Eventos adversos a medicamentos no ambiente hospitalar
| Ano de defesa: | 2011 |
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| Link de acesso: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/24998 |
Resumo: | Introdução. Os eventos adversos a medicamento (EAM) são danos provocados pelo uso de fármacos e ocorrem especialmente em pacientes hospitalizados, onde a terapia medicamentosa é prática frequente. Objetivo. Identificar e classificar os eventos adversos a medicamentos em um hospital de ensino e estimar as suas frequência e gravidade, para oferecer elementos aos gestores do sistema de saúde que permitam monitorá-los, diminuir a sua incidência e melhorar a qualidade da atenção ao paciente. Método. Para conhecer e sintetizar o conjunto de informações publicadas sobre EAM em hospitais foi feita uma revisão sistemática da literatura. A busca de artigos foi realizada no MEDLINE e identificou estudos publicados entre 2000 e 2009. Os critérios de inclusão foram estudos em população não selecionada por patologias ou medicamentos específicos e os EAM ocorridos durante a internação. Após, foi testada a abordagem proposta pelo Institute for Healthcare Improvement (IHI,) na qual os EAM são identificados com o auxílio de rastreadores. Os rastreadores testados foram aplicados em um hospital de ensino do Oeste do Paraná, com incorporação de estudantes de graduação de farmácia e de medicina, treinamento em campo, formulários e manuais padronizados. Para a aplicação da técnica foram selecionadas amostras aleatórias simples mensais de prontuários de pacientes com 15 anos ou mais de idade e com alta nos meses de janeiro a julho de 2008. Internações obstétricas foram excluídas. Os prontuários selecionados foram revistos, inicialmente, por acadêmicos dos cursos de farmácia e medicina para identificar os rastreadores. Os prontuários com rastreadores foram reavaliados por profissionais de saúde, sistematicamente, para avaliação da presença de EAM, sendo calculado o desempenho de cada um na captação de eventos, e estimada a incidência e descritas as características dos mesmos. Resultados. Os resultados foram organizados no formato de três artigos. A revisão sistemática da literatura selecionou 29 estudos nos quais a frequência de pacientes internados com EAM está entre 1,6% e 41,4% e as taxas entre 1,7 e 51,8 eventos/100 internações. Uma parte considerável desses eventos poderia ter sido evitada. No segundo artigo é apresentado o processo da aplicação dos rastreadores, e o seu desempenho em capturar EAM, em um hospital de ensino. Os rastreadores encontrados com mais frequência foram: "antiemético" (72,1/100 prontuários), "interrupção abrupta da medicação" (70,0/100 prontuários) e "sedação excessiva, sonolência, torpor, letargia, queda e hipotensão" (34,6/100 prontuários). Os mais eficientes na captura de EAM (rendimento), isto é, aqueles que uma vez identificados sinalizaram possíveis eventos foram "antagonista de benzodiazepínico", "antidiarréicos" e "rash cutâneo". Os EAM mais encontrados foram relacionados aos rastreadores "interrupção abrupta da medicação" (8,3/100 prontuários), "antiemético" (4,6/100 prontuários) e "rash cutâneo" (2,1/100 prontuários). No terceiro artigo é apresentada a incidência dos EAM e sua caracterização. Nas 240 internações avaliadas, foram identificados 44 EAM (18.3 EAM/100 pacientes) em 35 (14,6%) pacientes. Os eventos identificados variaram de eventos de menor gravidade, tais como vômito, até eventos graves, como hipoglicemia prolongada. Verificou-se a associação positiva entre o uso de 10 medicamentos ou mais com a ocorrência de EAM (RP = 1,11; IC95%: 1,02-1,20) e com o tempo de internação entre 5 e 6 dias (RP = 1,21; IC95%: 1,03-1,22) e 11 dias ou mais (RP = 1,11; IC95%: 1,09-1,35). Conclusão. A técnica demonstrou-se aplicável no hospital estudado. A proporção de 14,6% de pacientes com EAM está dentro da faixa encontrada na literatura internacional e as informações geradas pela aplicação do método podem contribuir e direcionar estratégias de melhoria da qualidade no uso de fármacos no ambiente hospitalar. |
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Cano, Fabíola GiordaniRozenfeld, Suely2018-02-28T15:01:36Z2018-02-28T15:01:36Z2011CANO, Fabíola Giordani. Eventos adversos a medicamentos no ambiente hospitalar. 2011. 124 f. Tese (Doutorado em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2011.