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A formação profissional do Agente de Combate às Endemias no município de Maricá-RJ: dinâmicas e dilemas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Souza, Estevão Alves de
Orientador(a): Monken, Maurício
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Fiocruz/EPSJV
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/46796
Resumo: Esse trabalho tem como objetivo refletir sobre os processos formativos para o trabalho dos Agentes de Combate as Endemias (ACEs) realizados nos últimos anos sete anos no município de Maricá-RJ. Como ponto de partida, reuni uma documentação acerca das formações realizadas que permitisse responder as lacunas até então existentes sobre as bases formativas que considerei fundamental para o trabalho dos ACEs e discutir as relações que a formação destes trabalhadores realizadas neste município estabelece a partir das diretrizes preconizadas no Sistema Único de Saúde – SUS, tendo como apoio para esta reflexão a lei 11350/06 e as bases conceituais da Educação Popular em Saúde (EPS) e da Vigilância em Saúde (VS), área de atuação deste agente no sistema de saúde. A dissertação teve como objeto de estudo a formação dos ACE no Programa Municipal de Controle da Dengue - PMCD do município de Maricá/RJ no período mencionado acima. Analisando as políticas públicas para o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias, procurei demonstrar que as formações realizadas neste município, não dão um "lugar" no SUS a esses trabalhadores e não são suficientemente capazes para que ele possa desenvolver as práticas sugeridas pela área de atuação da VS. Os motivos para que isso não aconteça deveriam ser investigados. As condições em que são dadas as formações no município de Maricá-RJ apontam para a manutenção dos antigos processos formativos sob a chancela do Ministério da Saúde (MS) com seus manuais e cartilhas, modelos de formação estes já desgastados e totalmente desconectados com a realidade dos agentes e da população do território. Lancei luz sobre a importância de se compreender o papel dos agentes no enfrentamento às arboviroses que assolam a população nos dias atuais, pois o ACE é o primeiro elo entre o serviço público e a população, com processo de trabalho que compreende o conhecimento e as informações referentes ao seu território de atuação. Neste sentido, compreendi a necessidade de mudança nos conteúdos programáticos dos processos formativos. Para isso, tive como perspectiva e centralidade os princípios e diretrizes do SUS, objetivando uma formação para o trabalho baseada no conceito ampliado de saúde, na vigilância em saúde e na educação popular em saúde. Ao final do estudo considerei que os processos formativos ao longo dos anos no município de Maricá não modificaram o processo de trabalho dos agentes e vem afetando a sua qualidade e real finalidade, que diz respeito com a importância de entender e trabalhar no seu território de atuação desenvolvendo suas atribuições de acordo com as necessidades dos moradores e em parceria com eles, detectando os riscos e agravos e as possíveis soluções encontradas em conjunto com a população. Considerei de singular importância que o trabalho do ACE deve ter como ponto de partida as diretrizes do SUS onde está inserido, mas os gestores não entendem a sua importância no sistema de saúde e seu trabalho no território, mantendo-o ainda no modelo sanitarista campanhista e o seu processo de trabalho separado da atenção primária e das Unidades Básicas de Saúde (UBS) localizadas em seu território de atuação. Isto gera uma frustração em relação às necessidades para exercer plenamente o trabalho e nas expectativas quanto a sua capacidade de atuação no enfrentamento dos problemas de saúde no território, retirando qualquer possibilidade de identificação deste profissional de saúde como trabalhador do SUS.
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Como ponto de partida, reuni uma documentação acerca das formações realizadas que permitisse responder as lacunas até então existentes sobre as bases formativas que considerei fundamental para o trabalho dos ACEs e discutir as relações que a formação destes trabalhadores realizadas neste município estabelece a partir das diretrizes preconizadas no Sistema Único de Saúde – SUS, tendo como apoio para esta reflexão a lei 11350/06 e as bases conceituais da Educação Popular em Saúde (EPS) e da Vigilância em Saúde (VS), área de atuação deste agente no sistema de saúde. A dissertação teve como objeto de estudo a formação dos ACE no Programa Municipal de Controle da Dengue - PMCD do município de Maricá/RJ no período mencionado acima. Analisando as políticas públicas para o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias, procurei demonstrar que as formações realizadas neste município, não dão um "lugar" no SUS a esses trabalhadores e não são suficientemente capazes para que ele possa desenvolver as práticas sugeridas pela área de atuação da VS. Os motivos para que isso não aconteça deveriam ser investigados. As condições em que são dadas as formações no município de Maricá-RJ apontam para a manutenção dos antigos processos formativos sob a chancela do Ministério da Saúde (MS) com seus manuais e cartilhas, modelos de formação estes já desgastados e totalmente desconectados com a realidade dos agentes e da população do território. Lancei luz sobre a importância de se compreender o papel dos agentes no enfrentamento às arboviroses que assolam a população nos dias atuais, pois o ACE é o primeiro elo entre o serviço público e a população, com processo de trabalho que compreende o conhecimento e as informações referentes ao seu território de atuação. Neste sentido, compreendi a necessidade de mudança nos conteúdos programáticos dos processos formativos. Para isso, tive como perspectiva e centralidade os princípios e diretrizes do SUS, objetivando uma formação para o trabalho baseada no conceito ampliado de saúde, na vigilância em saúde e na educação popular em saúde. Ao final do estudo considerei que os processos formativos ao longo dos anos no município de Maricá não modificaram o processo de trabalho dos agentes e vem afetando a sua qualidade e real finalidade, que diz respeito com a importância de entender e trabalhar no seu território de atuação desenvolvendo suas atribuições de acordo com as necessidades dos moradores