Eficácia do tratamento de atazanavir e ivermectina no tempo de resolução dos sintomas de COVID-19: um estudo clinico randomizado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Oliveira, Francisco Braz Milanez
Orientador(a): Mallet, Jacenir Reis dos Santos, Oliveira, Beatriz Fátima Alves de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/67078
Resumo: Introdução: A pandemia de COVID-19 tem sido um desafio sem precedentes para a saúde pública global. Para tal, estudos com reaproveitamento de medicações tem sido realizados para determinar a dose ideal de medicamentos e a combinação destes para tratar a doença em escala global. Entre eles, o Atazanavir (antiviral) e Ivermectina (antiparasitário) foram alvo de estudos terapêuticos em pacientes ambulatoriais na fase aguda da infecção para avaliar seu efeito sobre os sinais e sintomas e a evolução da gravidade da doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 (COVID-19). Objetivos: avaliar a eficácia de terapias farmacológicas com Sulfato de Atazanavir e Ivermectina no tempo de resolução dos sintomas de COVID-19 em pacientes sintomáticos ambulatoriais. Metodologia: Este estudo consiste em estudo clínico randomizado controlado aberto avaliando o efeito de tratamento de pacientes com diagnóstico confirmado de infecção pelo COVID-19, acompanhados em duas Unidades Básicas de Saúde para atendimento de COVID-19 em Teresina-Piauí, Brasil, no período de novembro a abril de 2021 com alocação aleatória nos três braços do estudo tratados com Sulfato de Atazanavir, Ivermectina e Controle. Foram realizados exames Reverse transcription polymerase chain reaction (RT-PCR) para confirmação laboratorial da suspeita de infecção pelo novo coronavírus e avaliação sociodemográfica e clínica. Resultados: os braços do estudo foram compostos por 87 pacientes sintomáticos ambulatoriais, distribuídos entre grupo controle (n=35), grupo Atazanavir (n=33) e grupo Ivermectina (n=19), com prevalência do sexo masculino, adultos jovens, de baixa renda e sobrepeso Os sintomas mais frequentes relatados durante a infecção por COVID-19 foram: Tosse (n=67), Perda de apetite (n=59), Febre (n=57), Coriza (n=45), Diarreia (n=42), Cefaleia (n=39), Tontura (n=35), Nauseas (n=33), Pele fria (n=32), Palpitação (n=26) e Alteração do Humor (n=24). Os pacientes tratados com Atazanavir apresentaram prevalência de sintomas como Perda de Apetite (69,7%) Febre (54,6%), Falta de ar (39,4%), Alteração do humor (39,4%) e Tontura (39,4%). Os pacientes tratados com Ivermectina relataram prevalência de sintomas como Perda de apetite (84,2%), Tosse (68,4%), Coriza (68,4%), Febre (57,9%), Diarreia (52,6%), cefaleia (47,4%) e Pele fria (47,4%). Não houve diferença na evolução da gravidade dos sintomas de pacientes com COVID-19 tratados com Atazanavir e Ivermectina vs Controle. O braço do estudo tratado com Ivermectina vs Controle aumentou o risco de complicações gastrointestinais. Evidenciou-se padrões de normalidade entre os parâmetros inflamatórios nos três grupos e alteração leucocitária e neutrofilia nos pacientes que receberam as intervenções. Não houve associação quanto ao sexo (p=0,882), faixa etária (p=0,943), estado civil (p=0,172), renda (p=0,293), estado nutricional (p=0,126) e presença de comorbidades (p=0,123). Não houve diferença entre o tempo médio para resolução dos sintomas, que foi de 21 dias (IQR, 8-30) no grupo atazanavir, 30 dias (IQR, 5-90) no grupo ivermectina em comparação com 14 dias (IQR, 9-21) no grupo controle. No dia 180, houve resolução dos sintomas em 100% no grupo placebo, 93,9% no grupo atazanavir e 95% no grupo ivermectina. A duração mediana da doença foi de 08 dias em todos os braços do estudo A proporção de pacientes no braço de tratamento e controle, cujo resultado da reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa (RT-PCR) foi indetectável para COVID-19, teve mediana de 08 dias em todos os grupos (IQR 5–9 no grupo controle, IQR 4-9 no grupo Ivermectina e IQR 4-21 no grupo Atazanavir). Conclusão: o tratamento com atazanavir (6 dias) e ivermectina (3 dias) não diferiu em relação ao grupo controle quanto à evolução da gravidade dos sintomas, no tempo de resolução destes e no tempo de duração da doença entre os pacientes ambulatoriais com COVID-19 leve. Os resultados não suportam o uso de ivermectina e atazanavir para redução da gravidade da doença e resolução do tempo de sintomas de COVID-19
