Evolução das taxas de fecundidade para adolescentes no Brasil e macrorregiões, 2012-2021

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Gustmann, Kátia
Orientador(a): Gama, Silvana Granado Nogueira da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/69440
Resumo: A gravidez em adolescentes na faixa de 10 a 19 anos apresentam maior risco de desfechos negativos na gestação e associação com baixo padrão de condição de vida, especialmente as de 10-14 anos. Por ser baixa a taxa de fecundidade específica de 10 a 14 anos, há pouca oferta de estudos desse grupo em países com médio e alto índice de desenvolvimento econômico, dada a importância deste estudo no Brasil, país de média renda. Objetivo: Analisar a evolução das taxas de fecundidade em adolescentes (TEF) em comparação com as adultas, no Brasil e por regiões, no período de 2012 a 2021. Método: Estudo observacional, do tipo ecológico, por meio de análise descritiva e temporal, com verificação de tendência por covariáveis selecionadas, variação percentual média anual (AAPC) e variação percentual anual (APC) com dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos do Brasil (SINASC) utilizando o software Joinpoint. Resultados: Entre as macrorregiões o estudo apontou a maior taxa de fecundidade x 1000 entre as adolescentes na região Norte no período de estudo (variando de 38,79 x 1000 em 2020 e 49,12 x 1000 em 2014), enquanto o Sudeste (29,21 x 1000 em 2014 e 18,7 x 1000 em 2021) e o Sul (29,88 x 1000 em 2014 e 19,39 x1000 em 2021) apresentam as taxas mais baixas do país. As macrorregiões Sudeste, -4,4 (-5,0, -3,7); Sul, -4,4 (-5, -3,7), e Centro-Oeste, -3,5 (-3,9, -3), apresentam uma série com queda da fecundidade específica entre as adolescentes e aumento entre aquelas de idade materna avançada - IMA (35- 44 anos): Sudeste, 1,5 (0,8, 2,1); Sul 2,5 (2,2, 2,8), Centro-Oeste, 3 (2,2, 4,1) Esta tendência se repete no Brasil: 10-19 anos, -3,3 (-3,8,-2,8) e 34-45 anos 2,1 (1,2, 3,1). Nas regiões Norte, - 2,3 (-3,3, -1,5), e Nordeste, -2,5 (-3,0, -2,1), também há queda entre as mais jovens (10-19 anos), no entanto não é possível identificar inversão na curva de tendência entre as faixas etárias no Norte. Já o Nordeste apresentou tendência ascendente entre as IMAs, 3,0 (2,0, 4,0). Conclusão: De um modo geral, observou-se queda na taxa de fecundidade entre as adolescentes (10-19 anos) e aumento nas mulheres com IMA no Brasil e nas macrorregiões. No entanto, encontrouse diferenças consideráveis entre as macrorregiões em relação ao comportamento da taxa de fecundidade, sendo a TEF em adolescentes maior na região Norte e menores no Sul e Sudeste. A maior variação média anual positiva nas mulheres IMA foi observada na região Centro-Oeste 3,0 (2,2, 4,1), e a maior queda da variação da taxa de fecundidade entre as adolescentes ocorreu no Sudeste -4,4 (-5,0, -3,7) e no Sul -4,4 (-5, -3,7), reforçando a permanência das desigualdades na assistência à saúde das mulheres no país, especialmente no acesso ao planejamento reprodutivo.
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Objetivo: Analisar a evolução das taxas de fecundidade em adolescentes (TEF) em comparação com as adultas, no Brasil e por regiões, no período de 2012 a 2021. Método: Estudo observacional, do tipo ecológico, por meio de análise descritiva e temporal, com verificação de tendência por covariáveis selecionadas, variação percentual média anual (AAPC) e variação percentual anual (APC) com dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos do Brasil (SINASC) utilizando o software Joinpoint. Resultados: Entre as macrorregiões o estudo apontou a maior taxa de fecundidade x 1000 entre as adolescentes na região Norte no período de estudo (variando de 38,79 x 1000 em 2020 e 49,12 x 1000 em 2014), enquanto o Sudeste (29,21 x 1000 em 2014 e 18,7 x 1000 em 2021) e o Sul (29,88 x 1000 em 2014 e 19,39 x1000 em 2021) apresentam as taxas mais baixas do país. As macrorregiões Sudeste, -4,4 (-5,0, -3,7); Sul, -4,4 (-5, -3,7), e Centro-Oeste, -3,5 (-3,9, -3), apresentam uma série com queda da fecundidade específica entre as adolescentes e aumento entre aquelas de idade materna avançada - IMA (35- 44 anos): Sudeste, 1,5 (0,8, 2,1); Sul 2,5 (2,2, 2,8), Centro-Oeste, 3 (2,2, 4,1) Esta tendência se repete no Brasil: 10-19 anos, -3,3 (-3,8,-2,8) e 34-45 anos 2,1 (1,2, 3,1). Nas regiões Norte, - 2,3 (-3,3, -1,5), e Nordeste, -2,5 (-3,0, -2,1), também há queda entre as mais jovens (10-19 anos), no entanto não é possível identificar inversão na curva de tendência entre as faixas etárias no Norte. Já o Nordeste apresentou tendência ascendente entre as IMAs, 3,0 (2,0, 4,0). Conclusão: De um modo geral, observou-se queda na taxa de fecundidade entre as adolescentes (10-19 anos) e aumento nas mulheres com IMA no Brasil e nas macrorregiões. No entanto, encontrouse diferenças consideráveis entre as macrorregiões em relação ao comportamento da taxa de fecundidade, sendo a TEF em