Monitoramento e controle de mosquitos vetores: uma proposta para avançar no conhecimento e no controle de Aedes aegypti e Aedes albopictus

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Borges, Paula Figliuolo da Cruz
Orientador(a): Lima, José Bento Pereira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/34587
Resumo: Aedes aegypti é o principal vetor de arbovírus ao homem, como o dengue, Zika e chikungunya. Como não existem tratamentos específicos e vacinas disponíveis, exceto para a dengue, o controle desses patógenos se dá mais comumente pelo combate ao vetor. Por este motivo, os inseticidas constituem-se a principal ferramenta de controle, cuja a aplicação indiscriminada tem levado à resistência dos vetores aos principais compostos utilizados no seu controle. Diante disso, novas estratégias de controle são sempre almejadas. O objetivo desta tese foi monitorar a densidade de Aedes, direcionar as ações de controle destes vetores e conhecer a distribuição espacial das populações de Aedes aegypti e Aedes albopictus da Ilha de Paquetá, Rio de Janeiro, bem como capacitar os agentes de vigilância em saúde, conhecer o perfil de resistência/susceptibilidade a inseticidas, as frequências dos alelos de resistência knockdown (kdr) a piretroides e a estruturação genética entre populações de Ae. aegypti em áreas portuárias na baía de Guanabara, Rio de Janeiro, em duas estações do ano O monitoramento foi realizado por meio de 90 ovitrampas de forma contínua e bimestral, durante dois anos, em dois extratos da Ilha. As ações de controle foram direcionadas em apenas um dos extratos, seguindo as orientações do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD). Foram realizadas palestras sobre a biologia dos vetores e a distribuição de mapas com a densidade de ovos de Aedes aos moradores da Ilha; foram realizados ensaios do tipo dose-resposta para conhecer o perfil de resistência aos inseticidas deltametrina, malathion e temephos; genotipagens por RT-PCR de SNPs foram realizadas para estimar a frequência das mutações kdr Val1016Ile e Phe1534Cys e genotipagem de 12 loci microssatélites para a genética das populações de Ae. aegypti. Durante 107 semanas epidemiológicas foram coletados mais de 760.000 ovos de Aedes, com média de 4.927 ovos por ovitrampa. Houve flutuação sazonal pelas estações do ano, com o índice de positividade de ovitrampas (IPO) \226550% No monitoramento bimestral, foram coletados mais de 213.000 ovos, média de 222 ovos por ovitrampa/semana e IPO\226550%. Ae. aegypti (70%) predominou por toda Ilha, porém Ae. albopictus (30%) foi presente em todas ovitrampas e associado às armadilhas próximas de vegetação. A densidade de ovos teve associação positiva com precipitação e temperatura com duas semanas de defasagem. O direcionamento do controle de vetores não apresentou resultados significativos entre a associação das ações de controle e a densidade de ovos de Aedes. Todas as populações de Ae. aegypti avaliadas foram resistentes a deltametrina com RR50>10 (razão de resistência) e temephos (RR50\22655) e susceptíveis ao malathion (RR50<5). As frequências alélicas das mutações kdr foram elevadas, com frequências dos genótipos resistentes acima de 90%, no verão e inverno. Nas análises com microssatélites, o verão apresentou maior índice de variabilidade e estruturação genética. No conjunto, as ferramentas utilizadas neste estudo contribuíram para o entendimento da dinâmica sazonal de Ae. aegypti da Ilha de Paquetá, do status de susceptibilidade/resistência a inseticidas e que as barcas que transportam passageiros entre as estações da baía de Guanabara podem estar contribuindo com o fluxo gênico de Ae. aegypti entre as localidades avaliadas.
