Análise espacial e temporal das epidemias de dengue em municípios da macrorregião centro de Minas Gerais, 2002 a 2019

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Barrado, Jean Carlos dos Santos
Orientador(a): Cruz, Oswaldo Gonçalves
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/50722
Resumo: A dengue é a doença zoonótica de área urbana e periurbana mais prevalente nas áreas tropicais e subtropicais de todo mundo. Não há tratamento, as vacinas disponíveis ainda estão em aperfeiçoamento e a adesão às estratégias de controle e prevenção é baixa em todo o mundo. O objetivo do estudo foi utilizar técnicas estatísticas descritivas possibilitando ao sistema de vigilância entender o perfil da doença no tempo e espaço em uma região. Utilizamos dados públicos do período de 2002 a 2019, de 35 municípios da regional de saúde de Sete Lagoas/MG e Belo Horizonte/MG, pertencentes à Macrorregião Metropolitana de Minas Gerais. Nesse trabalho foram abordadas técnicas exploratórias de análise de séries temporais e análise espacial. Verificamos um aumento na frequência e magnitude das epidemias a partir de 2008, com epidemias mais importantes em 2013, 2016 e 2019. A duração nos anos de maior pico nos municípios de grande porte foi de 17,3 semanas, com 276 casos/semana, coeficiente de variação (CV) semanal de 371,4%. Nos de pequeno porte foram 1,5 casos/semana e em 83,9% das semanas não houve casos. As médias semanais de temperaturas mínimas no período epidêmico nos de grande porte foram de 19,7° e máximas de 28,9°, com 128,1mmH2O de precipitação acumulada e média de 76% de umidade relativa do ar. Todos os municípios apresentaram séries não estacionárias em primeira ordem, a sazonalidade foi presente em todos de forma bem regular. Os testes para estacionariedade foram significativos em todas as séries. Verificamos em 11 dos 18 anos estudados autocorrelação espacial significativa da incidência de dengue. Os estimadores bayesianos locais (EBL) demonstraram mudanças importantes em vários anos. Em 2002 e 2007, 40% dos municípios mudaram de categoria de incidência, em 2018 foram 57% e tivemos em média 19% de mudanças com o uso do EBL. Em 2009 e 2013 tivemos o maior número de municípios em muito alto risco, com 74,3% e 85,7%. Concluímos que as séries temporais foram estacionárias em primeira e segunda ordem. A forte dependência serial e a quantidade de semanas sem casos mostram a importância de atuação oportuna da vigilância, uma vez que os primeiros casos são sucedidos favoravelmente por mais casos subsequentes. Houve diferenças relevantes nas séries entre os municípios de diferentes portes, sem afetar quesitos estatísticos como tendência e a sazonalidade. O número de semanas sem casos foi inversamente proporcional ao porte populacional, enquanto as temporadas epidêmicas têm duração proporcional ao tamanho populacional. O uso do Lisa-map possibilitou perceber agregação espacial na maioria dos anos. O uso dos EBL demonstrou bons resultados na redução da variabilidade das incidências, tanto em anos de alta quanto em baixa ocorrência. Os riscos relativos estimados foram apontaram os municípios de transmissão importante, mostrando que seu uso pode direcionar ações de saúde para o controle e vigilância da dengue nos municípios de maior risco da região em tempo oportuno.
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spelling Barrado, Jean Carlos dos SantosTassinari, Wagner de SouzaCruz, Oswaldo Gonçalves2022-01-10T21:54:23Z2022-01-10T21:54:23Z2021BARRADO, Jean Carlos dos Santos. Análise espacial e temporal das epidemias de dengue em municípios da macrorregião centro de Minas Gerais, 2002 a 2019. 2021. 247 f. Tese (Doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2021.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/50722A dengue é a doença zoonótica de área urbana e periurbana mais prevalente nas áreas tropicais e subtropicais de todo mundo. Não há tratamento, as vacinas disponíveis ainda estão em aperfeiçoamento e a adesão às estratégias de controle e prevenção é baixa em todo o mundo. O objetivo do estudo foi utilizar técnicas estatísticas descritivas possibilitando ao sistema de vigilância entender o perfil da doença no tempo e espaço em uma região. Utilizamos dados públicos do período de 2002 a 2019, de 35 municípios da regional de saúde de Sete Lagoas/MG e Belo Horizonte/MG, pertencentes à Macrorregião Metropolitana de Minas Gerais. Nesse trabalho foram abordadas técnicas exploratórias de análise de séries temporais e análise espacial. Verificamos um aumento na frequência e magnitude das epidemias a partir de 2008, com epidemias mais importantes em 2013, 2016 e 2019. A duração nos anos de maior pico nos municípios de grande porte foi de 17,3 semanas, com 276 casos/semana, coeficiente de variação (CV) semanal de 371,4%. Nos de pequeno porte foram 1,5 casos/semana e em 83,9% das semanas não houve casos. As médias semanais de temperaturas mínimas no período epidêmico nos de grande porte foram de 19,7° e máximas de 28,9°, com 128,1mmH2O de precipitação acumulada e média de 76% de umidade relativa do ar. Todos os municípios apresentaram séries não estacionárias em primeira ordem, a sazonalidade foi presente em todos de forma bem regular. Os testes para estacionariedade foram significativos em todas as séries. Verificamos em 11 dos 18 anos estudados autocorrelação espacial significativa da incidência de dengue. Os estimadores bayesianos locais (EBL) demonstraram mudanças importantes em vários anos. Em 2002 e 2007, 40% dos municípios mudaram de categoria de incidência, em 2018 foram 57% e tivemos em média 19% de mudanças com o uso do EBL. Em 2009 e 2013 tivemos o maior número de municípios em muito alto risco, com 74,3% e 85,7%. Concluímos que as séries temporais foram estacionárias em primeira e segunda ordem. A forte dependência serial e a quantidade de semanas sem casos mostram a importância de atuação oportuna da vigilância, uma vez que os primeiros casos são sucedidos favoravelmente por mais casos subsequentes. 