Avaliação dos perfis sorológico e sócio-demográfico dos receptores de sangue do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco - UPE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Carrazone, Cristina de Fátima Velloso
Orientador(a): Gomes, Yara de Miranda, Brito, Ana Maria
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/62172
Resumo: A triagem sorológica em doadores de sangue não possibilita segurança de 100% quanto à possibilidade de transmissão de agentes infecto-contagiosos. Apesar da obrigatoriedade da realização de testes para sífilis, hepatite B e C, HIV, doença de Chagas, HTLV I/II e malária nas áreas endêmicas, em todas as unidades de sangue coletadas no Brasil, não se conhece o perfil pré-transfusional da população de receptores de sangue, em especial do receptor eventual. O objetivo do presente trabalho foi avaliar os perfis sorológico e sócio-demográfico dos receptores de sangue (RS) internados no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC) da Universidade de Pernambuco-UPE. O estudo foi realizado nos RS (n=172) no período de fevereiro a maio de 2003, quando os pacientes foram submetidos ao instrumento de coleta de dados. O trabalho foi aprovado pela Comissão de Ética do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães-CPqAM. A sorologia foi realizada na Fundação Hemope, e as amostras foram submetidas aos mesmos testes utilizados para triagem dos doadores de sangue (T. pallidum, T. cruzi, HIV, HCV, HBV e HTLV I/II). Os RS que apresentaram reação positiva foram divididos em três grupos: grupo 1 (G1), nunca receberam sangue; grupo 2 (G2), politransfundidos; e grupo 3 (G3), receptores eventuais de sangue. O perfil sócio-demografifico de 172 receptores de sangue do HUOC mostrou que a idade média foi de 32,2 anos, 46,5% do sexo masculino e 53,5% feminino, 43,0% casados, 37,0% solteiros, 20,0% outros. Quanto ao grau de escolaridade, 65,3% tinham ensino fundamental. Apenas 22,6% residiam na cidade do Recife e 49,1% eram oriundos de outros municípios e estados do Brasil, e 57,2% não estavam exercendo atividade trabalhista. O estudo sorológico pré-transfusional, realizado em 159 RS, mostrou que 62 desses indivíduos apresentaram reatividade para uma ou mais das doenças transmissíveis por sangue – 10 (13,3%) foram positivos para T. pallidum, 4 (5,3%) para T. cruzi, 23 (30,7%) para HIV, 7 (9,3%) para HCV e 31 (41,4%) para HBV. Nenhuma reação foi observada para HTLV I/II. A positividade para os grupos foi: 38 (62,3%) do G1, 2 (3,3%) do G2 e 21 (34,4%) do grupo G3. Vários RS (n=33) não tinham conhecimento do seu estado sorológico prévio à transfusão: 19 (57,6%) do G1, 2 (100%) do G2, e 12 (63,2%) do G3. Estes fatos apontam para a necessidade da criação de mecanismos capazes de detectar nos receptores, antes da transfusão, a presença de agentes patógenos transmissíveis por sangue. Isso minimizaria o risco de co-morbidade e respaldaria o Estado e os serviços de hemoterapia quanto à presença desses agentes nos receptores, anteriores a transfusão.
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spelling Carrazone, Cristina de Fátima VellosoGomes, Yara de MirandaBrito, Ana Maria2024-01-12T13:14:31Z2024-01-12T13:14:31Z2004CARRAZZONE, Cristina de Fátima Velloso. Avaliação dos perfis sorológico e sócio-demográfico dos receptores de sangue do hospital universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco-UPE. 2004. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Fundação Oswaldo Cruz, Recife, 2004.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/62172A triagem sorológica em doadores de sangue não possibilita segurança de 100% quanto à possibilidade de transmissão de agentes infecto-contagiosos. Apesar da obrigatoriedade da realização de testes para sífilis, hepatite B e C, HIV, doença de Chagas, HTLV I/II e malária nas áreas endêmicas, em todas as unidades de sangue coletadas no Brasil, não se conhece o perfil pré-transfusional da população de receptores de sangue, em especial do receptor eventual. O objetivo do presente trabalho foi avaliar os perfis sorológico e sócio-demográfico dos receptores de sangue (RS) internados no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC) da Universidade de Pernambuco-UPE. O estudo foi realizado nos RS (n=172) no período de fevereiro a maio de 2003, quando os pacientes foram submetidos ao instrumento de coleta de dados. O trabalho foi aprovado pela Comissão de Ética do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães-CPqAM. A sorologia foi realizada na Fundação Hemope, e as amostras foram submetidas aos mesmos testes utilizados para triagem dos doadores de sangue (T. pallidum, T. cruzi, HIV, HCV, HBV e HTLV I/II). Os RS que apresentaram reação positiva foram divididos em três grupos: grupo 1 (G1), nunca receberam sangue; grupo 2 (G2), politransfundidos; e