Mortalidade por armas de fogo na Argentina, 1990 - 2008
| Ano de defesa: | 2011 |
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Resumo: | O presente estudo se propôs analisar a mortalidade por armas de fogo na Argentina no período 1990-2008, a partir de estudos descritivos e de uma análise multinível. Foram analisadas as seguintes variáveis: número, porcentagem e taxas de mortalidade por armas de fogo segundo intencionalidade (acidentes, suicídios, homicídios e mortes com intenção não determinada), sexo e grupos etários em cada ano e período. Nos estudos descritivos se comparou a mortalidade por armas de fogo da Argentina e Brasil e se analisou a magnitude das taxas e a tendência temporal da mortalidade por armas de fogo na Argentina e suas jurisdições (províncias e Cidade de Buenos Aires). Com a técnica de multiníveis se avaliou a influência dos fatores socioeconômicos sobre a ocorrência de homicídios por armas de fogo nos departamentos da Argentina entre os anos de 1991 e 2006. Os perfis de mortalidade por armas de fogo (MAF) do Brasil e Argentina mostraram tendência de aumento das taxas de morte até o ano de 2003 no Brasil e 2002 na Argentina, quando se observou uma diminuição. Os homicídios por armas de fogo (HAF) tiveram um peso importante em ambos países. O Brasil mostrou taxas superiores de MAF e HAF em todo o período analisado. Nos dois países destacam-se as mortes de homens e no grupo de 20-24 anos. Na Argentina, a província de Buenos Aires (PBA) apresentou as maiores taxas de MAF e das distintas intencionalidades. Todas as províncias da região Pampeana, incluindo a PBA, tiveram um perfil homogêneo e similar ao do país para o total de MAF e para as intencionalidades. A análise multinível demonstrou a influência independente dos distintos níveis de agregação sobre a ocorrência de HAF nos departamentos do país. O Nível de Urbanização foi a variável socioeconômica de maior importância. O risco de morrer por HAF nas zonas centro-urbanas foi maior que nas zonas não centrais. Em ambas zonas o risco foi superior em 1999-2002. Foram elaboradas reflexões sob o pressuposto de que o perfil Argentino de MAF resulta, em parte, do aumento da violência social conseqüente à deterioração socioeconômica que imperou no país na década de 1990, e por outra parte da violência institucional exercida pelas forças de segurança em resposta a violência social. Os resultados evidenciam a necessidade de utilizar métodos analíticos que permitam estudar o tema reconhecendo sua complexidade. |
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Zunino, Marina GabrielaSouza, Edinilsa Ramos de2018-02-26T14:46:16Z2018-02-26T14:46:16Z2011ZUNINO, Marina Gabriela. Mortalidade por armas de fogo na Argentina, 1990 - 2008. 2011. 224 f. Tese (Doutorado em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2011.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/24941O presente estudo se propôs analisar a mortalidade por armas de fogo na Argentina no período 1990-2008, a partir de estudos descritivos e de uma análise multinível. Foram analisadas as seguintes variáveis: número, porcentagem e taxas de mortalidade por armas de fogo segundo intencionalidade (acidentes, suicídios, homicídios e mortes com intenção não determinada), sexo e grupos etários em cada ano e período. Nos estudos descritivos se comparou a mortalidade por armas de fogo da Argentina e Brasil e se analisou a magnitude das taxas e a tendência temporal da mortalidade por armas de fogo na Argentina e suas jurisdições (províncias e Cidade de Buenos Aires). Com a técnica de multiníveis se avaliou a influência dos fatores socioeconômicos sobre a ocorrência de homicídios por armas de fogo nos departamentos da Argentina entre os anos de 1991 e 2006. Os perfis de mortalidade por armas de fogo (MAF) do Brasil e Argentina mostraram tendência de aumento das taxas de morte até o ano de 2003 no Brasil e 2002 na Argentina, quando se observou uma diminuição. Os homicídios por armas de fogo (HAF) tiveram um peso importante em ambos países. O Brasil mostrou taxas superiores de MAF e HAF em todo o período analisado. Nos dois países destacam-se as mortes de homens e no grupo de 20-24 anos. 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Os resultados evidenciam a necessidade de utilizar métodos analíticos que permitam estudar o tema reconhecendo sua complexidade.El presente estudio se propuso analizar la mortalidad por armas de fuego en Argentina en el período 1990-2008, a partir de estudios descriptivos y de un análisis de multinivel. Las variables analizadas fueron: número, porcentaje, tasas de mortalidad por armas de fuego según intencionalidad (accidentes, suicidios, homicidios y muertes de intención no determinada), sexo y grupos de edad en cada año y período. En los estudios descriptivos se comparó la mortalidad por armas de fuego de Argentina y Brasil y se analizó la magnitud de las tasas y la tendencia temporal de la mortalidad por armas de fuego en Argentina y sus jurisdicciones (provincias y Ciudad de Buenos Aires). Con la técnica de multiniveles se evaluó la influencia de factores socioeconómicos sobre la ocurrencia de homicidios por armas de fuego en los departamentos de Argentina entre los años 1991 y 2006. Los perfiles de mortalidad por armas de fuego (MAF) de Brasil y Argentina mostraron tendencia al aumento de las tasas de muerte hasta el año 2003 en Brasil y 2002 en Argentina, cuando se observó una disminución. Los homicidios por armas de fuego (HAF) tuvieron un peso importante en ambos países. Brasil mostró tasas superiores de MAF y HAF en todo el período analizado. En los dos países destacaron