Tuberculose no Brasil: uma análise dos dados de notificação, segundo macroregião e raça / cor, para o período 2008-2011
| Ano de defesa: | 2014 |
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Resumo: | Introdução: A tuberculose (TB) é um dos principais problemas de saúde no Brasil, atingindo principalmente os povos indígenas. Portanto, o objetivo deste estudo foi descrever a situação epidemiológica da TB segundo raça/cor no Brasil, no período de 2008-2011. Métodos: Estudo descritivo e retrospectivo, que teve como fonte de dados os casos novos de TB notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Foram calculadas as Taxas de Incidência (TI) de TB por 100.000 habitantes para o Brasil e suas macrorregiões, e analisadas as variáveis sociodemográficas (sexo, faixa etária, escolaridade e zona de residência) e clínicas (forma clínica, exames complementares empregados para o diagnóstico e coinfecção tuberculose/HIV), além de indicadores de desempenho do programa (tratamento supervisionado, baciloscopias de controle no segundo, quarto e sexto meses de tratamento, exames de contato e situação de encerramento), segundo as categorias de raça/cor (branca, preta, amarela, parda e indígena). Os dados foram estruturados no Microsoft Excel ® 2010 e analisados no SPSS (versão 20.0). Resultados: No período de estudo foram notificados 278.674 casos novos no Brasil, correspondendo a uma incidência média de 36,7/100.000 habitantes. As TI segundo raça/cor revelam que no Brasil os indígenas apresentaram as maiores incidências, registrando-se aumento de 95,4/100.000 em 2008 para 104/100.000 em 2011, um incremento de aproximadamente 10%. Houve predomínio de casos em doentes do sexo masculino e em indivíduos de 20 a 44 anos em todas as categorias de raça/cor. Quanto à escolaridade, observou-se que os indígenas apresentaram o maior porcentual de analfabetismo (16,0%). No que diz respeito à procedência das notificações, 66,3% eram da zona urbana. A forma clínica pulmonar foi a mais frequente: 82,3% em todas as categorias. O teste de antiHIV não foi oferecido a 33,4% dos casos. Quanto à situação de encerramento, houve predomínio de cura em todas as categorias de raça/cor, porém, os porcentuais mais elevados foram registrados entre os indígenas (76,8%). Os maiores porcentuais de óbitos por TB foram entre os pretos (3,4%). Quanto às baciloscopias de controle, os brancos apresentaram os maiores porcentuais de positividade nos 2º e 4º meses (5,3% e 1,1%, respectivamente), já os amarelos no 6º mês (0,7%). O maior porcentual de tratamento supervisionado foi entre os indígenas (68,6%). Conclusões: Nossos achados ajudaram a compreender as disparidades no adoecimento por TB, de acordo com a classificação étnica vigente no Brasil. Diante disso, acreditamos que para a elaboração de estratégias efetivas as autoridades brasileiras devam desenvolver estratégias de controle da TB específicas, considerando as diferenças de cada grupo específico, com foco nos doentes de raça/cor indígenas e pretos, abordando os determinantes sociais de saúde nestes grupos. |
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Viana, Paulo Victor de SousaGonçalves, Maria Jacirema FerreiraBasta, Paulo Cesar2019-10-08T15:21:48Z2019-10-08T15:21:48Z2014VIANA, Paulo Victor de Sousa. Tuberculose no Brasil: uma análise dos dados de notificação, segundo macroregião e raça / cor, para o período 2008-2011. 2014. 110 f. Dissertação (Mestrado em Epidemiologia em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2014.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/36272Introdução: A tuberculose (TB) é um dos principais problemas de saúde no Brasil, atingindo principalmente os povos indígenas. Portanto, o objetivo deste estudo foi descrever a situação epidemiológica da TB segundo raça/cor no Brasil, no período de 2008-2011. Métodos: Estudo descritivo e retrospectivo, que teve como fonte de dados os casos novos de TB notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Foram calculadas as Taxas de Incidência (TI) de TB por 100.000 habitantes para o Brasil e suas macrorregiões, e analisadas as variáveis sociodemográficas (sexo, faixa etária, escolaridade e zona de residência) e clínicas (forma clínica, exames complementares empregados para o diagnóstico e coinfecção tuberculose/HIV), além de indicadores de desempenho do programa (tratamento supervisionado, baciloscopias de controle no segundo, quarto e sexto meses de tratamento, exames de contato e situação de encerramento), segundo as categorias de raça/cor (branca, preta, amarela, parda e indígena). Os dados foram estruturados no Microsoft Excel ® 2010 e analisados no SPSS (versão 20.0). Resultados: No período de estudo foram notificados 278.674 casos novos no Brasil, correspondendo a uma incidência média de 36,7/100.000 habitantes. As TI segundo raça/cor revelam que no Brasil os indígenas apresentaram as maiores incidências, registrando-se aumento de 95,4/100.000 em 2008 para 104/100.000 em 2011, um incremento de aproximadamente 10%. Houve predomínio de casos em doentes do sexo masculino e em indivíduos de 20 a 44 anos em todas as categorias de raça/cor. Quanto à escolaridade, observou-se que os indígenas apresentaram o maior porcentual de analfabetismo (16,0%). No que diz respeito à procedência das notificações, 66,3% eram da zona urbana. A forma clínica pulmonar foi a mais frequente: 82,3% em todas as categorias. O teste de antiHIV não foi oferecido a 