Ocorrência de Leishmania chagasi e outros tripanosomatídeos em cães de Cuiabá, Mato Grosso: avaliação clínica e uso de diferentes métodos de diagnóstico laboratorial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Almeida, Arleana do Bom Parto Ferreira de
Orientador(a): Madeira, Maria de Fátima, Sousa, Valéria Régia Franco
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/8171
Resumo: Na cidade de Cuiabá, o conhecimento de aspectos da leishmaniose visceral canina (LVC) é ainda muito escasso, apesar de casos humanos serem relatados nessa cidade. Este estudo objetivou avaliar clinicamente e por diferentes métodos laboratoriais cães domésticos domiciliados em áreas urbana e rural, no município de Cuiabá, Mato Grosso. Os animais foram selecionados por meio de busca ativa em cinco bairros e por demanda espontânea durante atendimento no hospital veterinário da UFMT. Os cães foram avaliados por ferramentas sorológicas, parasitológicas e moleculares, empregando diferentes amostras biológicas. Dos 430 cães obtidos por busca ativa, 95 (22,1%) foram reatores pela imunofluorescência indireta. Esse dado foi considerado para análise dos fatores de risco e, tanto aspectos relacionados ao hábito dos animais (livre acesso à rua e função de guarda), assim como do ambiente (rural e presença de plantações) foram considerados como fatores de risco importantes para a aquisição da infecção canina. A cultura parasitológica, utilizando amostras dos 430 cães oriundos do inquérito epidemiológico e 52 do atendimento no HOVET-UFMT, permitiu o isolamento de L. chagasi em 54 (11,2%) cães A pele intacta foi a melhor amostra biológica de isolamento do parasito em cães sintomáticos, porém nos cães assintomáticos, a melhor amostra para isolamento foi a medula óssea. Por PCR, utilizando apenas os cães da busca ativa, DNA de L. chagasi foi detectada em diferentes amostras biológicas, diagnosticando 63 (14,6%) dos cães. O aspirado de linfonodo foi a melhor amostra para diagnosticar leishmaniose, pela PCR, independente do status clínico dos animais. O protozoário Trypanosoma caninum foi isolado exclusivamente de pele integra em 14 cães, demonstrando a presença desta espécie pela primeira vez em Cuiabá. Nossos resultados sugerem que a infecção por esse parasito, possa ser transitória e curse sem sinais clínicos específicos. Além de T. caninum, a infecção por T. cruzi em um cão foi também descrita na cidade de Cuiabá. Os resultados apresentados neste estudo contribuem para o conhecimento de aspectos da LVC em Cuiabá. Esta cidade possui características propícias para a instalação da leishmaniose visceral, sendo necessária inclusão de ações educacionais e sanitárias. Com relação ao diagnóstico canino, enfatizamos que a utilização de diferentes amostras clínicas, associadas a diferentes técnicas laboratoriais, proporcionam um diagnóstico acurado da LVC e auxiliam o diagnóstico diferencial com outros agentes que estejam circulando nesses animais. A infecção por L. chagasi, T. caninum e T. cruzi diagnosticados em cães domiciliados em Cuiabá demonstram a sobreposição de tais agentes, constituindo dados importantes para a vigilância epidemiológica nessa região
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Este estudo objetivou avaliar clinicamente e por diferentes métodos laboratoriais cães domésticos domiciliados em áreas urbana e rural, no município de Cuiabá, Mato Grosso. Os animais foram selecionados por meio de busca ativa em cinco bairros e por demanda espontânea durante atendimento no hospital veterinário da UFMT. Os cães foram avaliados por ferramentas sorológicas, parasitológicas e moleculares, empregando diferentes amostras biológicas. Dos 430 cães obtidos por busca ativa, 95 (22,1%) foram reatores pela imunofluorescência indireta. Esse dado foi considerado para análise dos fatores de risco e, tanto aspectos relacionados ao hábito dos animais (livre acesso à rua e função de guarda), assim como do ambiente (rural e presença de plantações) foram considerados como fatores de risco importantes para a aquisição da infecção canina. A cultura parasitológica, utilizando amostras dos 430 cães oriundos do inquérito epidemiológico e 52 do atendimento no HOVET-UFMT, permitiu o isolamento de L. chagasi em 54 (11,2%) cães A pele intacta foi a melhor amostra biológica de isolamento do parasito em cães sintomáticos, porém nos cães assintomáticos, a melhor amostra para isolamento foi a medula óssea. Por PCR, utilizando apenas os cães da busca ativa, DNA de L. chagasi foi detectada em diferentes amostras biológicas, diagnosticando 63 (14,6%) dos cães. O aspirado de linfonodo foi a melhor amostra para diagnosticar leishmaniose, pela PCR, independente do status clínico dos animais. O protozoário Trypanosoma caninum foi isolado exclusivamente de pele integra em 14 cães, demonstrando a presença desta espécie pela primeira vez em Cuiabá. Nossos resultados sugerem que a infecção por esse parasito, possa ser transitória e curse sem sinais clínicos específicos. Além de T. caninum, a infecção por T. cruzi em um cão foi também descrita na cidade de Cuiabá. Os resultados apresentados neste estudo contribuem para o conhecimento de aspectos da LVC em Cuiabá. Esta cidade possui características propícias para a instalação