adolescentes maior na região Norte e menores no Sul e Sudeste. A maior variação média anual positiva nas mulheres IMA foi observada na região Centro-Oeste 3,0 (2,2, 4,1), e a maior queda da variação da taxa de fecundidade entre as adolescentes ocorreu no Sudeste -4,4 (-5,0, -3,7) e no Sul -4,4 (-5, -3,7), reforçando a permanência das desigualdades na assistência à saúde das mulheres no país, especialmente no acesso ao planejamento reprodutivo.Pregnancy in adolescents aged 10 to 19 years presents a higher risk of negative outcomes during pregnancy and is associated with a low standard of living, especially in the age group of 10 to 14 years. Since the specific fertility rate for 10 to 14 years is low, there are few studies on this group in countries with medium and high economic development indices, given the importance of this study in Brazil, a middle-income country. Objective: To analyze the evolution of adolescent fertility rates (AFR) compared to adult fertility rates, in Brazil and by region, from 2012 to 2021. Method: Observational, ecological study, through descriptive and temporal analysis, with verification of trends by selected covariates, average annual percentage variation (APR) and annual percentage variation (APR) with data from the Live Birth Information System (SINASC) using the Joinpoint software. Results: Among the macroregions, the study pointed out the highest fertility rate x 1000 among adolescents in the North region in the studied period (ranging from 38.79 x 1000 in 2020 and 49.12 x 1000 in 2014), while the Southeast (29.21 x 1000 in 2014 and 18.7 x 1000 in 2021) and the South (29.88 x 1000 in 2014 and 19.39 x 1000 in 2021) have the lowest rates in the country. The Southeast macro-regions, -4.4 (-5.0, -3.7); South, -4.4 (-5, -3.7), and Central-West, -3.5 (-3.9, -3), present a series with a decrease in specific fertility among adolescents and an increase among those of advanced maternal age - IMA (35-44 years): Southeast, 1.5 (0.8, 2.1); South 2.5 (2.2, 2.8), Central-West, 3 (2.2, 4.1) This trend is repeated in Brazil: 10-19 years, -3.3 (-3.8, -2.8) and 34- 45 years 2.1 (1.2, 3.1). In the North, -2.3 (-3.3, -1.5), and Northeast, -2.5 (-3.0, -2.1), there is also a decrease among the youngest (10-19 years), but it is not possible to identify an inversion in the trend curve between the age groups in the North. The Northeast showed an upward trend among IMAs, 3.0 (2.0, 4.0). Conclusion: In general, there was a decrease in the fertility rate among adolescents (10-19 years) and an increase in women with IMA in Brazil and in the macroregions. However, considerable differences were found between the macroregions in relation to the behavior of the fertility rate, with the TEF in adolescents being higher in the North region and lower in the South and Southeast. The largest positive average annual variation in women with IMA was observed in the Central-West region 3.0 (2.2, 4.1), and the largest decrease in the variation in the fertility rate among adolescents occurred in the Southeast -4.4 (-5.0, -3.7) and in the South -4.4 (-5, -3.7), reinforcing the persistence of inequalities in women's health care in the country, especially in access to reproductive planning.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porTaxa de FecundidadeSérie TemporalEpidemiologiaFertility RateTime FactorsEpidemiologyTaxa de FecundidadeSérie TemporalEpidemiologiaGravidez na AdolescênciaGrupos EtáriosNascido VivoEstudos EcológicosFertility RateTime FactorsEpidemiologyEvolução das taxas de fecundidade para adolescentes no Brasil e macrorregiões, 2012-2021Evolution of fertility rates for adolescents in Brazil and macroregions, 2012-2021info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2024-11-05Escola Nacional de Saúde Pública Sergio AroucaFundação Oswaldo CruzMestrado AcadêmicoRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/a356f04f-09e8-4ae4-a4e4-756ce03e9413/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALkatia_gustmann_ensp_mest_2024.pdfapplication/pdf1583731https://arca.fiocruz.br/bitstreams/630c50a5-56b5-4330-9b1d-5e0b65d56ba0/downloadb8c3f4770c2e272342426cb69d027f4fMD52trueAnonymousREADTEXTkatia_gustmann_ensp_mest_2024.pdf.txtkatia_gustmann_ensp_mest_2024.pdf.txtExtracted texttext/plain103133https://arca.fiocruz.br/bitstreams/3df4b129-b12b-4ce5-bf28-4381d9128b07/download4bce76e5c18e3d58b471b59bb7927932MD513falseAnonymousREADTHUMBNAILkatia_gustmann_ensp_mest_2024.pdf.jpgkatia_gustmann_ensp_mest_2024.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg12059https://arca.fiocruz.br/bitstreams/fd885a2c-d3b7-46f1-8b1a-83ad8e11850d/downloadbb29372ee560bcd2605b364ace97802dMD514falseAnonymousREADicict/694402025-12-11 08:39:18.454open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/69440https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:39:18Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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