Hialohifomicose causada por Purpureocillium lilacinum: avaliação da infecção experimental e da resposta imune in situ e sistêmica em modelo murino C57BL/6

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Sequeira, Danielly Corrêa Moreira de
Orientador(a): Ferreira, Joseli de Oliveira, Borba, Cíntia de Moraes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/27443
Resumo: Purpureocillium lilacinum é um fungo filamentoso, hialino, assexuado e um dos agentes causais da hialohifomicose, considerado um importante patógeno oportunista humano, capaz de infectar indivíduos imunossuprimidos e com crescente aumento de casos em imunocompetentes. Pouco se sabe sobre a imunopatogênese da hialohifomicose causada por P. lilacinum e, por essa razão, nosso trabalho objetivou analisar a infecção e as respostas imune, sistêmica e in situ de camundongos C57BL/6, imunocompetentes e imunossuprimidos, desafiados com conídios de P. lilacinum. Nossos resultados nos permitiram comprovar o potencial infeccioso do fungo, uma vez que hospedeiros imunocompetentes foram infectados, apesar de não apresentarem sinais visíveis da doença. Em contraste, os animais imunossuprimidos apresentaram sinais da doença compatíveis com relatos de caso de pacientes humanos, aumento do número de células fúngicas no baço e mortalidade celular. A análise histológica da maioria dos camundongos imunocompetentes inoculados por via intravenosa revelou células fúngicas no tecido apesar da ausência de alterações histopatológicas Este mesmo grupo, quando inoculado por via subcutânea apresentou dermatite, paniculite e ulcerações na pele. Esse quadro foi mais grave nos animais imunossuprimidos, além de maior número de estruturas fúngicas no tecido. A análise do perfil imunológico revelou predomínio de linfócitos TCD8+ sobre TCD4+nos imunossuprimidos. Observamos também os fenótipos de memória central e memória efetora/efetora, especialmente CD4+. Células T regulatórias apresentaram maiores percentuais nos imunossuprimidos. A quantificação de citocinas IL-2, TNF-\03B1 e IFN-\03B3 revelou maiores percentuais no início da infecção, em ambos os grupos, supostamente devido ao maior número de células fúngicas neste ponto de observação. Vimos ainda menores percentuais de neutrófilos e macrófagos produzindo óxido nítrico e IL-1 nos animais imunossuprimidos demonstrando a interferência quantitativa e qualitativa da dexametasona sobre as células envolvidas na resposta imune in situ ao fungo. Em síntese, consideramos que nossos resultados reunidos, ampliam os conhecimentos não apenas sobre essa espécie fúngica, mas também sobre as bases da relação parasitohospedeiro, de modo a contribuir para o entendimento de seus mecanismos de resistência e susceptibilidade.
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Pouco se sabe sobre a imunopatogênese da hialohifomicose causada por P. lilacinum e, por essa razão, nosso trabalho objetivou analisar a infecção e as respostas imune, sistêmica e in situ de camundongos C57BL/6, imunocompetentes e imunossuprimidos, desafiados com conídios de P. lilacinum. Nossos resultados nos permitiram comprovar o potencial infeccioso do fungo, uma vez que hospedeiros imunocompetentes foram infectados, apesar de não apresentarem sinais visíveis da doença. Em contraste, os animais imunossuprimidos apresentaram sinais da doença compatíveis com relatos de caso de pacientes humanos, aumento do número de células fúngicas no baço e mortalidade celular. A análise histológica da maioria dos camundongos imunocompetentes inoculados por via intravenosa revelou células fúngicas no tecido apesar da ausência de alterações histopatológicas Este mesmo grupo, quando inoculado por via subcutânea apresentou dermatite, paniculite e ulcerações na pele. Esse quadro foi mais grave nos animais imunossuprimidos, além de maior número de estruturas fúngicas no tecido. A análise do perfil imunológico revelou predomínio de linfócitos TCD8+ sobre TCD4+nos imunossuprimidos. Observamos também os fenótipos de memória central e memória efetora/efetora, especialmente CD4+. Células T regulatórias apresentaram maiores percentuais nos imunossuprimidos. A quantificação de citocinas IL-2, TNF-\03B1 e IFN-\03B3 revelou maiores percentuais no início da infecção, em ambos os grupos, supostamente devido ao maior número de células fúngicas neste ponto de