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Entre eles, o Atazanavir (antiviral) e Ivermectina (antiparasitário) foram alvo de estudos terapêuticos em pacientes ambulatoriais na fase aguda da infecção para avaliar seu efeito sobre os sinais e sintomas e a evolução da gravidade da doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 (COVID-19). Objetivos: avaliar a eficácia de terapias farmacológicas com Sulfato de Atazanavir e Ivermectina no tempo de resolução dos sintomas de COVID-19 em pacientes sintomáticos ambulatoriais. Metodologia: Este estudo consiste em estudo clínico randomizado controlado aberto avaliando o efeito de tratamento de pacientes com diagnóstico confirmado de infecção pelo COVID-19, acompanhados em duas Unidades Básicas de Saúde para atendimento de COVID-19 em Teresina-Piauí, Brasil, no período de novembro a abril de 2021 com alocação aleatória nos três braços do estudo tratados com Sulfato de Atazanavir, Ivermectina e Controle. 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Os pacientes tratados com Ivermectina relataram prevalência de sintomas como Perda de apetite (84,2%), Tosse (68,4%), Coriza (68,4%), Febre (57,9%), Diarreia (52,6%), cefaleia (47,4%) e Pele fria (47,4%). Não houve diferença na evolução da gravidade dos sintomas de pacientes com COVID-19 tratados com Atazanavir e Ivermectina vs Controle. O braço do estudo tratado com Ivermectina vs Controle aumentou o risco de complicações gastrointestinais. Evidenciou-se padrões de normalidade entre os parâmetros inflamatórios nos três grupos e alteração leucocitária e neutrofilia nos pacientes que receberam as intervenções. Não houve associação quanto ao sexo (p=0,882), faixa etária (p=0,943), estado civil (p=0,172), renda (p=0,293), estado nutricional (p=0,126) e presença de comorbidades (p=0,123). Não houve diferença entre o tempo médio para resolução dos sintomas, que foi de 21 dias (IQR, 8-30) no grupo atazanavir, 30 dias (IQR, 5-90) no grupo ivermectina em comparação com 14 dias (IQR, 9-21) no grupo controle. No dia 180, houve resolução dos sintomas em 100% no grupo placebo, 93,9% no grupo atazanavir e 95% no grupo ivermectina. A duração mediana da doença foi de 08 dias em todos os braços do estudo A proporção de pacientes no braço de tratamento e controle, cujo resultado da reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa (RT-PCR) foi indetectável para COVID-19, teve mediana de 08 dias em todos os grupos (IQR 5–9 no grupo controle, IQR 4-9 no grupo Ivermectina e IQR 4-21 no grupo Atazanavir). Conclusão: o tratamento com atazanavir (6 dias) e ivermectina (3 dias) não diferiu em relação ao grupo controle quanto à evolução da gravidade dos sintomas, no tempo de resolução destes e no tempo de duração da doença entre os pacientes ambulatoriais com COVID-19 leve. Os resultados não suportam o uso de ivermectina e atazanavir para redução da gravidade da doença e resolução do tempo de sintomas de COVID-19Introduction: The COVID-19 pandemic has been an unprecedented challenge for global public health. To this end, studies with the reuse of medications have been carried out to determine the ideal dose of medications and their combination to treat the disease on a global scale. Among them, Atazanavir (antiviral) and Ivermectin (antiparasitic) were the subject of therapeutic studies in outpatients in the acute phase of the infection to assess their effect on the signs and symptoms and the evolution of the severity of the disease caused by the SARS-CoV-2 coronavirus. (COVID-19). Objectives: To evaluate the effectiveness of pharmacological therapies with Atazanavir Sulfate and Ivermectin in the time to resolution of COVID-19 symptoms in symptomatic outpatients. Methodology: This study consists of an open, controlled, randomized clinical trial evaluating the treatment effect of patients with a confirmed diagnosis of COVID-19 infection, followed in two Basic Health Units for COVID-19 care in Teresina-Piauí, Brazil, in the period from November to April 2021 with random allocation in the three arms of the study treated with Atazanavir Sulfate, Ivermectin and Control. Reverse transcription polymerase chain reaction (RT-PCR) tests were performed for laboratory confirmation of suspected infection with the new coronavirus and sociodemographic and clinical