Desenvolvimento e validação do ensaio de PCR digital em gotículas (Droplet Digital Polymerase Chain Reaction) para o diagnóstico da esquistossomose intestinal
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Link de acesso: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/74572 |
Resumo: | No Brasil, a esquistossomose intestinal é causada por Schistosoma mansoni e o diagnóstico laboratorial para busca ativa de casos da doença é feito pela técnica de Kato-Katz (KK). No entanto, essa técnica apresenta limitações de sensibilidade, quando aplicada em indivíduos com baixa carga parasitária, fato que compromete a estimativa da real prevalência da doença, contribuindo para a manutenção da transmissão. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi desenvolver e validar o ensaio de PCR digital em gotas (ddPCR) para o diagnóstico da esquistossomose intestinal. Para tanto, foi extraído o DNA total de vermes adultos e de 177 amostras de fezes de indivíduos residentes no município de Conde (BA, Brasil), área de alta endemicidade para a doença, utilizando-se os conjuntos de reagentes DNeasy Blood & Tissue Kit e QIAamp® Power Fecal Pro DNA® Kit, ambos da Qiagen Gmbh. O ensaio ddPCR foi padronizado utilizando iniciadores e sonda descritos por Siqueira et al., 2021, que amplifica uma sequência de 90 pb da região Sm1-7 do genoma de S. mansoni (GenBank: M61098). As melhores condições laboratoriais foram definidas com base em ensaios pilotos utilizando diferentes temperaturas de complementaridade (55 a 62°C), concentrações de iniciadores (700, 800 e 900 nM), sonda (150, 200 e 250 nM), quantidade total de DNA (10, 20, 40 e 60 ng), reagentes e equipamentos Bio-Rad Laboratories. A repetibilidade (cinco amostras repetidas seis vezes em um ensaio) e a reprodutibilidade (seis amostras repetidas em quatro ensaios) foram avaliadas. A sensibilidade e especificidade analíticas foram analisadas usando DNA do parasito e utilizando amostras negativas para S. mansoni e positivas para outros parasitos, respectivamente. A sensibilidade, especificidade, razão de verossimilhança, acurácia e a concordância dos resultados foram calculados tendo o “teste referência”, composto pelos resultados do KK e Helmintex (HTX), como critério de definição de casos e não casos da doença. Os resultados do ddPCR foram comparados aos do KK e HTX e aos da Amplificação Isotérmica Mediada por Alças (LAMP) e do PCR em tempo real (qPCR). As condições ótimas foram definidas como: temperatura de complementaridade de 56,5° C, concentração de iniciadores de 700 nM, sonda de 150 nM e quantidade total de DNA de 40 ng. O ensaio apresentou sensibilidade analítica de 0,1 pg de DNA, repetibilidade com coeficientes de variação (CV) entre 6,8% e 11,1% e reprodutibilidade com CV entre 5,4% e 20,34%. Baseado no ponto de 12,73 cópias/μL, definido pela análise da curva ROC, a taxa de positividade do ddPCR foi de 51,98%, semelhante à encontrada pelo “teste referência” (51,41%; p= 0,84), superior à do qPCR (21,47%; p<0,05) e menor que a apresentada pelo LAMP (55,37%; p=0,45). O ensaio apresentou sensibilidade de 86,81% (IC: 81,16%-92,47%), especificidade de 86,11% (IC: 78,94%-90,83%), RV+ 5,74 (IC: 2,46–13,39), RV- 0,16 (IC: 0,07–0,36) e acurácia de 85,88% (IC: 80,08%-91,67%). O ddPCR apresentou maior concordância com o teste referência (Kappa: 0,72; IC: 0,66-0,77) do que com o LAMP (Kappa: 0,27; IC: 0,20-0,35) e qPCR (Kappa: 0,40; IC: 0,34-0,47). A análise econômica apresentou um valor de U$9.42 por amostra ensaiada no ddPCR. É importante destacar que este foi o primeiro estudo feito para aplicação do ddPCR para o diagnóstico da esquistossomose intestinal, causada por S. mansoni. Os resultados obtidos foram promissores e novos estudos devem ser realizados para avaliar o desempenho do ddPCR no diagnóstico da esquistossomose intestinal em indivíduos residentes em áreas de baixa e moderada endemicidade. |