33,4% dos casos. Quanto à situação de encerramento, houve predomínio de cura em todas as categorias de raça/cor, porém, os porcentuais mais elevados foram registrados entre os indígenas (76,8%). Os maiores porcentuais de óbitos por TB foram entre os pretos (3,4%). Quanto às baciloscopias de controle, os brancos apresentaram os maiores porcentuais de positividade nos 2º e 4º meses (5,3% e 1,1%, respectivamente), já os amarelos no 6º mês (0,7%). O maior porcentual de tratamento supervisionado foi entre os indígenas (68,6%). Conclusões: Nossos achados ajudaram a compreender as disparidades no adoecimento por TB, de acordo com a classificação étnica vigente no Brasil. Diante disso, acreditamos que para a elaboração de estratégias efetivas as autoridades brasileiras devam desenvolver estratégias de controle da TB específicas, considerando as diferenças de cada grupo específico, com foco nos doentes de raça/cor indígenas e pretos, abordando os determinantes sociais de saúde nestes grupos.Introduction: Tuberculosis (TB) remains one of the major health problems in Brazil, affecting mainly indigenous peoples. Therefore, the aim of this study was to describe the epidemiological situation of TB by race / color in Brazil, in the period 2008-2011. Methods: A descriptive, retrospective study , which had as its data source new cases of TB reported in the Information System for Notifiable Diseases (Sinan). Incidence Rate (IR) of TB were calculated per 100,000 population for Brazil and its macro-regions and analyzed sociodemographic variables (gender, age, education and zone of residence ) and clinical (clinical form, additional tests used for diagnosis tuberculosis and coinfection/HIV), and performance indicators of the program (supervised treatment, sputum smear control in the second, fourth and sixth month of treatment, exams of contact and outcome treatment), according to the categories of race/color (white, black, yellow, brown and indigenous). The data were structured in Microsoft ® Excel 2010 and analyzed by SPSS (version 20.0). Results: During the study period 278 674 new cases were reported in Brazil, corresponding to an average incidence of 36.7/100.000. The IR by race/color reveal that in Brazil, the indigenous showed the highest percentages, recording an increase of 95.4/100,000 in 2008 to 104/100.000 in 2011, an increase of approximately 10%. There was a predominance of cases in male patients and in individuals 20-44 years of all categories of race/color. As for education, we observed that the natives had the highest percentage of illiteracy (16.0%). As the validity of notifications, 66.3 % were from urban zone. Pulmonary TB was the most frequent 82.3 % in all categories. The anti-HIV was not offered to 33.4 % of cases. Regarding the outcome treatment predominated healing in all categories of race/color, however, the highest percentages were recorded among indigenous (76.8 %). The largest percentage of TB deaths was among blacks (3.4%). As the bacilloscopies control, whites had higher percentages of positivity on the 2nd and 4th month (5.3% and 1.1 %, respectively), as yellow at 6 months (0.7%). The highest percentage of supervised treatment was among indigenous (68.6 %). Conclusions: Our findings helped to understand the disparities in rates of active TB, according to the prevailing racial classification in Brazil. Therefore, we believe that for the development of effective strategies, the Brazilian authorities should develop specific strategies to control TB, considering the differences of each specific group, focusing on patient race/color black and indigenous addressing the social determinants of health these groups.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porTuberculoseEpidemiologiaSistemas de InformaçãoDistribuição por Raça ou EtniaTuberculosisEpidemiologyInformation SystemDistribution Race or EthnicTuberculoseDistribuição por EtniaNotificação de DoençasTuberculose no Brasil: uma análise dos dados de notificação, segundo macroregião e raça / cor, para o período 2008-2011Tuberculosis in Brazil: An analysis of data reporting, according to macro-region and race / color, for the period 2008-2011info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2014Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Fundação Oswaldo CruzFundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde PúblicaRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/df65b4ff-b8b2-44ce-a2af-057ed1797bef/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALve_Paulo_Victor_ENSP_2014application/pdf1504869https://arca.fiocruz.br/bitstreams/429ab04a-a10a-4b83-bd72-0cc30e47efd5/download10313d607e0f99d4f8ed3d521734c6edMD52trueAnonymousREADTEXTve_Paulo_Victor_ENSP_2014.txtve_Paulo_Victor_ENSP_2014.txtExtracted texttext/plain102278https://arca.fiocruz.br/bitstreams/16e358be-d5ea-49b8-97bd-23e91cad6f5b/download549089cc1e008f56941f0267272efffeMD511falseAnonymousREADTHUMBNAILve_Paulo_Victor_ENSP_2014.jpgve_Paulo_Victor_ENSP_2014.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg15278https://arca.fiocruz.br/bitstreams/dccd5856-aa9e-40d0-a431-e271ea338fbb/downloadfd04c7fc9dd10e16970f430180e769cdMD512falseAnonymousREADicict/362722025-12-11 08:30:30.073open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/36272https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:30:30Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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