regional health teams. Finally, continuous integration between the healthcare network, epidemiological, and environmental surveillance is essential for the early identification of suspected cases, reducing lethality, and controlling RMSF. This should be accompanied by public awareness campaigns aimed at disease prevention, including the implementation of tick control measures in high-risk areas.Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Oswaldo Cruz. Programa de Pós-Graduação em Vigilância e Controle de Vetores. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porFiocruz/IOCFebre maculosaVigilância em saúdeRiquetsioseRocky mountain spotted feverHealth surveillanceRickettsiosisFebre Maculosa das Montanhas RochosasVigilância em Saúde Pública03 Saúde e Bem-EstarEstruturação do serviço de vigilância da febre maculosa nas regionais de saúde do estado do ParanáStructuring the surveillance service of spotted fever in the health regions of the state of Paranáinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2023-10-24Instituto Oswaldo CruzFundação Oswaldo CruzMestrado ProfissionalRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Vigilância e Controle de Vetoresinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/b6aace99-e2b8-46ec-a931-6ea66907644d/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALaparecida_silva_ioc_mest_2023.pdfapplication/pdf15731391https://arca.fiocruz.br/bitstreams/ef5f3458-8884-4a91-bcaa-437513f85840/downloaddfdf2f879ea1b39049a0ec2aab5dad96MD52trueAnonymousREADTEXTaparecida_silva_ioc_mest_2023.pdf.txtaparecida_silva_ioc_mest_2023.pdf.txtExtracted texttext/plain1303https://arca.fiocruz.br/bitstreams/61dfe904-af6f-4b71-b202-098bf26b08a4/downloadd89431f36f3cf70f410b4985b93c2898MD59falseAnonymousREADTHUMBNAILaparecida_silva_ioc_mest_2023.pdf.jpgaparecida_silva_ioc_mest_2023.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg15540https://arca.fiocruz.br/bitstreams/ab9716c4-3539-4ac1-89fd-95d7bd12e6be/downloadcd754f8131872257bb01a606c580756dMD510falseAnonymousREADicict/736832025-12-11 08:28:20.907open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/73683https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:28:20Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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