evaluation. Results: the study arms consisted of 87 symptomatic outpatients, distributed between the control group (n=35), the Atazanavir group (n=33) and the Ivermectin group (n=19), with a prevalence of males, young adults, of low income and overweight. The most frequent symptoms reported during COVID-19 infection were: Cough (n=67), Loss of appetite (n=59), Fever (n=57), Coryza (n=45), Diarrhea (n=42), Headache (n=39), Dizziness (n=35), Nausea (n=33), Cold skin (n=32), Palpitations (n=26) and Mood Change (n=24) Patients treated with Atazanavir showed a prevalence of symptoms such as Loss of Appetite (69.7%) Fever (54.6%), Shortness of breath (39.4%), Mood change (39.4%) and Dizziness (39 .4%). Patients treated with Ivermectin reported a prevalence of symptoms such as loss of appetite (84.2%), cough (68.4%), runny nose (68.4%), fever (57.9%), diarrhea (52.6%), headache (47.4%) and Cold skin (47.4%). There was no difference in the evolution of symptom severity of patients with COVID-19 treated with Atazanavir and Ivermectin vs Control. The study arm treated with Ivermectin vs Control increased the risk of gastrointestinal complications. There was evidence of normality patterns between the inflammatory parameters in the three cohorts and leukocyte alteration and neutrophilia in the cohorts that received the interventions. There was no association with gender (p=0.882), age group (p=0.943), marital status (p=0.172), income (p=0.293), nutritional status (p=0.126) and presence of comorbidities (p=0.123). There was no difference between the median time to resolution of symptoms, which was 21 days (IQR, 8-30) in the atazanavir group, 30 days (IQR, 5-90) in the ivermectin group compared with 14 days (IQR, 9- 21) in the control group. At day 180, there was resolution of symptoms in 100% in the placebo group, 93.9% in the atazanavir group, and 95% in the ivermectin group. The median duration of illness was 8 days in all study arms. The proportion of patients in the treatment and control arm whose reverse transcription polymerase chain reaction (RT-PCR) result was undetectable for COVID-19 had a median of 8 days in all groups (IQR 5–9 in the group control, IQR 4-9 in the Ivermectin group and IQR 4-21 in the Atazanavir group) Conclusion: treatment with atazanavir (6 days) and ivermectin (3 days) did not differ from the control group in terms of the evolution of symptom severity, time to resolution and duration of illness among outpatients with COVID-19. 19 light. The results do not support the use of ivermectin and atazanavir for reducing disease severity and time resolution of COVID-19 symptomsFundação Oswaldo Cruz. Instituto Oswaldo Cruz. Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porResolução dos SintomasEficáciaSulfato de AtazanavirIvermectinaCOVID-19Signs and symptomsAtazanavir sulfateIvermectinCOVID-19Tratamento Farmacológico da COVID-19Sinais e SintomasResultado do TratamentoSulfato de AtazanavirIvermectinaEficácia do tratamento de atazanavir e ivermectina no tempo de resolução dos sintomas de COVID-19: um estudo clinico randomizadoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis2023Instituto Oswaldo CruzFundação Oswaldo CruzTeresina/PIPrograma de Pós-Graduação em Medicina Tropicalinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/b07faa38-73c3-4487-9a46-c2b3ae88ab3f/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALfrancisco_oliveira_ioc_dout_2023.pdfapplication/pdf9003933https://arca.fiocruz.br/bitstreams/7116c232-eb01-438f-a2f1-d1269d23b723/downloada60021dd9fb4f0c5c07e55c3f8e9ef65MD52trueAnonymousREADTEXTfrancisco_oliveira_ioc_dout_2023.pdf.txtfrancisco_oliveira_ioc_dout_2023.pdf.txtExtracted texttext/plain102993https://arca.fiocruz.br/bitstreams/67bb17ab-4557-4c57-90d1-7416fbffb539/download9a926a82911732ae29cda117128d9b74MD55falseAnonymousREADTHUMBNAILfrancisco_oliveira_ioc_dout_2023.pdf.jpgfrancisco_oliveira_ioc_dout_2023.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2940https://arca.fiocruz.br/bitstreams/edce4189-261a-4cbc-9360-93a75d24fcf4/download38ac8e80c45306d5285a9b2793377b9cMD56falseAnonymousREADicict/670782025-07-30 00:40:00.701open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/67078https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-30T03:40Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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