Esporotricose em pacientes idosos: aspectos clínicos, epidemiológicos e evolutivos da casuística do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas no período de 1999 a 2020

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Gomes, Rachel da Silva Ribeiro
Orientador(a): Galhardo, Maria Clara Gutierrez, Valle, Antonio Carlos Francesconi do
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/67418
Resumo: A esporotricose é uma doença de distribuição mundial, considerada a micose subcutânea mais comum da América Latina. É causada por fungos dimórficos pertencentes ao gênero Sporothrix. Mundialmente, a principal forma de transmissão é através da inoculação traumática do fungo a partir de material vegetal. No Brasil, a via zoonótica a partir de gatos com a doença, rara em outros países, tem sido predominante. É uma infecção benigna, restrita à pele na maioria dos casos. Formas extracutâneas e disseminadas são raras e muitas vezes estão associadas a condições imunossupressoras. O itraconazol é o principal tratamento para formas cutâneas e a anfotericina B para as formas graves. Na hiperendemia zoonótica de esporotricose, surgida no fim da década de 90 no estado do Rio de Janeiro, e que persiste até hoje, o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) – Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi pioneiro no atendimento e publicação das maiores casuísticas referentes ao tema. Entretanto, não foi realizado ainda um estudo focado na população idosa. No Brasil, os idosos são pessoas com idade igual ou superior a 60 anos e, aqueles acima de 80 anos, parcela crescente da população. No envelhecimento, dentre as diversas modificações fisiológicas, ocorrem alterações da farmacocinética dos medicamentos, assim como declínio das funções imunológicas. Outra característica dessa população é o uso de vários medicamentos devido à frequente sobreposição de comorbidades. Estas características peculiares, dentre outras, podem justificar uma apresentação incomum da doença, com diferentes cursos, interações medicamentosas e desfechos. O objetivo deste estudo foi caracterizar o perfil sociodemográfico, epidemiológico, clínico e evolutivo da esporotricose nos pacientes idosos atendidos no INI, no período de 1999 a 2020 Trata-se de um estudo observacional de coorte retrospectiva de pacientes idosos (≥ 60 anos), cujo diagnóstico foi confirmado por isolamento do fungo em cultivo. Foram analisados 911 prontuários de pacientes idosos, sendo 834 entre 60 e 79 anos e 77 com mais de 80 anos. A média de idade dos pacientes foi de 68,5 e mediana 67 anos. Em relação ao sexo, 73% dos pacientes eram mulheres e 27% homens, enquanto na cor, 58,2% eram brancos e 41,8% não brancos. Em relação à profissão, 40,5% dos pacientes eram aposentados e/ou pensionistas e 22,5% do lar. Em relação à procedência, 50,5% moravam no município do Rio de Janeiro e 42,7% na Baixada Fluminense. Os pacientes que não tinham comorbidades correspondiam a 26% ou com uma comorbidade, 41,2%. Dos pacientes com comorbidades, 52,4% eram hipertensos e 17,8% tinham diabetes mellitus. Em relação ao tratamento medicamentoso oral, 76,4% usaram itraconazol, enquanto 21,3% usaram terbinafina, a maioria deles com doses baixas padrão, 16% dos pacientes fizeram criocirurgia. Apenas 2,7% dos pacientes tiveram reações de hipersensibilidade. A curva de sobrevida e o modelo múltiplo de Cox mostraram que o tempo de tratamento (mediana de 119 dias) foi mais longo em pacientes não brancos e com diabetes mellitus, mostrando que esses grupos devem ser acompanhados mais atentamente durante o tratamento para reduzir possíveis dificuldades durante o tratamento
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É uma infecção benigna, restrita à pele na maioria dos casos. Formas extracutâneas e disseminadas são raras e muitas vezes estão associadas a condições imunossupressoras. O itraconazol é o principal tratamento para formas cutâneas e a anfotericina B para as formas graves. Na hiperendemia zoonótica de esporotricose, surgida no fim da década de 90 no estado do Rio de Janeiro, e que persiste até hoje, o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) – Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi pioneiro no atendimento e publicação das maiores casuísticas referentes ao tema. Entretanto, não foi realizado ainda um estudo focado na população idosa. No Brasil, os idosos são pessoas com idade igual ou superior a 60 anos e, aqueles acima de 80 anos, parcela crescente da população. No envelhecimento, dentre as diversas modificações fisiológicas, ocorrem alterações da farmacocinética dos medicamentos, assim como declínio das funções imunológicas. Outra característica dessa população é o uso de vários medicamentos devido à frequente sobreposição de comorbidades. Estas características peculiares, dentre outras, podem justificar uma apresentação incomum da doença, com diferentes cursos, interações medicamentosas e desfechos. O objetivo deste estudo foi caracterizar o perfil sociodemográfico, epidemiológico, clínico e evolutivo da esporotricose nos pacientes idosos atendidos no INI, no período de 1999 a 2020 Trata-se de um estudo observacional de coorte retrospectiva de pacientes idosos (≥ 60 anos), cujo diagnóstico foi confirmado por isolamento do fungo em cultivo. Foram analisados 911 prontuários de pacientes idosos, sendo 834 entre 60 e 79 anos e 77 com mais de 80 anos. A média de idade dos pacientes foi de 68,5 e mediana 67 anos. Em relação ao sexo, 73% dos pacientes eram mulheres e 27% homens, enquanto na cor, 58,2% eram brancos e 41,8% não brancos. 