e em parceria com eles, detectando os riscos e agravos e as possíveis soluções encontradas em conjunto com a população. Considerei de singular importância que o trabalho do ACE deve ter como ponto de partida as diretrizes do SUS onde está inserido, mas os gestores não entendem a sua importância no sistema de saúde e seu trabalho no território, mantendo-o ainda no modelo sanitarista campanhista e o seu processo de trabalho separado da atenção primária e das Unidades Básicas de Saúde (UBS) localizadas em seu território de atuação. Isto gera uma frustração em relação às necessidades para exercer plenamente o trabalho e nas expectativas quanto a sua capacidade de atuação no enfrentamento dos problemas de saúde no território, retirando qualquer possibilidade de identificação deste profissional de saúde como trabalhador do SUS.This work aims to reflect on the training processes for the work of Agents to Combat Endemics (ACEs) carried out in the last seven years in the municipality of Maricá-RJ. As a starting point, I gathered a document about the training carried out that would allow to answer the gaps currently existing on the training bases that I considered fundamental for the work of the ACEs, as well to discuss the relationships that the training of these workers carried out in this county establishes from the recommended guidelines in the Unified Health System - SUS, having as support for this reflection the law 11350/06 and the conceptual bases of Popular Education in Health (EPS) and Health Surveillance (VS), area of ação of this agent in the health system. The dissertation had the goal of studying the formation of ACE in the City Program of Control of Dengue - PMCD of the county of Maricá/RJ in the period mentioned above. Analyzing public policies for the work of Agents to Combat Endemics, I seeked to demonstrate that the training carried out in this city, does not give these workers a "place" in SUS and is not sufficiently capable for them to develop the practices suggested by the VS's performance. The reasons for not doing so should be investigated. The conditions in which training takes place in the county of Maricá-RJ reflect on the maintenance of the old training processes under the seal of the Ministry of Health (MS) with its manuals and booklets, training models that are already worn out and completely disconnected from the reality agents and the population of the territory. I cast light on the importance of understanding the role of agents in tackling arboviruses that plague the population today, as the ACE is the first link between the public service and the population, with a work process that comprises knowledge and skills. information regarding its territory of operation. In this scenario, I understood the need for change in the programmatic content of the training processes. For this, I had as perspective and centrality the principles and guidelines of SUS, aiming at train for work based on the expanded concept of health, health surveillance and popular health education. At the end of the study, I considered that the training processes over the years in the county of Maricá have not changed the work process of the agents and have been affecting their quality and real purpose, which concerns the importance of understanding and working in its territory or performance, developing its assignments according to the needs of residents and in partnership with them, detecting risks and injuries and possible solutions found with the population. I considered it of the utmost importance that the work of the ACE should have as a starting point the guidelines of the SUS where it is inserted, but the managers do not understand its importance in the health system and its work in the territory, maintaining it still in the sanitary and campanista model its work process separate from primary care and Basic Health Units (UBS) located in its territory of operation. This initiates frustration in relation to the needs to fully carry out the work and expectations regarding his ability to act in dealing with health problems in the territory, removing any possibility of identifying said health professional as a SUS worker.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio. Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional em Saúde. Rio de Janeiro, RJ, BrasilporFiocruz/EPSJVFormaçãoAgentes de Combate às EndemiasSUSProcesso de TrabalhoEducação Popular em SaúdeVigilância em SaúdeTrainingAgents to Combat EndemicsSUSWork processPopular Health EducationHealth SurveillanceEducação Profissional em Saúde PúblicaCapacitação de Recursos Humanos em SaúdeEducação ContinuadaAgente de Combate às Endemias03 Saúde e Bem-Estar04 Educação de qualidade08 Trabalho decente e crescimento econômicoA formação profissional do Agente de Combate às Endemias no município de Maricá-RJ: dinâmicas e dilemasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2020-12-17Coordenação de Pós-Graduação em Educação Profissional em SaúdFundação Oswaldo Cruz. Escola Politécnica de Saúde Joaquim VenâncioMestrado ProfissionalRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Educação Profissional em Saúdeinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-83098https://arca.fiocruz.br/bitstreams/d6f7859c-f5f9-436d-bbd2-c76d0ff567b3/download065092cd0892b30fddd6012b78652397MD51falseAnonymousREADORIGINALEstevão_Souza_EPSJV_Mestrado 2020.pdfEstevão_Souza_EPSJV_Mestrado 2020.pdfapplication/pdf2167626https://arca.fiocruz.br/bitstreams/ae9a24f8-1088-4ae3-9b9f-99943614236b/download1f530f136fa33e92359eb76639ede098MD52trueAnonymousREADTEXTEstevão_Souza_EPSJV_Mestrado 2020.pdf.txtEstevão_Souza_EPSJV_Mestrado 2020.pdf.txtExtracted texttext/plain103766https://arca.fiocruz.br/bitstreams/98d5aa95-4d49-482e-a603-bbc4c91cc0f6/download6ad5a35fecbac81357101675d10c956cMD59falseAnonymousREADTHUMBNAILEstevão_Souza_EPSJV_Mestrado 2020.pdf.jpgEstevão_Souza_EPSJV_Mestrado 2020.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg13767https://arca.fiocruz.br/bitstreams/de4d3bcc-75ed-4c08-9203-31d933d1238f/downloadce8b87bcd6a116aabccb20f89dfd9389MD510falseAnonymousREADicict/467962025-12-11 08:22:31.589open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/46796https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:22:31Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - 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