observação. Vimos ainda menores percentuais de neutrófilos e macrófagos produzindo óxido nítrico e IL-1 nos animais imunossuprimidos demonstrando a interferência quantitativa e qualitativa da dexametasona sobre as células envolvidas na resposta imune in situ ao fungo. Em síntese, consideramos que nossos resultados reunidos, ampliam os conhecimentos não apenas sobre essa espécie fúngica, mas também sobre as bases da relação parasitohospedeiro, de modo a contribuir para o entendimento de seus mecanismos de resistência e susceptibilidade.Purpureocillium lilacinum is a filamentous fungus, hyaline, asexual and an agent of hyalohyphomycosis, considered an important human opportunistic pathogen capable of infecting immunocompromised individuals, with increasing number of cases in immunocompetent. Little is known about the immunopathogenesis of hyalohyphomycosis caused by P. lilacinum and therefore, the aim of this study is to analyze the infection and systemic and in situ immune responses of immunocompetent and immunosuppressed C57BL/6 mice, challenged with P. lilacinum conidia. Our results allowed us to establish the infective potential of the fungus, since immunocompetent hosts were infected, although they did not visible signs of illness. In contrast, immunosuppressed animals showed signs of disease consistent with case reports of human patients as increase of the number of fungal cells in the spleen and cell mortality. Histological analysis of most immunocompetent mice inoculated intravenously revealed fungal cells in the tissue despite the absence of histopathological changes The same group when subcutaneously inoculated showed dermatitis, panniculitis and ulcerations on the skin. This situation was more serious in immunosuppressed animals and greater number of fungal structures in the tissue. The analysis of the immunological profile revealed TCD8+ lymphocytes predominance of TCD4+ in immunosuppressed. We also note the central and effector memory/effector phenotype, especially CD4+. Regulatory T cells showed higher percentages in immunosupressed. Quantification of IL-2, TNF-\03B1 and IFN-\03B3 cytokines revealed greater percentage at the beginning of infection in both groups, probably due to the larger number of fungal cells in this viewpoint. Seen even smaller percentage of neutrophils and macrophages producing nitric oxide and IL-1 in immunosuppressed animals demonstrating the quantitative and qualitative interference of dexamethasone on cells involved in in situ immune response to fungus. In summary, we believe that our meeting results expand the knowledge not only about this fungal species, but also on the basis of the host-parasite relationship, so as to contribute to the understanding of their mechanisms of resistance and susceptibility.Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porHialoifomicoseImunossupressãoImunidade nas MucosasPaecilomycesHialohifomicose causada por Purpureocillium lilacinum: avaliação da infecção experimental e da resposta imune in situ e sistêmica em modelo murino C57BL/6info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis2016Instituto Oswaldo CruzFundação Oswaldo CruzRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Biologia Parasitáriainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/851a5775-d18e-4120-ae42-f2426ff13edd/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALdanielly_sequeira_ioc_dout_2016.pdfapplication/pdf1011413https://arca.fiocruz.br/bitstreams/3e580769-05ee-40d9-a5d4-4060b2acacfa/download9318030cfe146577c187fe08daf6c41cMD52trueAnonymousREADTEXTdanielly_sequeira_ioc_dout_2016.pdf.txtdanielly_sequeira_ioc_dout_2016.pdf.txtExtracted texttext/plain103161https://arca.fiocruz.br/bitstreams/dafb36ca-8c90-4ec8-bff4-4c41bb80fe03/download9e475e39efe8dbb72b23b452483d5826MD55falseAnonymousREADTHUMBNAILdanielly_sequeira_ioc_dout_2016.pdf.jpgdanielly_sequeira_ioc_dout_2016.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3398https://arca.fiocruz.br/bitstreams/247f3633-5ed8-4a09-a120-58316d190fe9/downloadd81ffac1e8c3105748e742130ecd03baMD56falseAnonymousREADicict/274432025-07-29 21:58:25.523open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/27443https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-30T00:58:25Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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