Alterações histopatológicas e imuno-histoquímicas miocárdicas em 117 casos fatais de dengue
| Ano de defesa: | 2017 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | , |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Link de acesso: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/42633 |
Resumo: | Introdução: Os vírus dengue (DENV1-4) são os arbovírus humanos de maior importância médica no mundo. No Ceará, Nordeste brasileiro, a dengue é endêmica desde 1986, quando foi isolado o sorotipo DENV-1. Foram registradas sete grandes epidemias em 1987, 1994, 2001, 2008, 2011, 2012 e 2015. Estudos demonstram que formas graves podem estar associadas à manifestações cardíacas. Clinicamente a miocardite, pode ser aguda, crônica ou em atividade persistente e fulminante. Podemos ainda classificar a miocardite pelos achados histopatológicos, como miocardite linfocítica, sendo esse o padrão mais comumente encontrado associado à etiologia viral. Os mecanismos relacionados com o acometimento cardíaco incluem efeitos diretos do DENV no miocárdio e efeitos indiretos da resposta inflamatória desencadeada pela infecção culminando na liberação de citocinas vasoativas pró-inflamatórias, responsáveis pelo extravasamento vascular e inflamação miocárdica. Igualmente à miocardite fulminante de outras etiologias, a miocardite durante a infecção pelo DENV está associada à alta mortalidade. Objetivos: Geral: Descrever as alterações morfológicas e imunoinflamatórias no miocárdio dos casos fatais de dengue no Ceará no período de 2011-2013 Específicos: Descrever características demográficas, clínicas e laboratoriais dos casos. Identificar e quantificar as alterações morfológicas; Determinar a frequência de miocardite; Definir a frequência de apoptose; Quantificar linfócitos T CD4 e CD8, macrófagos (CD68) e marcador endotelial CD31 presentes no miocárdio e correlacioná-los com os achados morfológicos; Verificar a expressão das proteínas NS1 e NS3. Metodologia: Estudo retrospectivo do tipo série de casos, avaliou 117 amostras de miocárdio de casos confirmados de dengue e autopsiados no SVO-Ce de janeiro/2011 a dezembro/2013, quanto a dados demográficos, clínicos, laboratoriais. A análise histopatológica na coloração do HE, avaliou alterações morfológicas incluindo edema, hemorragia, necrose, fibrose e infiltrado inflamatório. Utilizamos os critérios de Dallas e da WHO/ISFC para o diagnóstico da miocardite. Anticorpos monoclonais anti-CD4, anti-CD8, anti-CD68, anti-CD31, anti-NS1 e anti-NS3 foram usados na identificação das células mononucleares, das células CD31+ e para avaliação de proteínas virais por imuno-histoquimica respectivamente. Apoptose foi avaliada pela técnica TUNEL. Resultados: Foi encontrado alto percentual de miocardite nos pacientes (47/117,40,2%) sem distinção entre sexo e idade. Os sorotipos x identificados foram DENV1, DENV3 e DENV4. Análises histopatológicas revelaram áreas com edema, hemorragia e necrose do tecido cardíaco; No entanto, a hemorragia e a necrose foram significativamente maiores nos pacientes com miocardite. Maior frequência de células expressando a molécula CD31/PECAM-1 foram encontradas nos pacientes com miocardite. Por outro lado, encontramos maior frequência de células apoptóticas nos casos sem miocardite. As proteínas NS1 e NS3 foram detectadas em macrófagos e cardiomiócitos dos dois grupos analisados. Conclusão: A análise imuno-histoquímica revelou ser 15% mais eficiente na identificação da miocardite em comparação com a análise histopatológica. Não encontramos parâmetros bioquímicos, hematológicos ou demográficos que pudessem estar associados ao risco de desenvolvimento de miocardite. Não houve suspeita clínica em nenhum dos casos estudados. Embora, existam muitas lacunas no entendimento dos mecanismos envolvidos na patogênese da miocardite induzida pela infecção, este trabalho aponta a necessidade de serem propostos pelas entidades médicas e governamentais protocolos para a instauração de propedêutica cardíaca eficiente nos casos de dengue grave. |
