O impacto do lockdown nos direitos do cidadão na cidade de São Luís do Maranhão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Garcês, Allan Quadros
Orientador(a): Alves, Sandra Mara Campos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/62902
Resumo: Medidas sanitárias consideradas extremas, como o lockdown, foram adotadas no período da pandemia da COVID-19 para conter o avanço da doença. Essas medidas provocaram o fechamento de setores socioeconômicos e o isolamento social da população. O objetivo desta pesquisa foi analisar os impactos do lockdown da COVID-19 implementado na cidade de São Luís, Maranhão, de acordo com as percepções de cinco categorias profissionais que atuaram durante o período da pandemia. Um estudo observacional descritivo de caráter qualitativo, foi realizado por meio de um questionário semiestruturado abordando as percepções dos profissionais que atuaram no período do lockdown na cidade de São Luís, especificamente sobre os impactos no direito constitucional de ir e vir, na vida profissional e no sistema de saúde brasileiro. O questionário foi criado no Google Forms e enviado por e-mail e em grupos de transmissão do WhatsApp. A amostra foi composta de 169 profissionais, representadas por médicos, professores, gestores de saúde, empresários e autônomos. O método do DSC foi aplicado para identificar as ideias-chave, criar as falas-síntese e construir as categorias do discurso que representasse o pensamento coletivo. Foi executado estatística descritiva dos dados e os testes qui-quadrado e exato de Fisher, com p < 0,05 como hipótese de nulidade, foram aplicados para verificar a associação entre variáveis categóricas. De 169 questionários enviados, 130 (79,92%) foram respondidos. Destes, a maioria considerou negativos os impactos do lockdown no direito de ir e vir dos cidadãos (51,6%), nas atividades de vida diária de suas respectivas profissões (67,7 %) e que o sistema único de saúde não conseguiu conter os avanços da doença, segundo opiniões da maioria (59,2 %) dos entrevistados. O DSC, mostrou que para 66 profissionais, principalmente médicos, o lockdown foi desfavorável ou ineficaz, seguido de 33 profissionais que classificaram como favorável. Para boa parte dos profissionais que encontraram alternativas de continuar trabalhando, como home office, o lockdown foi indiferente. De modo geral, conclui-se que o lockdown foi uma medida política equivocada, ineficiente na contenção da disseminação da COVID-19, prejudicial à economia e ao bem-estar emocional das pessoas
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O objetivo desta pesquisa foi analisar os impactos do lockdown da COVID-19 implementado na cidade de São Luís, Maranhão, de acordo com as percepções de cinco categorias profissionais que atuaram durante o período da pandemia. Um estudo observacional descritivo de caráter qualitativo, foi realizado por meio de um questionário semiestruturado abordando as percepções dos profissionais que atuaram no período do lockdown na cidade de São Luís, especificamente sobre os impactos no direito constitucional de ir e vir, na vida profissional e no sistema de saúde brasileiro. O questionário foi criado no Google Forms e enviado por e-mail e em grupos de transmissão do WhatsApp. A amostra foi composta de 169 profissionais, representadas por médicos, professores, gestores de saúde, empresários e autônomos. O método do DSC foi aplicado para identificar as ideias-chave, criar as falas-síntese e construir as categorias do discurso que representasse o pensamento coletivo. 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De modo geral, conclui-se que o lockdown foi uma medida política equivocada, ineficiente na contenção da disseminação da COVID-19, prejudicial à economia e ao bem-estar emocional das pessoasSanitary actions considered extreme, such as lockdown, were adopted during the COVID-19 pandemic. To contain the propagation of the disease, these actions caused the closure of socioeconomic sectors and the social isolation of the population. This research aimed to analyze the impacts of the COVID-19 lockdown implemented in the city of São Luís, state of Maranhão, according to the perceptions of five professional categories that worked during the pandemic. A descriptive observational qualitative study was performed using a semi-structured questionnaire on the perceptions of professionals who worked during the lockdown period in São Luís, specifically on the impacts on the constitutional right to come and go, on professional life and on the Brazilian health system. The electronic questionnaire was created in Google Forms and sent by email or WhatsApp transmission groups. The sample consisted of 169 professionals, represented by physicians, professor, health managers, business owners and self-employed. The collective subject discourse method was applied to identify the key ideas, create the synthesis speeches, and classify discourse categories that represented collective thinking. Descriptive statistics were performed on the data and the chi-square and Fisher's exact tests, with p < 0.05 as a null hypothesis, were applied to verify the association between two categorical variables. Of the total 169 questionnaires sent, 130 (79.92%) were returned. Of this total, most professionals considered the impacts of the lockdown on people's right to come and go negative (51.6%), on their respective professions' daily activities (67.7%) and that the Brazilian health system was unable to contain the advances of the disease, according to the opinions of the majority (59.2%) of the volunteers. The collective subject discourse showed that 66 professionals, mainly physicians, classified the lockdown as unfavorable or ineffective, followed by 33 professionals who classified it as favorable. Among the 66 professionals, mainly physicians, the collective subject discourse classified the lockdown as unfavorable or ineffective, while the lockdown was classified as favorable for 33 professionals. Most of the professionals who found alternatives to continue working at home, as a home office, the lockdown was indifferent. In general, it is concluded that the lockdown was a mistaken political action, inefficient to contain the spread of COVID-19, harming the economy and people's emotional well-beingFundação Oswaldo Cruz. Escola de Governo Fiocruz Brasília. Brasília, DF, Brasil.porCOVID-19PandemiasQuarentenaIsolamento socialDireitos do cidadãoCOVID-19PandemicsQuarantineSocial isolationCitizen's rightsCOVID-19PandemiasQuarentenaIsolamento SocialDireitos do CidadãoO impacto do lockdown nos direitos do cidadão na cidade de São Luís do Maranhãoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2023Escola de Governo Fiocruz BrasíliaFundação Oswaldo Cruz. Gerência Regional de BrasíliaMestrado ProfissionalBrasília/DFPrograma de Pós-Graduação em Políticas Públicas em Saúdeinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/3c68bb6c-165d-4c0f-8ddc-1b9f8e08274b/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALallan_garces_fiodf_mest_2023.pdfapplication/pdf3539688https://arca.fiocruz.br/bitstreams/82ba32db-0db7-4348-8ae1-b0b37dc4c0e7/download5c82533a54c3fe708207915e13b76776MD52trueAnonymousREADTEXTallan_garces_fiodf_mest_2023.pdf.txtallan_garces_fiodf_mest_2023.pdf.txtExtracted texttext/plain102948https://arca.fiocruz.br/bitstreams/706ff105-6a25-4112-878f-4a3273113ffe/downloadc63e0e430cddd02fbf35a5fbbc28f9adMD59falseAnonymousREADTHUMBNAILallan_garces_fiodf_mest_2023.pdf.jpgallan_garces_fiodf_mest_2023.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg14380https://arca.fiocruz.br/bitstreams/e740d8bd-e068-42d6-b6de-4b98a4cf780e/download96f9abe4eace0b0adb947b6a39144183MD510falseAnonymousREADicict/629022025-12-11 08:29:55.133open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/62902https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:29:55Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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