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Almeida, Matheus Alves deFonseca, Cristina ToscanoOliveira, Edward José deNegrão-Corrêa, Deborah AparecidaSousa, Taís Nobrega deOliveira, Edward José de2026-01-12T19:13:35Z2025-09https://arca.fiocruz.br/handle/icict/74572No Brasil, a esquistossomose intestinal é causada por Schistosoma mansoni e o diagnóstico laboratorial para busca ativa de casos da doença é feito pela técnica de Kato-Katz (KK). No entanto, essa técnica apresenta limitações de sensibilidade, quando aplicada em indivíduos com baixa carga parasitária, fato que compromete a estimativa da real prevalência da doença, contribuindo para a manutenção da transmissão. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi desenvolver e validar o ensaio de PCR digital em gotas (ddPCR) para o diagnóstico da esquistossomose intestinal. Para tanto, foi extraído o DNA total de vermes adultos e de 177 amostras de fezes de indivíduos residentes no município de Conde (BA, Brasil), área de alta endemicidade para a doença, utilizando-se os conjuntos de reagentes DNeasy Blood & Tissue Kit e QIAamp® Power Fecal Pro DNA® Kit, ambos da Qiagen Gmbh. O ensaio ddPCR foi padronizado utilizando iniciadores e sonda descritos por Siqueira et al., 2021, que amplifica uma sequência de 90 pb da região Sm1-7 do genoma de S. mansoni (GenBank: M61098). As melhores condições laboratoriais foram definidas com base em ensaios pilotos utilizando diferentes temperaturas de complementaridade (55 a 62°C), concentrações de iniciadores (700, 800 e 900 nM), sonda (150, 200 e 250 nM), quantidade total de DNA (10, 20, 40 e 60 ng), reagentes e equipamentos Bio-Rad Laboratories. A repetibilidade (cinco amostras repetidas seis vezes em um ensaio) e a reprodutibilidade (seis amostras repetidas em quatro ensaios) foram avaliadas. A sensibilidade e especificidade analíticas foram analisadas usando DNA do parasito e utilizando amostras negativas para S. mansoni e positivas para outros parasitos, respectivamente. A sensibilidade, especificidade, razão de verossimilhança, acurácia e a concordância dos resultados foram calculados tendo o “teste referência”, composto pelos resultados do KK e Helmintex (HTX), como critério de definição de casos e não casos da doença. Os resultados do ddPCR foram comparados aos do KK e HTX e aos da Amplificação Isotérmica Mediada por Alças (LAMP) e do PCR em tempo real (qPCR). As condições ótimas foram definidas como: temperatura de complementaridade de 56,5° C, concentração de iniciadores de 700 nM, sonda de 150 nM e quantidade total de DNA de 40 ng. O ensaio apresentou sensibilidade analítica de 0,1 pg de DNA, repetibilidade com coeficientes de variação (CV) entre 6,8% e 11,1% e reprodutibilidade com CV entre 5,4% e 20,34%. Baseado no ponto de 12,73 cópias/μL, definido pela análise da curva ROC, a taxa de positividade do ddPCR foi de 51,98%, semelhante à encontrada pelo “teste referência” (51,41%; p= 0,84), superior à do qPCR (21,47%; p<0,05) e menor que a apresentada pelo LAMP (55,37%; p=0,45). O ensaio apresentou sensibilidade de 86,81% (IC: 81,16%-92,47%), especificidade de 86,11% (IC: 78,94%-90,83%), RV+ 5,74 (IC: 2,46–13,39), RV- 0,16 (IC: 0,07–0,36) e acurácia de 85,88% (IC: 80,08%-91,67%). O ddPCR apresentou maior concordância com o teste referência (Kappa: 0,72; IC: 0,66-0,77) do que com o LAMP (Kappa: 0,27; IC: 0,20-0,35) e qPCR (Kappa: 0,40; IC: 0,34-0,47). A análise econômica apresentou um valor de U$9.42 por amostra ensaiada no ddPCR. É importante destacar que este foi o primeiro estudo feito para aplicação do ddPCR para o diagnóstico da esquistossomose intestinal, causada por S. mansoni. Os resultados obtidos foram promissores e novos estudos devem ser realizados para avaliar o desempenho do ddPCR no diagnóstico da esquistossomose intestinal em indivíduos residentes em áreas de baixa e moderada endemicidade.In Brazil, intestinal schistosomiasis is caused by Schistosoma mansoni, and laboratory diagnosis for active case finding is performed using the Kato-Katz (KK) technique. However, this method has sensitivity limitations when applied to individuals with low parasite loads, which compromises the estimation of the true prevalence of the disease and contributes to continued transmission. In this context, the aim of this study was to develop and validate a droplet digital PCR (ddPCR) assay for the diagnosis of intestinal schistosomiasis. To achieve this, total DNA was extracted from adult worms and from 177 stool samples of individuals living in the municipality of Conde (Bahia, Brazil), a high-endemicity area for the disease, using the QIAamp® Power Fecal Pro DNA® Kit. The ddPCR assay was standardized using primers and probe described by Siqueira et al., 2021, to amplify a 90 bp sequence from the Sm1-7 region of the S. mansoni genome (GenBank: M61098). Optimal laboratory conditions were defined through pilot experiments using different annealing temperatures (55 to 62°C), primer concentrations (700, 800, and 900 nM), probe concentrations (150, 200, and 250 nM), total DNA amounts (10, 20, 40, and 60 ng), and reagents and equipment from Bio-Rad Laboratories. Repeatability (five samples tested six times in one assay) and reproducibility (six samples tested in four separate assays) were evaluated. Analytical sensitivity was assessed using parasite DNA, and analytical specificity using samples negative for S. mansoni but positive for other parasites. ddPCR results were compared with those from KK and Helmintex (HTX), as well as Loop-Mediated Isothermal Amplification (LAMP) and real-time PCR (qPCR). Sensitivity, specificity, positive and negative likelihood ratios, accuracy, and agreement were calculated using a “reference test” composed of KK and HTX results to define cases and non-cases. Optimal conditions were defined as: annealing temperature of 56.5°C, primer concentration of 700 nM, probe concentration of 150 nM, and total DNA amount of 40 ng. The assay showed analytical sensitivity of 0.1 pg of DNA, repeatability with coefficients of variation (CV) between 6.8% and 11.1%, and reproducibility with CV between 5.4% and 20.34%. Based on a cutoff point of 12.73 copies/μL, defined by ROC curve analysis, the ddPCR positivity rate was 51.98%, similar to that of the reference test (51.41%; p=0.84), higher than qPCR (21.47%; p<0.05), and lower than LAMP (55.37%; p=0.45). The assay showed sensitivity of 86.81% (CI: 81.16%–92.47%), specificity of 86.11% (CI: 78.94%–90.83%), positive likelihood ratio (LR+) of 5.74 (CI: 2.46–13.39), negative likelihood ratio (LR–) of 0.16 (CI: 0.07–0.36), and accuracy of 85.88% (CI: 80.08%–91.67%). ddPCR showed greater agreement with the reference test (Kappa: 0.72; CI: 0.66–0.77) than with LAMP (Kappa: 0.27; CI: 0.20–0.35) and qPCR (Kappa: 0.40; CI: 0.34–0.47). The economic analysis indicated a cost of $ 9.42 per sample tested using ddPCR. It is important to highlight that this was the first study conducted to evaluate ddPCR for the diagnosis of intestinal schistosomiasis caused by S. mansoni. The results were promising, and further studies should be conducted to assess ddPCR performance in diagnosing intestinal schistosomiasis in individuals living in areas of low and moderate endemicity.CAPESporSchistosoma mansoniEsquistossomose intestinalEiagnóstico laboratorialddPCRSchistosoma mansoniIntestinal schistosomiasisLaboratory diagnosisddPCRSchistosoma mansoni/patogenicidadeEsquistossomose mansoni/diagnósticoTécnicas de Laboratório Clínico/métodosReação em Cadeia da Polimerase/métodosDesenvolvimento e validação do ensaio de PCR digital em gotículas (Droplet Digital Polymerase Chain Reaction) para o diagnóstico da esquistossomose intestinalDevelopment and validation of a droplet digital polymerase chain reaction (DPCR) assay for the diagnosis of intestinal schistosomiasisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2025-09-30Mestrado AcadêmicoBelo Horizonte, MG, BrasilFundação Oswaldo Cruz. Instituto René Rachou. Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúdeinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da Fiocruz (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)instacron:FIOCRUZORIGINALD_2025_Matheus Alves de Almeida.pdfD_2025_Matheus Alves de Almeida.pdfapplication/pdf2420171https://arca.fiocruz.br/bitstreams/09f430a0-1d8d-4e89-8a1c-2adbe3bd836c/downloade95799ae1fbd22246a1a5888b63b9728MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82991https://arca.fiocruz.br/bitstreams/8da8c1cc-00cf-4230-8627-a59bf995e835/downloadf0fd345b54b5880e45464a0d03b1d0b9MD52falseAnonymousREADTEXTD_2025_Matheus Alves de Almeida.pdf.txtD_2025_Matheus Alves de Almeida.pdf.txtExtracted texttext/plain102798https://arca.fiocruz.br/bitstreams/12d3df9b-47ad-43c0-9449-cc684d2eb045/downloadf0ba923b3884ab287d79e0038bc81eb0MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILD_2025_Matheus Alves de Almeida.pdf.jpgD_2025_Matheus Alves de Almeida.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg13110https://arca.fiocruz.br/bitstreams/94cd59bd-3fdb-4b4d-a314-52bc79efbc33/download88b832270776f667348507840062e32dMD54falseAnonymousREADicict/745722026-01-12 16:13:35.539open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/74572https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352026-01-12T19:13:35Repositório Institucional da Fiocruz (ARCA) - 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Desenvolvimento e validação do ensaio de PCR digital em gotículas (Droplet Digital Polymerase Chain Reaction) para o diagnóstico da esquistossomose intestinal Almeida, Matheus Alves de Schistosoma mansoni Esquistossomose intestinal Eiagnóstico laboratorial ddPCR Schistosoma mansoni Intestinal schistosomiasis Laboratory diagnosis ddPCR Schistosoma mansoni/patogenicidade Esquistossomose mansoni/diagnóstico Técnicas de Laboratório Clínico/métodos Reação em Cadeia da Polimerase/métodos |