| id |
CRUZ_9d11bd9e780491a83f8917c1e1a61377 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:arca.fiocruz.br:icict/42633 |
| network_acronym_str |
CRUZ |
| network_name_str |
Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Sousa, Emília Tomé deAzeredo, Elzinandes Leal dePompeu, Margarida Maria de Lima2020-08-11T02:08:50Z2020-08-11T02:08:50Z2017SOUSA, Emília Tomé de. Alterações histopatológicas e imuno-histoquímicas miocárdicas em 117 casos fatais de dengue. 2017. 110 f. Tese (Doutorado em Medicina Tropical) - Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2017.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/42633Introdução: Os vírus dengue (DENV1-4) são os arbovírus humanos de maior importância médica no mundo. No Ceará, Nordeste brasileiro, a dengue é endêmica desde 1986, quando foi isolado o sorotipo DENV-1. Foram registradas sete grandes epidemias em 1987, 1994, 2001, 2008, 2011, 2012 e 2015. Estudos demonstram que formas graves podem estar associadas à manifestações cardíacas. Clinicamente a miocardite, pode ser aguda, crônica ou em atividade persistente e fulminante. Podemos ainda classificar a miocardite pelos achados histopatológicos, como miocardite linfocítica, sendo esse o padrão mais comumente encontrado associado à etiologia viral. Os mecanismos relacionados com o acometimento cardíaco incluem efeitos diretos do DENV no miocárdio e efeitos indiretos da resposta inflamatória desencadeada pela infecção culminando na liberação de citocinas vasoativas pró-inflamatórias, responsáveis pelo extravasamento vascular e inflamação miocárdica. Igualmente à miocardite fulminante de outras etiologias, a miocardite durante a infecção pelo DENV está associada à alta mortalidade. Objetivos: Geral: Descrever as alterações morfológicas e imunoinflamatórias no miocárdio dos casos fatais de dengue no Ceará no período de 2011-2013 Específicos: Descrever características demográficas, clínicas e laboratoriais dos casos. Identificar e quantificar as alterações morfológicas; Determinar a frequência de miocardite; Definir a frequência de apoptose; Quantificar linfócitos T CD4 e CD8, macrófagos (CD68) e marcador endotelial CD31 presentes no miocárdio e correlacioná-los com os achados morfológicos; Verificar a expressão das proteínas NS1 e NS3. Metodologia: Estudo retrospectivo do tipo série de casos, avaliou 117 amostras de miocárdio de casos confirmados de dengue e autopsiados no SVO-Ce de janeiro/2011 a dezembro/2013, quanto a dados demográficos, clínicos, laboratoriais. A análise histopatológica na coloração do HE, avaliou alterações morfológicas incluindo edema, hemorragia, necrose, fibrose e infiltrado inflamatório. Utilizamos os critérios de Dallas e da WHO/ISFC para o diagnóstico da miocardite. Anticorpos monoclonais anti-CD4, anti-CD8, anti-CD68, anti-CD31, anti-NS1 e anti-NS3 foram usados na identificação das células mononucleares, das células CD31+ e para avaliação de proteínas virais por imuno-histoquimica respectivamente. Apoptose foi avaliada pela técnica TUNEL. Resultados: Foi encontrado alto percentual de miocardite nos pacientes (47/117,40,2%) sem distinção entre sexo e idade. Os sorotipos x identificados foram DENV1, DENV3 e DENV4. Análises histopatológicas revelaram áreas com edema, hemorragia e necrose do tecido cardíaco; No entanto, a hemorragia e a necrose foram significativamente maiores nos pacientes com miocardite. Maior frequência de células expressando a molécula CD31/PECAM-1 foram encontradas nos pacientes com miocardite. Por outro lado, encontramos maior frequência de células apoptóticas nos casos sem miocardite. As proteínas NS1 e NS3 foram detectadas em macrófagos e cardiomiócitos dos dois grupos analisados. Conclusão: A análise imuno-histoquímica revelou ser 15% mais eficiente na identificação da miocardite em comparação com a análise histopatológica. Não encontramos parâmetros bioquímicos, hematológicos ou demográficos que pudessem estar associados ao risco de desenvolvimento de miocardite. Não houve suspeita clínica em nenhum dos casos