Aplicação de novos métodos de controle de qualidade na fabricação da vacina BCG Moreau RDJ do Programa Nacional de Imunizações

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Silva, Wellington Seguins da
Orientador(a): Branco, Luiz Roberto Ribeiro Castello, Ferreira, José Antônio Pinto Sá
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/62819
Resumo: O agente etiológico da tuberculose é o M. tuberculosis, um patógeno intracelular, sendo uma das principais causadoras de mortes no mundo por um único agente infeccioso. A vacina BCG é constituída por uma cepa viva atenuada do M. bovis, amplamente utilizada para a prevenção da tuberculose (TB) e como agente imunoterápico contra o câncer superficial de bexiga. A Farmacopeia Brasileira e a OMS recomendam a técnica de contagem de unidades formadoras de colônias (UFC) para a determinação da viabilidade, termoestabilidade e ensaios de potência da vacina BCG. Essa técnica é lenta, apresentando baixa reprodutibilidade e alta variabilidade nos resultados dos testes. A OMS tem realizado desde 1999, revisões dos requerimentos de qualidade da vacina BCG em uso visando a atualização das metodologias e padrões usados no controle. Dentre esses métodos encontra-se o ensaio de bioluminescência, ATP modificado, que pode ser utilizado para determinar o número de organismos viáveis nas vacinas liofilizadas e congeladas, incluindo novas cepas recombinantes. Outra recomendação para o controle de qualidade da vacina BCG baseia-se na confirmação da identidade do produto, nas características genéticas e morfológicas, na observação dos bacilos corados pelo método de Ziehl-Neelsen e na determinação das características das colônias crescidas em meio sólido. Estes métodos não permitem discriminar as diversas subcepas de BCG, assim como diferenciá-las de outros membros do complexo M. tuberculosis. O uso de técnicas empregando ácidos nucléicos foi introduzido como método alternativo de controle de qualidade para as subcepas de BCG na fabricação da vacina por ser específico, rápido, reprodutível, robusto e de baixo custo. O objeto do presente estudo, a atualização do controle de qualidade da vacina BCG Moreau RDJ, por meio da identificação genômica por PCR multiplex (PCRm) e avaliação da viabilidade por bioluminescência, de acordo com as novas normas preconizadas pela OMS possibilitou a avaliação de 10 lotes para determinar a relação de ATP pelo UFC. Nossos resultados indicaram que a quantidade de ATP produzido estava diretamente relacionada a quantidade de bacilos viáveis na cultura, mostrando uma correlação forte e positiva (r = 0,872961). A avaliação da identidade da vacina BCG Moreau RDJ foi realizada após uma padronização da extração do DNA genômico e amplificação por PCRm de cinco alvos genéticos e os resultados mostraram que a técnica é reprodutível e capaz de amplificar os fragmentos esperados RD2(315 pb), RD8(472 pb), senX3-regX3(276 pb), RD15(252 pb) e RD1(196 pb) em 9 dos 10 lotes testados, com a manutenção da identidade nos diferentes lotes. O presente trabalho faz parte de um estudo multicêntrico internacional coordenado pela OMS em andamento desde 2004, que visa à uniformização de novas metodologias de Controle de Qualidade cuja normatização deverá ocorrer após a análise dos resultados por comitês da OMS e, consequentemente, a melhoria das vacinas BCGs e de outras contra a TB, em desenvolvimento, que tenham como matriz micobactérias.