las muertes en varones y en el grupo de 20-24 años. En Argentina, la provincia de Buenos Aires (PBA) presentó las mayores tasas de MAF y de las distintas intencionalidades. Todas las provincias de la región Pampeana, incluyendo la PBA, tuvieron un perfil homogéneo y similar al del país para el total de MAF y para las intencionalidades. El análisis multinivel demostró la influencia independiente de distintos niveles de agregación sobre la ocurrencia de HAF en los departamentos del país. El Nivel de Urbanización fue la variable socioeconómica de mayor importancia. El riesgo de morir por HAF en las zonas centro-urbanas fue mayor que en las zonas no centrales. En ambas zonas el riesgo fue superior en 1999-2002. Se elaboraron reflexiones bajo el supuesto de que el perfil Argentino de MAF resulta, en parte, del aumento de la violencia social consecuente con el deterioro socioeconómico que imperó en el país en la década de los '90; y por otra parte, de la violencia institucional ejercida por las fuerzas de seguridad en respuesta a la violencia social. Los resultados además evidencian la necesidad de utilizar métodos analíticos que permitan estudiar el tema reconociendo su complejidad.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porArmas de fogoMortalidadeHomicídiosCausas ExternasAnálises MultinívelDistribuição temporalFatores socioeconômicosArgentinaArmas de fuegoMortalidadHomicidiosCausas ExternasAnálisis MultinivelDistribución temporalFactores socioeconómicosArgentinaArmas de FogoMortalidadeHomicídioCausas ExternasViolência03 Saúde e Bem-EstarMortalidade por armas de fogo na Argentina, 1990 - 2008Mortality from firearms in Argentina, 1990 - 2008info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisEscola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz.Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca.Rio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZORIGINALve_Marina_Zunino_ENSP_2011.pdfapplication/pdf1605201https://arca.fiocruz.br/bitstreams/f2c9f90b-8c4c-4161-8b9f-ed0ce6c67540/download618c328813ba17f68dbecbefc69fb789MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/9fc83491-c047-45ec-9462-e7712a286f85/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52falseAnonymousREADTEXT1083.pdf.txt1083.pdf.txtExtracted texttext/plain474548https://arca.fiocruz.br/bitstreams/ac6cdb45-8008-4bbb-ad90-7d72377d188e/download46d5e726f171b0cfd8bbe6ef7ad90e25MD53falseAnonymousREADve_Marina_Zunino_ENSP_2011.pdf.txtve_Marina_Zunino_ENSP_2011.pdf.txtExtracted texttext/plain102396https://arca.fiocruz.br/bitstreams/425f4460-78b9-4f17-a2ff-8bb8c0ad2476/download36fa1d434b4d1cc7945a74c47d28dabcMD510falseAnonymousREADTHUMBNAILve_Marina_Zunino_ENSP_2011.pdf.jpgve_Marina_Zunino_ENSP_2011.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2989https://arca.fiocruz.br/bitstreams/c0e84e81-d90d-473c-8cdb-1affb8519998/downloadd4575d6b21a7eed2e31b90ac209d4e5bMD511falseAnonymousREADicict/249412025-07-30 02:29:46.284open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/24941https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-30T05:29:46Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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O presente estudo se propôs analisar a mortalidade por armas de fogo na Argentina no período 1990-2008, a partir de estudos descritivos e de uma análise multinível. Foram analisadas as seguintes variáveis: número, porcentagem e taxas de mortalidade por armas de fogo segundo intencionalidade (acidentes, suicídios, homicídios e mortes com intenção não determinada), sexo e grupos etários em cada ano e período. Nos estudos descritivos se comparou a mortalidade por armas de fogo da Argentina e Brasil e se analisou a magnitude das taxas e a tendência temporal da mortalidade por armas de fogo na Argentina e suas jurisdições (províncias e Cidade de Buenos Aires). Com a técnica de multiníveis se avaliou a influência dos fatores socioeconômicos sobre a ocorrência de homicídios por armas de fogo nos departamentos da Argentina entre os anos de 1991 e 2006. Os perfis de mortalidade por armas de fogo (MAF) do Brasil e Argentina mostraram tendência de aumento das taxas de morte até o ano de 2003 no Brasil e 2002 na Argentina, quando se observou uma diminuição. Os homicídios por armas de fogo (HAF) tiveram um peso importante em ambos países. O Brasil mostrou taxas superiores de MAF e HAF em todo o período analisado. Nos dois países destacam-se as mortes de homens e no grupo de 20-24 anos. Na Argentina, a província de Buenos Aires (PBA) apresentou as maiores taxas de MAF e das distintas intencionalidades. Todas as províncias da região Pampeana, incluindo a PBA, tiveram um perfil homogêneo e similar ao do país para o total de MAF e para as intencionalidades. A análise multinível demonstrou a influência independente dos distintos níveis de agregação sobre a ocorrência de HAF nos departamentos do país. O Nível de Urbanização foi a variável socioeconômica de maior importância. O risco de morrer por HAF nas zonas centro-urbanas foi maior que nas zonas não centrais. Em ambas zonas o risco foi superior em 1999-2002. Foram elaboradas reflexões sob o pressuposto de que o perfil Argentino de MAF resulta, em parte, do aumento da violência social conseqüente à deterioração socioeconômica que imperou no país na década de 1990, e por outra parte da violência institucional exercida pelas forças de segurança em resposta a violência social. Os resultados evidenciam a necessidade de utilizar métodos analíticos que permitam estudar o tema reconhecendo sua complexidade. |
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