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Schistosoma mansoni/patogenicidade Esquistossomose mansoni/diagnóstico Técnicas de Laboratório Clínico/métodos Reação em Cadeia da Polimerase/métodos |
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No Brasil, a esquistossomose intestinal é causada por Schistosoma mansoni e o diagnóstico laboratorial para busca ativa de casos da doença é feito pela técnica de Kato-Katz (KK). No entanto, essa técnica apresenta limitações de sensibilidade, quando aplicada em indivíduos com baixa carga parasitária, fato que compromete a estimativa da real prevalência da doença, contribuindo para a manutenção da transmissão. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi desenvolver e validar o ensaio de PCR digital em gotas (ddPCR) para o diagnóstico da esquistossomose intestinal. Para tanto, foi extraído o DNA total de vermes adultos e de 177 amostras de fezes de indivíduos residentes no município de Conde (BA, Brasil), área de alta endemicidade para a doença, utilizando-se os conjuntos de reagentes DNeasy Blood & Tissue Kit e QIAamp® Power Fecal Pro DNA® Kit, ambos da Qiagen Gmbh. O ensaio ddPCR foi padronizado utilizando iniciadores e sonda descritos por Siqueira et al., 2021, que amplifica uma sequência de 90 pb da região Sm1-7 do genoma de S. mansoni (GenBank: M61098). As melhores condições laboratoriais foram definidas com base em ensaios pilotos utilizando diferentes temperaturas de complementaridade (55 a 62°C), concentrações de iniciadores (700, 800 e 900 nM), sonda (150, 200 e 250 nM), quantidade total de DNA (10, 20, 40 e 60 ng), reagentes e equipamentos Bio-Rad Laboratories. A repetibilidade (cinco amostras repetidas seis vezes em um ensaio) e a reprodutibilidade (seis amostras repetidas em quatro ensaios) foram avaliadas. A sensibilidade e especificidade analíticas foram analisadas usando DNA do parasito e utilizando amostras negativas para S. mansoni e positivas para outros parasitos, respectivamente. A sensibilidade, especificidade, razão de verossimilhança, acurácia e a concordância dos resultados foram calculados tendo o “teste referência”, composto pelos resultados do KK e Helmintex (HTX), como critério de definição de casos e não casos da doença. Os resultados do ddPCR foram comparados aos do KK e HTX e aos da Amplificação Isotérmica Mediada por Alças (LAMP) e do PCR em tempo real (qPCR). As condições ótimas foram definidas como: temperatura de complementaridade de 56,5° C, concentração de iniciadores de 700 nM, sonda de 150 nM e quantidade total de DNA de 40 ng. O ensaio apresentou sensibilidade analítica de 0,1 pg de DNA, repetibilidade com coeficientes de variação (CV) entre 6,8% e 11,1% e reprodutibilidade com CV entre 5,4% e 20,34%. Baseado no ponto de 12,73 cópias/μL, definido pela análise da curva ROC, a taxa de positividade do ddPCR foi de 51,98%, semelhante à encontrada pelo “teste referência” (51,41%; p= 0,84), superior à do qPCR (21,47%; p<0,05) e menor que a apresentada pelo LAMP (55,37%; p=0,45). O ensaio apresentou sensibilidade de 86,81% (IC: 81,16%-92,47%), especificidade de 86,11% (IC: 78,94%-90,83%), RV+ 5,74 (IC: 2,46–13,39), RV- 0,16 (IC: 0,07–0,36) e acurácia de 85,88% (IC: 80,08%-91,67%). O ddPCR apresentou maior concordância com o teste referência (Kappa: 0,72; IC: 0,66-0,77) do que com o LAMP (Kappa: 0,27; IC: 0,20-0,35) e qPCR (Kappa: 0,40; IC: 0,34-0,47). A análise econômica apresentou um valor de U$9.42 por amostra ensaiada no ddPCR. É importante destacar que este foi o primeiro estudo feito para aplicação do ddPCR para o diagnóstico da esquistossomose intestinal, causada por S. mansoni. Os resultados obtidos foram promissores e novos estudos devem ser realizados para avaliar o desempenho do ddPCR no diagnóstico da esquistossomose intestinal em indivíduos residentes em áreas de baixa e moderada endemicidade. |
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2025 |
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