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A Farmacopeia Brasileira e a OMS recomendam a técnica de contagem de unidades formadoras de colônias (UFC) para a determinação da viabilidade, termoestabilidade e ensaios de potência da vacina BCG. Essa técnica é lenta, apresentando baixa reprodutibilidade e alta variabilidade nos resultados dos testes. A OMS tem realizado desde 1999, revisões dos requerimentos de qualidade da vacina BCG em uso visando a atualização das metodologias e padrões usados no controle. Dentre esses métodos encontra-se o ensaio de bioluminescência, ATP modificado, que pode ser utilizado para determinar o número de organismos viáveis nas vacinas liofilizadas e congeladas, incluindo novas cepas recombinantes. Outra recomendação para o controle de qualidade da vacina BCG baseia-se na confirmação da identidade do produto, nas características genéticas e morfológicas, na observação dos bacilos corados pelo método de Ziehl-Neelsen e na determinação das características das colônias crescidas em meio sólido. Estes métodos não permitem discriminar as diversas subcepas de BCG, assim como diferenciá-las de outros membros do complexo M. tuberculosis. O uso de técnicas empregando ácidos nucléicos foi introduzido como método alternativo de controle de qualidade para as subcepas de BCG na fabricação da vacina por ser específico, rápido, reprodutível, robusto e de baixo custo. O objeto do presente estudo, a atualização do controle de qualidade da vacina BCG Moreau RDJ, por meio da identificação genômica por PCR multiplex (PCRm) e avaliação da viabilidade por bioluminescência, de acordo com as novas normas preconizadas pela OMS possibilitou a avaliação de 10 lotes para determinar a relação de ATP pelo UFC. Nossos resultados indicaram que a quantidade de ATP produzido estava diretamente relacionada a quantidade de bacilos viáveis na cultura, mostrando uma correlação forte e positiva (r = 0,872961). A avaliação da identidade da vacina BCG Moreau RDJ foi realizada após uma padronização da extração do DNA genômico e amplificação por PCRm de cinco alvos genéticos e os resultados mostraram que a técnica é reprodutível e capaz de amplificar os fragmentos esperados RD2(315 pb), RD8(472 pb), senX3-regX3(276 pb), RD15(252 pb) e RD1(196 pb) em 9 dos 10 lotes testados, com a manutenção da identidade nos diferentes lotes. O presente trabalho faz parte de um estudo multicêntrico internacional coordenado pela OMS em andamento desde 2004, que visa à uniformização de novas metodologias de Controle de Qualidade cuja normatização deverá ocorrer após a análise dos resultados por comitês da OMS e, consequentemente, a melhoria das vacinas BCGs e de outras contra a TB, em desenvolvimento, que tenham como matriz micobactérias.Fundação Oswaldo Cruz. Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porTuberculoseVacina BCG Moreau RDJControle de QualidadeNovos MétodosPCR multiplexBioluminescência03 Saúde e Bem-EstarAplicação de novos métodos de controle de qualidade na fabricação da vacina BCG Moreau RDJ do Programa Nacional de Imunizaçõesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2013Fundação Oswaldo Cruz. Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos. Mestrado Profissional em Tecnologia de Imunobiológicos. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.Mestrado ProfissionalRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Tecnologia de Imunobiológicos.info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZORIGINALwellington-seguins-da-silva.pdfwellington-seguins-da-silva.pdfapplication/pdf1758218https://arca.fiocruz.br/bitstreams/73544bb2-67a0-4723-a510-09c969954f1b/downloade3b95a566049815ba23fb4da60ab25a3MD52trueAnonymousREADLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/a81241c2-dc58-4c8a-bfca-36c40049c67b/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADTEXTwellington-seguins-da-silva.pdf.txtwellington-seguins-da-silva.pdf.txtExtracted texttext/plain102681https://arca.fiocruz.br/bitstreams/663f80e7-1f8c-4644-a756-47fe6e0ee203/downloadacb6ede0a9c441b6bb4c3ec4bafeefb2MD59falseAnonymousREADTHUMBNAILwellington-seguins-da-silva.pdf.jpgwellington-seguins-da-silva.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg16704https://arca.fiocruz.br/bitstreams/42f067d7-4e82-4576-88e5-9d3bc5fa5054/downloadb6e0071bce217490c7d0f58becfc6586MD510falseAnonymousREADicict/628192025-12-11 08:40:40.705open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/62819https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:40:40Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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