estudados. Embora, existam muitas lacunas no entendimento dos mecanismos envolvidos na patogênese da miocardite induzida pela infecção, este trabalho aponta a necessidade de serem propostos pelas entidades médicas e governamentais protocolos para a instauração de propedêutica cardíaca eficiente nos casos de dengue grave.Introduction: Dengue viruses (DENV1-4) are the most important human arboviruses in the world. In Ceará, Northeast Brazil, dengue has been endemic since 1986, when the serotype DENV-1 was isolated. Seven major epidemics were recorded in 1987, 1994, 2001, 2008, 2011, 2012 and 2015. Studies show that more severe forms may be associated with cardiac manifestations. Clinically, myocarditis may be acute, chronic, or persistent and fulminant. we can classify myocarditis based on histopathological findings, such as lymphocytic myocarditis, which is the most commonly found pattern, especially with viral etiology. Mechanisms related to cardiac involvement include direct effects of DENV on the myocardium as well as indirect effects of the inflammatory response triggered by the infection culminating in the release of vasoactive and proinflammatory cytokines responsible for capillary leakage and possibly myocardial inflammation. In the same way as fulminant myocarditis of other etiologies, fulminant myocarditis in dengue is associated with high mortality. Methodology: A case-series study evaluated 117 samples of cardiac tissue from confirmed dengue cases autopsied in the SVO-Ce from January 2011 to December 2013 regarding demographic, clinical and laboratory data. Histopathological analysis on HE staining evaluated morphological changes including edema, hemorrhage, necrosis, fibrosis and inflammatory infiltrate. We used the WHO / ISFC criteria for the myocarditis diagnosis. Anti-CD4, anti-CD8, anti-CD68 and anti-CD31 monoclonal antibodies were used in the identification of mononuclear cells as well as CD31 positive cells by immunohistochemistry The presence of apoptosis in the myocardium was evaluated by the TUNEL technique. Results: A high percentage of myocarditis was found in patients (47 / 117,40,2%) without distinction between sexes and ages. The serotypes identified were DENV1, DENV3 and DENV4. Histopathological analyzes revealed areas with edema, hemorrhage and cardiac tissue necrosis; However, hemorrhage and necrosis were significantly greater in patients with myocarditis. In addition, increased mononuclear inflammatory infiltrate was observed in myocarditis. Higher frequency of cells expressing the CD31 / PECAM-1 molecule were found in patients with myocarditis. On the other hand, we found a higher frequency of apoptotic cells in cases without myocarditis. NS1 and xii NS3 proteins were detected in cardiomyocytes of the two groups analyzed. Conclusion: The immunohistochemical analysis revealed a frequency of 15% more cases compared to the histopathological analysis. We did not find biochemical, hematological or demographic parameters that could be associated with the risk of developing myocarditis. There was no clinical suspicion in any of the cases studied. Although there are many gaps in the understanding of the mechanisms involved in the infection-induced myocarditis pathogenesis, this work points out the need of efficient cardiac propaedeutic protocols by medical and governmental entities in severe dengue cases.Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Oswaldo Cruz. Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porInfecções por ArbovírusDengueMiocarditeInfecções por ArbovirusDengueMiocarditeAlterações histopatológicas e imuno-histoquímicas miocárdicas em 117 casos fatais de dengueinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis2017Instituto Oswaldo CruzFundação Oswaldo CruzRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Medicina Tropicalinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/d73f7449-6e99-4868-90ab-8def5016f5a7/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALemilia_sousa_ioc_dout_2017.pdfapplication/pdf4654518https://arca.fiocruz.br/bitstreams/6f902674-fd11-400e-bc5c-56556a11ca8f/download4d8e0a609e9c80a6ca65b0c56d4d5396MD52trueAnonymousREADTEXTemilia_sousa_ioc_dout_2017.pdf.txtemilia_sousa_ioc_dout_2017.pdf.txtExtracted texttext/plain102909https://arca.fiocruz.br/bitstreams/421f7e79-79c0-4db8-bbc2-83bc8b3c378a/download3f1347cf39afe5ecfbf85495466ad2c3MD55falseAnonymousREADTHUMBNAILemilia_sousa_ioc_dout_2017.pdf.jpgemilia_sousa_ioc_dout_2017.