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A curva de sobrevida e o modelo múltiplo de Cox mostraram que o tempo de tratamento (mediana de 119 dias) foi mais longo em pacientes não brancos e com diabetes mellitus, mostrando que esses grupos devem ser acompanhados mais atentamente durante o tratamento para reduzir possíveis dificuldades durante o tratamentoSporotrichosis is a disease of worldwide distribution, considered the most common subcutaneous mycosis in Latin America. It is caused by dimorphic fungi belonging to the genus Sporothrix. Worldwide, the main form of transmission is through traumatic inoculation of the fungus from plant material. In Brazil, the zoonotic route from cats with the disease, rare in other countries, has been predominant. It is a benign infection restricted to the skin in most cases. Extracutaneous and disseminated forms are rare and often associated with immunosuppressive conditions. Itraconazole is the main treatment for cutaneous forms and amphotericin B for severe forms. In the zoonotic hyperendemic of sporotrichosis, which emerged at the end of the 1990s in the state of Rio de Janeiro, and which persists until today, the Evandro Chagas National Institute of Infectious Diseases – Oswaldo Cruz Foundation (Fiocruz) was pioneer in the care and publication of the larger casuistics related to this subject. However, a study focused on the older population has not yet been carried out. In Brazil, the elderly are people aged 60 or over, and those over 80 are a growing portion of the population. In aging, among the various physiological changes, there are changes in the pharmacokinetics of drugs, as well as a decline in immune functions. Another characteristic of this population is the use of several medications due to the frequent overlapping of comorbidities. These peculiar characteristics, among others, may explain an unusual presentation of the disease, with different courses, drug interactions and outcomes. The objective of this study was to characterize the sociodemographic, epidemiological, clinical and evolutionary profile of sporotrichosis in elderly patients treated at the INI, from 1999 to 2020 We conducted an observational retrospective cohort study of elderly patients (≥ 60 years) whose diagnosis was confirmed by fungal isolation in culture. Nine hundred eleven medical records of elderly patients were analyzed, 834 between 60 and 79 years old and 77 over 80 years old. The mean age of patients was 68.5 and median 67 years. Regarding gender, 73% of patients were women and 27% men, while in terms of color, 58.2% were white and 41.8% were non-white. Regarding profession, 40.5% of patients were retired and/or pensioners and 22.5% were housewives. Regarding location, 50.5% lived in the city of Rio de Janeiro and 42.7% in Baixada Fluminense. Patients who did not have comorbidities corresponded to 26% or with 1 comorbidity, 41.2%. Among the patients with comorbidities, 52.4% had systemic arterial hypertension and 17.8% had diabetes mellitus. Regarding oral drug treatment, 76.4% used itraconazole, while 21.3% used terbinafine, most of them with low standard doses, 16% associated with cryosurgery. Only 2.7% of patients had hypersensitivity reactions. Survival analysis and the multiple Cox model showed that treatment times (median 119 days) were longer in non-white patients and with diabetes. Therefore, these subgroups should be monitored more closely to mitigate the possible difficulties that may arise during treatmentFundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porEsporotricoseSporothrix BrasiliensisTransmissão ZoonóticaPacientes IdososComorbidadesTerapêuticaSporotrichosisSporothrix BrasiliensisZoonotic TransmissionOlder AdultsComorbiditiesTreatmentZoonosesEsporotricoseEpidemiologiaIdosoPerfil de SaúdeComorbidadeEsporotricose em pacientes idosos: aspectos clínicos, epidemiológicos e evolutivos da casuística do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas no período de 1999 a 2020info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2023Instituto Nacional de Infectologia Evandro ChagasFundação Oswaldo CruzMestrado AcadêmicoRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosasinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/c1e1ea83-409e-406d-8072-bceeb63e73c5/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALrachel_gomes_ini_mest_2023.pdfapplication/pdf3219122https://arca.fiocruz.br/bitstreams/92101f1d-1103-4804-9999-7fda17897554/download0d0ffe0109c80a5a6e500d5781a19cc9MD52trueAnonymousREADTEXTrachel_gomes_ini_mest_2023.pdf.txtrachel_gomes_ini_mest_2023.pdf.txtExtracted texttext/plain102531https://arca.fiocruz.br/bitstreams/fdfa6d07-e6d0-462f-88a2-ee1ba49d417c/download4ad26aa3e98cc4fabd50e22be97eb53cMD511falseAnonymousREADTHUMBNAILrachel_gomes_ini_mest_2023.pdf.jpgrachel_gomes_ini_mest_2023.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg18097https://arca.fiocruz.br/bitstreams/6d287a22-fe3b-476b-905f-76846e28c7d9/download02d2c3055ffa4bd5f981a10b0013da0bMD512falseAnonymousREADicict/674182025-12-11 08:31:05.725open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/67418https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:31:05Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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