Resistência ao praziquantel por pressão quimioterápica em Biomphalaria glabata infectada com Schistosoma mansoni
| Ano de defesa: | 2010 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Fiocruz/IRR
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Link de acesso: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/34522 |
Resumo: | Diversos autores já relataram a existência de cepas de Schistosoma mansoni resistentes ao praziquantel (PZQ). No entanto, um dos grandes problemas envolvidos no estudo destas cepas está relacionado com as dificuldades operacionais do método clássico utilizado para seleção em condições laboratoriais. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar se sucessivos. tratamentos com PZQ em Biomphalaria glabrata infectadas com o parasito poderiam. selecionar um isolado resistente de maneira rápida, simples e econômica. Para avaliar o grau desta resistência, comparou-se a cepa padrão (LE) e o isolado selecionado após sucessivos tratamentos na fase intramolusco (LE-PZQ) utilizando camundongos infectados. Para avaliação da suscetibilidade do S. mansoni ao PZQ após tratamentos na fase intramolusco, caramujos da espécie B. glabrata foram infectados com S. mansoni (cepa LE) e tratados com PZQ. No período em que os caramujos voltaram a eliminar cercárias, camundongos foram. infectados e tratados com diferentes dosagens de PZQ. Os cálculos da ED50 da cepa LE e do isolado LE-PZQ foram realizados. Para o cultivo de vermes adultos, camundongos infectados com cercárias LE ou LE-PZQ, após 45 dias de infecção, foram tratados com PZQ e após 2 horas, perfundidos. Os vermes recuperados foram cultivados por 7 dias. Para comparar a atividade excretora, vermes LE ou LE-PZQ foram colocados em contato com a sonda resorufim e, posteriormente, exposto ao PZQ.Para avaliação do dano causado ao tegumento, os vermes LE e LE-PZQ foram expostos diretamente ao fármaco ou recuperados após duas horas do tratamento de animais infectados com LE ou LE-PZQ e, posteriormente, incubados com a sonda Hoechst 33258. Os valores das ED50 obtidos foram de 68mg/Kg e 362mg/kg para a cepa LE e isolado LE-PZQ (p<0,05), respectivamente. Quanto ao cultivo dos vermes adultos após tratamento com dos camundongos com PZQ, verificou-se que os parasitos do isolado LE-PZQ apresentaram-se menos contraídos do que a cepa LE. Em relação aos ovos, observou-se ovos de todos os estádios e mortos no isolado LE-PZQ (>300) enquanto na cepa LE, os ovos estavam em quantidade bem inferiores e, praticamente todos, mortos (±30 ovos).. Nos experimentos com a resorufim, os vermes adultos da cepa LE não apresentaram. marcação pela sonda após a exposição ao PZQ in vitro, enquanto os do isolado LE-PZQ permaneceram com o sistema excretor ativo e, portanto marcado. Nos experimentos com a Hoechst 33258, parasitos do isolado LE-PZQ apresentaram lesões menos intensas em seus tegumentos do que os da cepa LE tanto após exposição ao PZQ in vivo quanto in vitro. Desta forma, foi demonstrado que a pressão quimioterápica com PZQ utilizando B. glabrata infectadas com S. mansoni é um método eficiente para seleção de isolados resistentes a este fármaco. |
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Couto, Flávia Fernanda BubulaCoelho, Paulo Marcos ZechCarvalho, Luzia HelenaFranco, Glória ReginaCoelho, Paulo Marcos Zech2019-07-30T19:07:14Z2019-07-30T19:07:14Z2010COUTO, Flávia Fernanda Búbula. Resistência ao praziquantel por pressão quimioterápica em Biomphalaria glabata infectada com Schistosoma mansoni. 2010. 85 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)-Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde, Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)-Centro de Pesquisas René Rachou, Fundação Oswaldo Cruz, Belo Horizonte, 2010.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/34522Diversos autores já relataram a existência de cepas de Schistosoma mansoni resistentes ao praziquantel (PZQ). No entanto, um dos grandes problemas envolvidos no estudo destas cepas está relacionado com as dificuldades operacionais do método clássico utilizado para seleção em condições laboratoriais. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar se sucessivos. tratamentos com PZQ em Biomphalaria glabrata infectadas com o parasito poderiam. selecionar um isolado resistente de maneira rápida, simples e econômica. Para avaliar o grau desta resistência, comparou-se a cepa padrão (LE) e o isolado selecionado após sucessivos tratamentos na fase intramolusco (LE-PZQ) utilizando camundongos infectados. Para avaliação da suscetibilidade do S. mansoni ao PZQ após tratamentos na fase intramolusco, caramujos da espécie B. glabrata foram infectados com S. mansoni (cepa LE) e tratados com PZQ. No período em que os caramujos voltaram a eliminar cercárias, camundongos foram. infectados e tratados com diferentes dosagens de PZQ. Os cálculos da ED50 da cepa LE e do isolado LE-PZQ foram realizados. Para o cultivo de vermes adultos, camundongos infectados com cercárias LE ou LE-PZQ, após 45 dias de infecção, foram tratados com PZQ e após 2 horas, perfundidos. 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Nos experimentos com a resorufim, os vermes adultos da cepa LE não apresentaram. marcação pela sonda após a exposição ao PZQ in vitro, enquanto os do isolado LE-PZQ permaneceram com o sistema excretor ativo e, portanto marcado. Nos experimentos com a Hoechst 33258, parasitos do isolado LE-PZQ apresentaram lesões menos intensas em seus tegumentos do que os da cepa LE tanto após exposição ao PZQ in vivo quanto in vitro. Desta forma, foi demonstrado que a pressão quimioterápica com PZQ utilizando B. glabrata infectadas com S. mansoni é um método eficiente para seleção de isolados resistentes a este fármaco.Fundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisa Rene Rachou. Belo Horizonte, MG, BrasilporFiocruz/IRRResistência ao praziquantel por pressão quimioterápica em Biomphalaria glabata infectada com Schistosoma mansoniResistência ao praziquantel por pressão quimioterápica em Biomphalaria glabrata infectada com Schistosoma mansoniinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2010Fundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisas René Rachou. 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