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2538https://arca.fiocruz.br/bitstreams/4a01dbe9-405d-4d43-b3c5-6bb2f63b29ed/downloade073002e7961afcee999635bcad9a817MD56falseAnonymousREADicict/426332025-07-30 02:31:39.97open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/42633https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-30T05:31:39Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Alterações histopatológicas e imuno-histoquímicas miocárdicas em 117 casos fatais de dengue |
| title |
Alterações histopatológicas e imuno-histoquímicas miocárdicas em 117 casos fatais de dengue |
| spellingShingle |
Alterações histopatológicas e imuno-histoquímicas miocárdicas em 117 casos fatais de dengue Sousa, Emília Tomé de Infecções por Arbovírus Dengue Miocardite Infecções por Arbovirus Dengue Miocardite |
| title_short |
Alterações histopatológicas e imuno-histoquímicas miocárdicas em 117 casos fatais de dengue |
| title_full |
Alterações histopatológicas e imuno-histoquímicas miocárdicas em 117 casos fatais de dengue |
| title_fullStr |
Alterações histopatológicas e imuno-histoquímicas miocárdicas em 117 casos fatais de dengue |
| title_full_unstemmed |
Alterações histopatológicas e imuno-histoquímicas miocárdicas em 117 casos fatais de dengue |
| title_sort |
Alterações histopatológicas e imuno-histoquímicas miocárdicas em 117 casos fatais de dengue |
| author |
Sousa, Emília Tomé de |
| author_facet |
Sousa, Emília Tomé de |
| author_role |
author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Sousa, Emília Tomé de |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Azeredo, Elzinandes Leal de Pompeu, Margarida Maria de Lima |
| contributor_str_mv |
Azeredo, Elzinandes Leal de Pompeu, Margarida Maria de Lima |
| dc.subject.other.none.fl_str_mv |
Infecções por Arbovírus Dengue Miocardite |
| topic |
Infecções por Arbovírus Dengue Miocardite Infecções por Arbovirus Dengue Miocardite |
| dc.subject.decs.none.fl_str_mv |
Infecções por Arbovirus Dengue Miocardite |
| description |
Introdução: Os vírus dengue (DENV1-4) são os arbovírus humanos de maior importância médica no mundo. No Ceará, Nordeste brasileiro, a dengue é endêmica desde 1986, quando foi isolado o sorotipo DENV-1. Foram registradas sete grandes epidemias em 1987, 1994, 2001, 2008, 2011, 2012 e 2015. Estudos demonstram que formas graves podem estar associadas à manifestações cardíacas. Clinicamente a miocardite, pode ser aguda, crônica ou em atividade persistente e fulminante. Podemos ainda classificar a miocardite pelos achados histopatológicos, como miocardite linfocítica, sendo esse o padrão mais comumente encontrado associado à etiologia viral. Os mecanismos relacionados com o acometimento cardíaco incluem efeitos diretos do DENV no miocárdio e efeitos indiretos da resposta inflamatória desencadeada pela infecção culminando na liberação de citocinas vasoativas pró-inflamatórias, responsáveis pelo extravasamento vascular e inflamação miocárdica. Igualmente à miocardite fulminante de outras etiologias, a miocardite durante a infecção pelo DENV está associada à alta mortalidade. Objetivos: Geral: Descrever as alterações morfológicas e imunoinflamatórias no miocárdio dos casos fatais de dengue no Ceará no período de 2011-2013 Específicos: Descrever características demográficas, clínicas e laboratoriais dos casos. Identificar e quantificar as alterações morfológicas; Determinar a frequência de miocardite; Definir a frequência de apoptose; Quantificar linfócitos T CD4 e CD8, macrófagos (CD68) e marcador endotelial CD31 presentes no miocárdio e correlacioná-los