Desigualdades socioespaciais e a dinâmica da COVID-19 no município do Rio de Janeiro, no período de 2020 - 2022
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | A pandemia de COVID-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, desencadeou uma série de investigações científicas globais desde seu surgimento em dezembro de 2019. Este estudo analisou as desigualdades socioespaciais na dinâmica da COVID-19 no município do Rio de Janeiro durante o período de 2020 a 2022, com foco nas áreas de favelas, que desempenham um papel crítico na configuração das disparidades de saúde na cidade. A análise epidemiológica abordou a incidência, mortalidade e letalidade da COVID-19 em diferentes bairros, categorizados de acordo com uma tipologia urbana. Os resultados revelaram que indivíduos com mais de 60 anos, residentes em áreas sem favelas, foram desproporcionalmente afetados pela pandemia. A vulnerabilidade desse grupo etário pode ser atribuída à diminuição da deficiência do sistema imunológico com o avanço da idade, tornando-os mais suscetíveis a desenvolver formas graves da doença. Observou-se uma redução nas taxas de mortalidade em 2021 e 2022, em comparação com 2020, sugerindo o impacto positivo das estratégias de vacinação e medidas de controle implementadas pelo governo brasileiro. Além disso, a análise destacou diferenças de gênero na letalidade da COVID-19, com os homens apresentando taxas mais elevadas em todas as concentrações de favelas. Embora a letalidade tenha diminuído ao longo do tempo, as disparidades de gênero persistiram, ressaltando a necessidade de abordar questões de gênero e barreiras ao acesso à saúde. No que diz respeito às desigualdades raciais, a população mais vulnerável é a população autodeclarada preta, sobretudo os moradores de áreas marcadas por uma elevada concentração de favelas. Essas desigualdades podem ser exacerbadas por fatores socioeconômicos, como a limitação no acesso a serviços de saúde e informações sobre a COVID-19, bem como a experiência de discriminação racial nos serviços de saúde. Esta pesquisa reforça a importância de políticas públicas eficazes e estratégias direcionadas para mitigar as desigualdades existentes e promover a equidade em saúde. É imperativo que sejam desenvolvidas ações específicas para grupos historicamente vulnerabilizados, como idosos e populações residentes em favelas, bem como para abordar as desigualdades raciais evidenciadas. Além disso, a subnotificação e subestimação da taxa de mortalidade, especialmente em áreas de favelas, destacam a necessidade de aprimoramento dos sistemas de vigilância em saúde e coleta de dados, garantindo a representatividade e precisão das informações para orientar a tomada de decisões. |
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Crepalde, Matheus MoutinhoAngelo, Jussara Rafael2024-04-18T18:28:32Z2024-04-18T18:28:32Z2024CREPALDE, Matheus Moutinho. Desigualdades socioespaciais e a dinâmica da COVID-19 no município do Rio de Janeiro, no período de 2020 - 2022. 2024. 105 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2024.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/63583A pandemia de COVID-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, desencadeou uma série de investigações científicas globais desde seu surgimento em dezembro de 2019. Este estudo analisou as desigualdades socioespaciais na dinâmica da COVID-19 no município do Rio de Janeiro durante o período de 2020 a 2022, com foco nas áreas de favelas, que desempenham um papel crítico na configuração das disparidades de saúde na cidade. A análise epidemiológica abordou a incidência, mortalidade e letalidade da COVID-19 em diferentes bairros, categorizados de acordo com uma tipologia urbana. 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No que diz respeito às desigualdades raciais, a população mais vulnerável é a população autodeclarada preta, sobretudo os moradores de áreas marcadas por uma elevada concentração de favelas. Essas desigualdades podem ser exacerbadas por fatores socioeconômicos, como a limitação no acesso a serviços de saúde e informações sobre a COVID-19, bem como a experiência de discriminação racial nos serviços de saúde. Esta pesquisa reforça a importância de políticas públicas eficazes e estratégias direcionadas para mitigar as desigualdades existentes e promover a equidade em saúde. É imperativo que sejam desenvolvidas ações específicas para grupos historicamente vulnerabilizados, como idosos e populações residentes em favelas, bem como para abordar as desigualdades raciais evidenciadas. Além disso, a subnotificação e subestimação da taxa de