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There is no treatment, available vaccines are still being improved, and adherence to control and prevention strategies is low worldwide. The aim of the study was to use descriptive statistical techniques enabling the surveillance system to understand the profile of the disease in time and space in a region. We used public data from 2002 to 2019, from 35 municipalities in the health region of Sete Lagoas/MG and Belo Horizonte/MG, belonging to the Metropolitan Macroregion of Minas Gerais. In this work, exploratory techniques for the analysis of time series and spatial analysis were addressed. We found an increase in the frequency and magnitude of epidemics from 2008, with more important epidemics in 2013, 2016 and 2019. The duration in the peak years in large municipalities was 17.3 weeks, with 276 cases/week, weekly coefficient of variation (CV) of 371.4%. In small cases there were 1.5 cases/week and in 83.9% of the weeks there were no cases. The weekly average of minimum temperatures in the epidemic period in the large ones were 19.7° and maximum 28.9°, with 128.1mmH2O of accumulated precipitation and an average of 76% of relative humidity. All municipalities presented non-stationary series in first order, seasonality was present in all of them in a very regular way. Tests for stationarity were significant in all series. In 11 of the 18 years studied, we verified a significant spatial autocorrelation of the incidence of dengue. Local Bayesian estimators (EBL) have demonstrated important changes over several years. In 2002 and 2007, 40% of the municipalities changed their incidence category, in 2018 it was 57% and we had an average of 19% changes with the use of EBL. In 2009 and 2013 we had the largest number of municipalities at very high risk, with 74.3% and 85.7%. We conclude that the time series were stationary in first and second order. The strong serial dependence and the number of weeks without cases show the importance of timely surveillance action, since the first cases are favorably succeeded by more subsequent cases. There were relevant differences in the series between municipalities of different sizes, without affecting statistical issues such as trends and seasonality. The number of weeks without cases was inversely proportional to population size, whereas epidemic seasons lasted proportional to population size. The use of Lisa-map made it possible to perceive spatial aggregation in most years. The use of EBL has shown good results in reducing the variability of incidences, both in years of high and low occurrence. The estimated relative risks were pointed out by the municipalities with important transmission, showing that its use can direct health actions for the control and surveillance of dengue in the municipalities with higher risk in the region in a timely manner.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porTécnicas Analíticas QuantitativasEpidemias de DengueAnálises ExploratóriasVigilância epidemiológicaEpidemiologiaQuantitative Analytical TechniquesDengue Fever EpidemicsExploratory AnalysisEpidemiological SurveillanceEpidemiologyDengueSistema de Vigilância EpidemiológicaAnálises ExploratóriasEstudos de Séries TemporaisAnálise EspacialEstudos Ecológicos03 Saúde e Bem-EstarAnálise espacial e temporal das epidemias de dengue em municípios da macrorregião centro de Minas Gerais, 2002 a 2019Spatial and temporal analysis of dengue epidemics in municipalities in the central macro-region of Minas Gerais, 2002 to 2019info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis2021-10-07Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz.Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca.Rio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/5b30e26e-d4dc-47f3-85a4-149be5635cae/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALjean_carlos_santos_barrado_ensp_dout_2021.pdfapplication/pdf17790987https://arca.fiocruz.br/bitstreams/730a901b-0571-42e1-83d4-40f96fe849cc/download9f7972f975331368e32e9843de10b1c3MD52trueAnonymousREADTEXTjean_carlos_santos_barrado_ensp_dout_2021.pdf.txtjean_carlos_santos_barrado_ensp_dout_2021.pdf.txtExtracted texttext/plain103459https://arca.fiocruz.br/bitstreams/821c7a82-12b1-4f09-907e-6c4345fae572/downloadcb474752421ee8471dbdd28afd6f8827MD57falseAnonymousREADTHUMBNAILjean_carlos_santos_barrado_ensp_dout_2021.pdf.jpgjean_carlos_santos_barrado_ensp_dout_2021.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2544https://arca.fiocruz.br/bitstreams/9cf5af61-46fc-4a78-9786-190a002f0499/download7b83431cc9b02d145db257b65dadd7bfMD58falseAnonymousREADicict/507222025-07-29 20:50:31.531open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/50722https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-29T23:50:31Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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