com os achados morfológicos; Verificar a expressão das proteínas NS1 e NS3. Metodologia: Estudo retrospectivo do tipo série de casos, avaliou 117 amostras de miocárdio de casos confirmados de dengue e autopsiados no SVO-Ce de janeiro/2011 a dezembro/2013, quanto a dados demográficos, clínicos, laboratoriais. A análise histopatológica na coloração do HE, avaliou alterações morfológicas incluindo edema, hemorragia, necrose, fibrose e infiltrado inflamatório. Utilizamos os critérios de Dallas e da WHO/ISFC para o diagnóstico da miocardite. Anticorpos monoclonais anti-CD4, anti-CD8, anti-CD68, anti-CD31, anti-NS1 e anti-NS3 foram usados na identificação das células mononucleares, das células CD31+ e para avaliação de proteínas virais por imuno-histoquimica respectivamente. Apoptose foi avaliada pela técnica TUNEL. Resultados: Foi encontrado alto percentual de miocardite nos pacientes (47/117,40,2%) sem distinção entre sexo e idade. Os sorotipos x identificados foram DENV1, DENV3 e DENV4. Análises histopatológicas revelaram áreas com edema, hemorragia e necrose do tecido cardíaco; No entanto, a hemorragia e a necrose foram significativamente maiores nos pacientes com miocardite. Maior frequência de células expressando a molécula CD31/PECAM-1 foram encontradas nos pacientes com miocardite. Por outro lado, encontramos maior frequência de células apoptóticas nos casos sem miocardite. As proteínas NS1 e NS3 foram detectadas em macrófagos e cardiomiócitos dos dois grupos analisados. Conclusão: A análise imuno-histoquímica revelou ser 15% mais eficiente na identificação da miocardite em comparação com a análise histopatológica. Não encontramos parâmetros bioquímicos, hematológicos ou demográficos que pudessem estar associados ao risco de desenvolvimento de miocardite. Não houve suspeita clínica em nenhum dos casos estudados. Embora, existam muitas lacunas no entendimento dos mecanismos envolvidos na patogênese da miocardite induzida pela infecção, este trabalho aponta a necessidade de serem propostos pelas entidades médicas e governamentais protocolos para a instauração de propedêutica cardíaca eficiente nos casos de dengue grave. |
| publishDate |
2017 |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2017 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2020-08-11T02:08:50Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2020-08-11T02:08:50Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.citation.fl_str_mv |
SOUSA, Emília Tomé de. Alterações histopatológicas e imuno-histoquímicas miocárdicas em 117 casos fatais de dengue. 2017. 110 f. Tese (Doutorado em Medicina Tropical) - Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2017. |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://arca.fiocruz.br/handle/icict/42633 |
| identifier_str_mv |
SOUSA, Emília Tomé de. Alterações histopatológicas e imuno-histoquímicas miocárdicas em 117 casos fatais de dengue. 2017. 110 f. Tese (Doutorado em Medicina Tropical) - Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2017. |
| url |
https://arca.fiocruz.br/handle/icict/42633 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) instacron:FIOCRUZ |
| instname_str |
Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| instacron_str |
FIOCRUZ |
| institution |
FIOCRUZ |
| reponame_str |
Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| collection |
Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://arca.fiocruz.br/bitstreams/d73f7449-6e99-4868-90ab-8def5016f5a7/download https://arca.fiocruz.br/bitstreams/6f902674-fd11-400e-bc5c-56556a11ca8f/download https://arca.fiocruz.br/bitstreams/421f7e79-79c0-4db8-bbc2-83bc8b3c378a/download https://arca.fiocruz.br/bitstreams/4a01dbe9-405d-4d43-b3c5-6bb2f63b29ed/download |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 4d8e0a609e9c80a6ca65b0c56d4d5396 3f1347cf39afe5ecfbf85495466ad2c3 e073002e7961afcee999635bcad9a817 |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| repository.mail.fl_str_mv |
repositorio.arca@fiocruz.br |
| _version_ |
1839716844857982976 |