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Por este motivo, os inseticidas constituem-se a principal ferramenta de controle, cuja a aplicação indiscriminada tem levado à resistência dos vetores aos principais compostos utilizados no seu controle. Diante disso, novas estratégias de controle são sempre almejadas. O objetivo desta tese foi monitorar a densidade de Aedes, direcionar as ações de controle destes vetores e conhecer a distribuição espacial das populações de Aedes aegypti e Aedes albopictus da Ilha de Paquetá, Rio de Janeiro, bem como capacitar os agentes de vigilância em saúde, conhecer o perfil de resistência/susceptibilidade a inseticidas, as frequências dos alelos de resistência knockdown (kdr) a piretroides e a estruturação genética entre populações de Ae. aegypti em áreas portuárias na baía de Guanabara, Rio de Janeiro, em duas estações do ano O monitoramento foi realizado por meio de 90 ovitrampas de forma contínua e bimestral, durante dois anos, em dois extratos da Ilha. 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Ae. aegypti (70%) predominou por toda Ilha, porém Ae. albopictus (30%) foi presente em todas ovitrampas e associado às armadilhas próximas de vegetação. A densidade de ovos teve associação positiva com precipitação e temperatura com duas semanas de defasagem. O direcionamento do controle de vetores não apresentou resultados significativos entre a associação das ações de controle e a densidade de ovos de Aedes. Todas as populações de Ae. aegypti avaliadas foram resistentes a deltametrina com RR50>10 (razão de resistência) e temephos (RR50\22655) e susceptíveis ao malathion (RR50<5). As frequências alélicas das mutações kdr foram elevadas, com frequências dos genótipos resistentes acima de 90%, no verão e inverno. Nas análises com microssatélites, o verão apresentou maior índice de variabilidade e estruturação genética. No conjunto, as ferramentas utilizadas neste estudo contribuíram para o entendimento da dinâmica sazonal de Ae. aegypti da Ilha de Paquetá, do status de susceptibilidade/resistência a inseticidas e que as barcas que transportam passageiros entre as estações da baía de Guanabara podem estar contribuindo com o fluxo gênico de Ae. aegypti entre as localidades avaliadas.Aedes aegypti is the main arbovirus vector to human, such as dengue, Zika and chikungunya. As there aren´t specific treatments and vaccines available, except for dengue (vaccine in test), the control of these pathogens occurs only by combating the vector. For this reason, insecticides are the main tool for control, whose indiscriminate application has led to the resistance of the vectors to the main insecticides used in their control. Therefore, new control strategies are always desired. The objective of this thesis was to monitor the density of Aedes, to direct the control actions of these vectors and to know the spatial distribution of the populations of Aedes aegypti and Aedes albopictus of the Paquetá Island, Rio de Janeiro, as well as to train the surveillance agents, to know the resistance / susceptibility profile to insecticides, the frequencies of knockdown (kdr) resistance alleles to pyrethroids and the genetic structure between populations of Ae. aegypti of port areas in Guanabara Bay, Rio de Janeiro, in two seasons. The monitoring was performed by means of 90 ovitraps continuously and bimonthly for two years in two extracts of the Island The control actions were directed in only one of the extracts, following the guidelines of the National Dengue Control Program (PNCD). Lectures were made on the biology of the vectors and the distribution of maps with the density of Aedes eggs to the inhabitants of the Island; dose-response assays were performed to determine the resistance profile of the insecticides deltamethrin, malathion and temephos; genotyping by RT-PCR of SNPs were performed to estimate the frequency of kdr Val1016Ile and Phe1534Cys mutations and genotyping of 12 microsatellite loci for the genetics of Ae. aegypti. During 107 epidemiological weeks more than 760,000 Aedes eggs were collected, with a mean of 4,927 eggs per ovitrap. There was a seasonal fluctuation into the seasons, with the ovitraps positivity index (IPO) \226550%. In the bimonthly monitoring, more than 213,000 eggs were collected, mean of 222 eggs per ovitrap/ week and IPO\226550%. Ae. aegypti (70%) predominated throughout the Island, but Ae. albopictus (30%) was present in all ovitraps and associated with traps near vegetation The egg density was positively associated with precipitation and temperature with two weeks of lag. The control of vectors control didn´t present significant results between the association of control actions and the density of Aedes eggs. All populations of Ae. aegypti were resistant to deltamethrin with resistance ratio 50 (RR50)> 10 and temephos (RR50\22655) and malathion susceptible (RR50 <5). Allelic frequencies of kdr mutations were high, with frequencies of resistant genotypes above 90% in summer and winter. In the analyzes with microsatellites, the summer had a higher variability and genetic structured. On the whole, the tools used in this study contributed to the understanding of the seasonal dynamics of Ae. aegypti from the Paquetá Island, the susceptibility/ resistance status to insecticides and the boats that transport people between the stations of Guanabara Bay may be contributing to the Ae. aegypti gene flow among the evaluated sites.2020-01-26Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Oswaldo Cruz. Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porControle de VetoresAedes aegyptiResistência à inseticidasRepetições de MicrossatélitesAedesInseticidasMonitoramento e controle de mosquitos vetores: uma proposta para avançar no conhecimento e no controle de Aedes aegypti e Aedes albopictusinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis2018Instituto Oswaldo CruzFundação Oswaldo CruzRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Medicina Tropicalinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/b8d4c099-2e2b-4a23-8df1-335461e1750b/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALpaula_borges_ioc_dout_2018.pdfpaula_borges_ioc_dout_2018.pdfapplication/pdf4740184https://arca.fiocruz.br/bitstreams/f2070ee7-a7f4-42d7-9f2d-03a621e0811d/download91ac34da5c8ace249abdba78b20be545MD52trueAnonymousREAD2020-01-26TEXTpaula_borges_ioc_dout_2018.pdf.txtpaula_borges_ioc_dout_2018.pdf.txtExtracted texttext/plain102397https://arca.fiocruz.br/bitstreams/83f316c6-e6ac-4d66-8355-6c3f7bd143d1/downloadd7acb6d276f9aeabdcb22c721cf7ffa2MD57falseAnonymousREAD2020-01-26THUMBNAILpaula_borges_ioc_dout_2018.pdf.jpgpaula_borges_ioc_dout_2018.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2811https://arca.fiocruz.br/bitstreams/0284e552-b8cc-48c3-b1a8-81c502324301/downloadcb35318f098f7024305f2bd326c3b6f3MD58falseAnonymousREAD2020-01-26icict/345872025-07-29 18:39:19.31open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/34587https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-29T21:39:19Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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