da leishmaniose visceral, sendo necessária inclusão de ações educacionais e sanitárias. Com relação ao diagnóstico canino, enfatizamos que a utilização de diferentes amostras clínicas, associadas a diferentes técnicas laboratoriais, proporcionam um diagnóstico acurado da LVC e auxiliam o diagnóstico diferencial com outros agentes que estejam circulando nesses animais. A infecção por L. chagasi, T. caninum e T. cruzi diagnosticados em cães domiciliados em Cuiabá demonstram a sobreposição de tais agentes, constituindo dados importantes para a vigilância epidemiológica nessa regiãoIn Cuiabá, knowledge of aspects of canine visceral leishmaniasis (CVL) is still very scarce, although human cases ar e reported. This study e valuat ed clinically and by l aboratory methods , domestic dogs from urban and rural areas in the city. The animals were selected through active search in the five boroughs and spontaneous demand for care at the veterinary hospital ( UFMT ). The animals were ev aluated by serological, parasitological and molecular approach, using different biological samples. Of the 430 dogs from active search, 95 (22.1%) were reactive in indirect immunofluorescence. These data were considered for analysis of risk factors and bot h aspects related to the habit of animals (free street access and guard function ) . T he environment (rural and presence of agricultural activities ) were considered important risk factors for acquisition of canine infect ion. The parasitological culture, from 430 dogs from an epidemiological survey and 52 treated at HOVET - UFMT, allowed the isolation of L. chagasi in 54 (11.2%) dogs. Intact skin was the best biological sample isolation of the parasite in symptomatic dogs, however, in asymptomatic dogs, the best biological sample for isolation was bone marrow. For PCR, DNA L. chagasi was detected in 63 (14.6%) animals, using different biological samples from dogs search active. The lymph node aspirate was the best biological sample to diagnose leishmaniasis by PC R, regardless of the clinical status of the animals. The protozoan Trypanosoma caninum was isolated exclusively intact skin in 14 dogs, demonstrating the presence of this species for the first time in Cuiabá. Our results suggest that infection by T. caninu m can be transient and curse without specific clinical signs. Besides T. caninum , infection with T. cruzi in a dog was also reported in the city of Cuiabá. The results presented in this study contribute to the knowledge of aspects of LVC in Cuiabá . This ci ty has favorable characteristics for the installation of visceral leishmaniasis, necessitating the inclusion of education and health actions. Regarding the diagnosis canine, we emphasize that the use of different clinical samples associated with different laboratory techniques, provide an accurate diagnosis of CVL and assist the differential diagnosis with other agents that are circulating in these animals. Infection with L. chagasi , T. caninum and T. cruzi diagnosed in pet dogs in Cuiabá demonstrate the ov erlap of these agents, providing important data for epidemiological surveillance in the region.Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Rio de Janeiro, RJ, BrasilporOcorrência de Leishmania chagasi e outros tripanosomatídeos em cães de Cuiabá, Mato Grosso: avaliação clínica e uso de diferentes métodos de diagnóstico laboratorialinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis2012Pós-Graduação em Pesquisa Clínica em Doenças InfecciosasFundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Infectologia Evandro ChagasRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Pesquisa Clínica em Doenças InfecciosasTrypanosoma cruziLeishmania infantumCãesTécnicas e Procedimentos Diagnósticosinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/0f02d10c-f104-4c5d-a470-50f1275ee4f1/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALarleana_almeida_ipec_dout_2012.pdfapplication/pdf2657744https://arca.fiocruz.br/bitstreams/86dbaceb-f258-4aa1-97ae-1c3506dfb9b1/downloadc0254f59c7257d1fe5f8f93270686b69MD52trueAnonymousREADTEXT69305.pdf.txtExtracted texttext/plain305066https://arca.fiocruz.br/bitstreams/b8a5f638-bcf0-4646-b91e-24b574ec5581/download1cfd32555d8aeafe25a7734b554de98eMD53falseAnonymousREADarleana_almeida_ipec_dout_2012.pdf.txtarleana_almeida_ipec_dout_2012.pdf.txtExtracted texttext/plain102530https://arca.fiocruz.br/bitstreams/1c2f2e10-4de5-421e-b014-b7de77b15a88/downloadf8ab27dc0e2db1a45186d2df5936ee2aMD57falseAnonymousREADTHUMBNAIL69305.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1508https://arca.fiocruz.br/bitstreams/2e0e28fb-dd31-4e24-9a97-d73c7f0b4493/downloadb0488e5285564e96a7c512dd2531012bMD54falseAnonymousREADarleana_almeida_ipec_dout_2012.pdf.jpgarleana_almeida_ipec_dout_2012.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3627https://arca.fiocruz.br/bitstreams/dca3e9f6-cf24-42ba-8804-f595c1ddbf3c/download379590d95921a485688fe36bbcadfea8MD58falseAnonymousREADicict/81712025-07-30 01:17:06.541open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/8171https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-30T04:17:06Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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