mortalidade, especialmente em áreas de favelas, destacam a necessidade de aprimoramento dos sistemas de vigilância em saúde e coleta de dados, garantindo a representatividade e precisão das informações para orientar a tomada de decisões.The COVID-19 pandemic, caused by the SARS-CoV-2 virus, has triggered a series of global scientific investigations since its emergence in December 2019. This study analyzed the socio-spatial inequalities in the dynamics of COVID-19 in the municipality of Rio de Janeiro during the period from 2020 to 2022, focusing on favela areas, which play a critical role in shaping health disparities in the city. The epidemiological analysis addressed the incidence, mortality, and case fatalityratesofCOVID-19 in different neighborhoods, categorized according to an urban typology. The results revealed that individuals over 60 years old, living in areas without favelas, were disproportionately affected by the pandemic. The high concentration of favelas, with their precarious conditions of housing, sanitation, and access to health services, further aggravates this vulnerability. However, a reduction in mortality rates was observed in 2021 and 2022, compared to 2020, suggesting the positive impact of the vaccination strategies and control measures implemented by the Brazilian government. Even so, disparities persist, indicating the need for continued and targeted action to protect the most vulnerable populations. In addition, the analysis highlighted gender differences in COVID-19case fatality rates, with men having higher rates in all favela concentrations. While case fatality has decreased over time, gender disparities have persisted, underscoring the need to address gender issues and barriers to access to healthcare. Regarding racial inequalities, the most vulnerable population is the self-declared Black population, especially those residing in areas marked by a high concentration of favelas. These inequalities can be exacerbated by socioeconomic factors, such as limited access to health services and information about COVID-19, as well as the experience of racial discrimination in health services. This research reinforces the importance of effective public policies and targeted strategies to mitigate existing inequalities and promote health equity. It is imperative that specific actions are developed for historically vulnerable groups, such as the elderly and populations living in favelas, as well as to address the racial inequalities that have been evidenced. In addition, the underreporting and underestimation of the mortality rate, especially in slum areas, highlight the need to improve health surveillance and data collection systems, ensuring the representativeness and accuracy of information to guide decisionmaking.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porCOVID-19DesigualdadesRio de JaneiroFavelasEpidemiologiaCOVID-19InequalitiesRio de JaneiroFavelasEpidemiologyCOVID-19MortalidadeIniquidades em SaúdeÁreas de PobrezaFatores SocioeconômicosEpidemiologiaInequalitiesFavelasEpidemiology10 Redução das desigualdadesDesigualdades socioespaciais e a dinâmica da COVID-19 no município do Rio de Janeiro, no período de 2020 - 2022Socio-spatial inequalities and the dynamics of COVID-19 in the municipality of Rio de Janeiro, during the Period from 2020 to 2022info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2024-01-30Escola Nacional de Saúde Pública Sergio AroucaFundação Oswaldo CruzMestrado AcadêmicoRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/d2f2eae9-9588-492a-890d-aae0c86d1132/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALmatheus_moutinho_crepalde_ensp_mest_2024.pdfapplication/pdf2532346https://arca.fiocruz.br/bitstreams/bb1dd6a7-ed2b-4961-a57e-72e6c3c6e5db/download5b2c5e4c486a80a2f07b99954808ed4eMD52trueAnonymousREADTEXTmatheus_moutinho_crepalde_ensp_mest_2024.pdf.txtmatheus_moutinho_crepalde_ensp_mest_2024.pdf.txtExtracted texttext/plain103093https://arca.fiocruz.br/bitstreams/e8e438a9-4989-4be2-9f3d-122ebed52b62/download6e3a3b8442f3ab26b2c327bcd8584be9MD513falseAnonymousREADTHUMBNAILmatheus_moutinho_crepalde_ensp_mest_2024.pdf.jpgmatheus_moutinho_crepalde_ensp_mest_2024.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg12330https://arca.fiocruz.br/bitstreams/dc2afc54-30d6-47a4-886b-e8d49dba4687/download05bae264bdc844547d39f3039ca0139dMD514falseAnonymousREADicict/635832025-12-11 08:40:04.601open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/63583https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:40:04Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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