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/24998Introdução. Os eventos adversos a medicamento (EAM) são danos provocados pelo uso de fármacos e ocorrem especialmente em pacientes hospitalizados, onde a terapia medicamentosa é prática frequente. Objetivo. Identificar e classificar os eventos adversos a medicamentos em um hospital de ensino e estimar as suas frequência e gravidade, para oferecer elementos aos gestores do sistema de saúde que permitam monitorá-los, diminuir a sua incidência e melhorar a qualidade da atenção ao paciente. Método. Para conhecer e sintetizar o conjunto de informações publicadas sobre EAM em hospitais foi feita uma revisão sistemática da literatura. A busca de artigos foi realizada no MEDLINE e identificou estudos publicados entre 2000 e 2009. Os critérios de inclusão foram estudos em população não selecionada por patologias ou medicamentos específicos e os EAM ocorridos durante a internação. Após, foi testada a abordagem proposta pelo Institute for Healthcare Improvement (IHI,) na qual os EAM são identificados com o auxílio de rastreadores. Os rastreadores testados foram aplicados em um hospital de ensino do Oeste do Paraná, com incorporação de estudantes de graduação de farmácia e de medicina, treinamento em campo, formulários e manuais padronizados. Para a aplicação da técnica foram selecionadas amostras aleatórias simples mensais de prontuários de pacientes com 15 anos ou mais de idade e com alta nos meses de janeiro a julho de 2008. Internações obstétricas foram excluídas. Os prontuários selecionados foram revistos, inicialmente, por acadêmicos dos cursos de farmácia e medicina para identificar os rastreadores. Os prontuários com rastreadores foram reavaliados por profissionais de saúde, sistematicamente, para avaliação da presença de EAM, sendo calculado o desempenho de cada um na captação de eventos, e estimada a incidência e descritas as características dos mesmos. Resultados. Os resultados foram organizados no formato de três artigos. A revisão sistemática da literatura selecionou 29 estudos nos quais a frequência de pacientes internados com EAM está entre 1,6% e 41,4% e as taxas entre 1,7 e 51,8 eventos/100 internações. Uma parte considerável desses eventos poderia ter sido evitada. No segundo artigo é apresentado o processo da aplicação dos rastreadores, e o seu desempenho em capturar EAM, em um hospital de ensino. Os rastreadores encontrados com mais frequência foram: "antiemético" (72,1/100 prontuários), "interrupção abrupta da medicação" (70,0/100 prontuários) e "sedação excessiva, sonolência, torpor, letargia, queda e hipotensão" (34,6/100 prontuários). Os mais eficientes na captura de EAM (rendimento), isto é, aqueles que uma vez identificados sinalizaram possíveis eventos foram "antagonista de benzodiazepínico", "antidiarréicos" e "rash cutâneo". Os EAM mais encontrados foram relacionados aos rastreadores "interrupção abrupta da medicação" (8,3/100 prontuários), "antiemético" (4,6/100 prontuários) e "rash cutâneo" (2,1/100 prontuários). No terceiro artigo é apresentada a incidência dos EAM e sua caracterização. Nas 240 internações avaliadas, foram identificados 44 EAM (18.3 EAM/100 pacientes) em 35 (14,6%) pacientes. Os eventos identificados variaram de eventos de menor gravidade, tais como vômito, até eventos graves, como hipoglicemia prolongada. Verificou-se a associação positiva entre o uso de 10 medicamentos ou mais com a ocorrência de EAM (RP = 1,11; IC95%: 1,02-1,20) e com o tempo de internação entre 5 e 6 dias (RP = 1,21; IC95%: 1,03-1,22) e 11 dias ou mais (RP = 1,11; IC95%: 1,09-1,35). Conclusão. A técnica demonstrou-se aplicável no hospital estudado. A proporção de 14,6% de pacientes com EAM está dentro da faixa encontrada na literatura internacional e as informações geradas pela aplicação do método podem contribuir e direcionar estratégias de melhoria da qualidade no uso de fármacos no ambiente hospitalar.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porMonitoramento de MedicamentosSistemas de Notificação de Reações Adversas a MedicamentosPreparações FarmacêuticasEfeitos adversosHospitaisControle de Formulários e RegistrosHospitalizaçãoMonitoramento de MedicamentosSistemas de Notificação de Reações Adversas a MedicamentosPreparações FarmacêuticasHospitaisHospitalização03 Saúde e Bem-EstarEventos adversos a medicamentos no ambiente hospitalarAdverse drug events in hospitalinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisEscola Nacional de Saúde Pública Sergio AroucaFundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca.Rio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZORIGINALve_Fabíola_Cano_ENSP_2011.pdfapplication/pdf5619807https://arca.fiocruz.br/bitstreams/7422357e-fdef-4fac-8f51-735d2fb36f98/download6ea79c2e3983cd9d0f135fb9f611dbbeMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/11d3e724-d287-4234-9a7c-405042e3fbe7/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52falseAnonymousREADTEXT1094.pdf.txt1094.pdf.txtExtracted texttext/plain188962https://arca.fiocruz.br/bitstreams/a3ab48c3-b175-42a6-8a49-f9a852af8183/download6204bea2f8d2b98897ef509672bc1c39MD53falseAnonymousREADve_Fabíola_Cano_ENSP_2011.pdf.txtve_Fabíola_Cano_ENSP_2011.pdf.txtExtracted texttext/plain103442https://arca.fiocruz.br/bitstreams/6f4f9d7c-0ea3-45c7-955c-02f485bfdbce/download8ce2158884a9fc9c07e6d6ef9a86f1abMD512falseAnonymousREADTHUMBNAILve_Fabíola_Cano_ENSP_2011.pdf.jpgve_Fabíola_Cano_ENSP_2011.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2792https://arca.fiocruz.br/bitstreams/8bf9a8b2-f6bd-4af4-91d8-0c57607b2d0e/download4dc6d95b02251c8d8a5804be7351cb57MD513falseAnonymousREADicict/249982025-07-29 20:21:23.402open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/24998https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-29T23:21:23Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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