grupo 3 (G3), receptores eventuais de sangue. O perfil sócio-demografifico de 172 receptores de sangue do HUOC mostrou que a idade média foi de 32,2 anos, 46,5% do sexo masculino e 53,5% feminino, 43,0% casados, 37,0% solteiros, 20,0% outros. Quanto ao grau de escolaridade, 65,3% tinham ensino fundamental. Apenas 22,6% residiam na cidade do Recife e 49,1% eram oriundos de outros municípios e estados do Brasil, e 57,2% não estavam exercendo atividade trabalhista. O estudo sorológico pré-transfusional, realizado em 159 RS, mostrou que 62 desses indivíduos apresentaram reatividade para uma ou mais das doenças transmissíveis por sangue – 10 (13,3%) foram positivos para T. pallidum, 4 (5,3%) para T. cruzi, 23 (30,7%) para HIV, 7 (9,3%) para HCV e 31 (41,4%) para HBV. Nenhuma reação foi observada para HTLV I/II. A positividade para os grupos foi: 38 (62,3%) do G1, 2 (3,3%) do G2 e 21 (34,4%) do grupo G3. Vários RS (n=33) não tinham conhecimento do seu estado sorológico prévio à transfusão: 19 (57,6%) do G1, 2 (100%) do G2, e 12 (63,2%) do G3. Estes fatos apontam para a necessidade da criação de mecanismos capazes de detectar nos receptores, antes da transfusão, a presença de agentes patógenos transmissíveis por sangue. Isso minimizaria o risco de co-morbidade e respaldaria o Estado e os serviços de hemoterapia quanto à presença desses agentes nos receptores, anteriores a transfusão.The serological screening of blood donors does not constitute absolute guarantee of protection against the possible transmission of infectious and contagious agents. Despite the fact that tests for syphilis, hepatitis B and C, Aids, Chagas' disease and HTLV I/II, as well as malaria in endemic areas, are compulsory in all the blood collection bags used in Brazil, the pretransfusional serological profile of the population receiving transfusions is not known. The present work evaluated the serological and social demographic profiles from blood recipients (BR) from the Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC) from the Universidade de Pernambuco-UPE. The study involved 172 BR from February to May 2003 when the patients were submitted to the questionary. The work had the approval of the Ethical Committee from the Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães-CPqAM. The serology was performed in Fundação Hemope and the samples were submitted to the same tests used for screening the blood donors (T. pallidum, T. cruzi, HIV, HCV, HBV e HTLV I/II). The BR that showed positive reaction were classified into 3 groups: group 1 (G1), never received blood, group 2 (G2) multitransfused and group 3 (G3) eventual blood recipients. Concerning the social-demographic profile of 172 BR from HUOC, the mean age was 32.2 years old, 46.5% were male and 53.5% female, 43.0% were married, 37.0% unamarried, 20.0% others. Concerning the education level, 65.3% had just basic study. Only 22.6% lived into the city of Recife and 49.1% were from other cities and states of Brazil . The serological study performed in 159 BR showed that 62 of these patients presented reactivity for one or more blood-borne diseases – 10 (13.3%) were positive to T. pallidum, 4 (5.3%) to T. cruzi, 23 (30.7%) to HIV, 7 (9.3%) to HCV and 31 (41.4%) to HBV. No reaction was observed to HTLV-I/II. The distribution of the positivity among the groups was: 38 (62.3%) of G1, 2 (3.3%) of G2 and 21 (34.4%) of G3. Several BR (n=33) were unaware their serological status before their transfusion – 19 (57.6%) of G1, 2 (100%) of G2 and 12 (63.2%) of G3. These facts point out the need to establish mechanisms capable of detecting in the BR the presence of blood-borne pathogens prior to the transfusion. This would minimize the risk of comorbidity and help the state health authorities to identify the presence of such agents in the recipients before the transfusion.Fundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães. Recife, PE, Brasil.porTransfusão de sangueReceptorHemoterapiaBlood transfusionReceiverHemotherapyTransfusión de sangreReceptorhemoterapiaTransfusion sanguineDestinataireHémothérapieTransfusão de sangueReceptorHemoterapiaAvaliação dos perfis sorológico e sócio-demográfico dos receptores de sangue do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco - UPEinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2004-03-19Centro de Pesquisas Aggeu MagalhãesFundação Oswaldo CruzMestrado AcadêmicoRecife/PEPrograma de Pós-Graduação em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZORIGINALcristina_carrazzone_iam_mest_2004.pdfcristina_carrazzone_iam_mest_2004.pdfapplication/pdf1297840https://arca.fiocruz.br/bitstreams/98cfd220-bea5-475d-b89b-4cc4c02683fe/downloadd1936cd96bdae831ebcbe56e4cedadb7MD52trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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