Homicídio no município do Rio de Janeiro: quem mata?
| Ano de defesa: | 2019 |
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Resumo: | A pesquisa se propôs a descrever e analisar o perfil dos autores de mortes decorrentes de agressões intencionais por terceiros, no município do Rio de Janeiro, no ano de 2015, segundo os dados produzidos pelas investigações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, As informações obtidas compõem a macrocategoria Letalidades Violentas e são divididas em Homicídios Dolosos, Roubos seguidos de Morte (Latrocínios), Lesões Corporais seguidas de Morte e Homicídios Provenientes de Oposição à Intervenção Policial. Após a coleta dos dados, realizaram-se as análises do perfil dos autores de cada uma dessas categorias separadamente e também em conjunto, por meio das variáveis sexo, idade, escolaridade, ocupação, existência de relação prévia entre autor e vítima, e o tipo de agressão ou circunstância de causa dessa agressão. Foi realizada uma pesquisa de caráter quantitativo observacional do tipo transversal. Os dados foram colhidos mediante pesquisa no banco de dados ROWEB/PCERJ e leitura de todos os Registros de Ocorrências abrangidos pelo recorte desta pesquisa. Esses dados demonstraram o peso das atividades ilegais organizadas como tráfico drogas e as realizadas por milícia na produção dessas mortes. Elas são, em parte, causadas diretamente pela sua atuação como forma de coerção e legitimação de controle, como também em virtude da repressão por parte do Estado por meio das instituições de segurança que também é uma relevante produtora de mortes. Igualmente, a convivência em espaços socialmente degradados e carentes de acesso à serviços públicos não policiais e o espaço doméstico apresentaram-se como produtores de violência interpessoal em suas diversas formas, tendo como desdobramento extremo a morte. Há um levado grau de proximidade entre o perfil dos autores verificados neste trabalho e as vítimas de homicídios em contexto urbano similar ao pesquisado. Tendo sido demonstrado um perfil de autores homens, jovens, negros, com baixa escolaridade e altos níveis de não ocupação formal regular, muitas vezes inseridos em um ambiente degradado socialmente, carente de novas perspectivas e com a forte influência de atividades produtivas ilegais como tráfico de drogas e milícia, ambiente este que contribui relevantemente para situações de homicídios. |
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Mariz, Rodrigo Soares de AssisMinayo, Maria Cecília de Souza2019-08-27T13:45:23Z2019-08-27T13:45:23Z2019MARIZ, Rodrigo Soares de Assis. Homicídio no município do Rio de Janeiro: quem mata?. 2019. 87 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2019.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/35094A pesquisa se propôs a descrever e analisar o perfil dos autores de mortes decorrentes de agressões intencionais por terceiros, no município do Rio de Janeiro, no ano de 2015, segundo os dados produzidos pelas investigações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, As informações obtidas compõem a macrocategoria Letalidades Violentas e são divididas em Homicídios Dolosos, Roubos seguidos de Morte (Latrocínios), Lesões Corporais seguidas de Morte e Homicídios Provenientes de Oposição à Intervenção Policial. Após a coleta dos dados, realizaram-se as análises do perfil dos autores de cada uma dessas categorias separadamente e também em conjunto, por meio das variáveis sexo, idade, escolaridade, ocupação, existência de relação prévia entre autor e vítima, e o tipo de agressão ou circunstância de causa dessa agressão. Foi realizada uma pesquisa de caráter quantitativo observacional do tipo transversal. Os dados foram colhidos mediante pesquisa no banco de dados ROWEB/PCERJ e leitura de todos os Registros de Ocorrências abrangidos pelo recorte desta pesquisa. Esses dados demonstraram o peso das atividades ilegais organizadas como tráfico drogas e as realizadas por milícia na produção dessas mortes. Elas são, em parte, causadas diretamente pela sua atuação como forma de coerção e legitimação de controle, como também em virtude da repressão por parte do Estado por meio das instituições de segurança que também é uma relevante produtora de mortes. Igualmente, a convivência em espaços socialmente degradados e carentes de acesso à serviços públicos não policiais e o espaço doméstico apresentaram-se como produtores de violência interpessoal em suas diversas formas, tendo como desdobramento extremo a morte. Há um levado grau de proximidade entre o perfil dos autores verificados neste trabalho e as vítimas de homicídios em contexto urbano similar ao pesquisado. Tendo sido demonstrado um perfil de autores homens, jovens, negros, com baixa escolaridade e altos níveis de não ocupação formal regular, muitas vezes inseridos em um ambiente degradado socialmente, carente de novas perspectivas e com a forte influência de atividades produtivas ilegais como tráfico de drogas e milícia, ambiente este que contribui relevantemente para situações de homicídios.The research aimed to describe and analyze the profile of perpetrators of intentional aggression by third parties, in the city of Rio de Janeiro, in the year 2015, according to the data produced by the investigations of the Civil Police of the State of Rio de Janeiro, As information obtained compose the macrocategory Violent Lethalities and are divided into Dolicious Homicide, Robbery followed by Death (Latrocínios), Bodily Injuries followed by Death and Homicide from Opposition to Police Intervention. After the data collection, analyzes of the profile of the authors of each of these categories were performed separately and also together, by means of the variables gender, age, schooling, occupation, previous relationship between author and victim, and type of aggression or circumstance of cause of that aggression. A cross-sectional quantitative observational study was performed. Data were collected by searching the ROWEB / PCERJ database and reading all Occurrence Records covered by this research. These data demonstrated the weight of illegal activities organized as drug trafficking and those carried out by militia in the production of these deaths. They are, in part, directly caused by their actions as a form of coercion and legitimation of control, as well as by repression by the State through security institutions that are also a relevant producer of deaths. Likewise, coexistence in socially degraded spaces and lacking access to nonpolice public services and the domestic space presented themselves as producers of interpersonal violence in its various forms, with extreme consequences as a result of death. There is a degree of proximity between the profile of the authors verified in this work and the victims of homicides in urban context similar to the one researched. A profile of male, young, black, low education, and high levels of regular formal nonoccupation, often inserted in a socially depleted environment, lacking in new perspectives, and with the strong influence of illegal productive activities such as drugs and militia, an environment that contributes significantly to homicide situations.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porSaúde PúblicaViolênciaLetalidade ViolentaHomicídiosAutores e Espaço UrbanoPublic HealthViolenceViolent LethalityHomicideAuthors and Urban SpaceHomicídioMortalidadeSaúde PúblicaViolênciaÁrea Urbana03 Saúde e Bem-Estar11 Cidades e comunidades sustentáveis16 Paz, Justiça e Instituições EficazesHomicídio no município do Rio de Janeiro: quem mata?Homicide in the city of Rio de Janeiro: who kills?info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2019Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz.Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca.Rio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/c1e6b571-ced2-4dc2-a684-6b7e065eede6/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALve_Rodrigo_Soares_ENSP_2019application/pdf1334895https://arca.fiocruz.br/bitstreams/48f6bd37-2109-45a3-b51f-1a55b66de6f6/download95f7824728f76bacc7455131684ac65cMD52trueAnonymousREADTEXTve_Rodrigo_Soares_ENSP_2019.txtve_Rodrigo_Soares_ENSP_2019.txtExtracted texttext/plain103299https://arca.fiocruz.br/bitstreams/274ac033-3487-44e8-8317-6e5f4072b882/download2a18b43510013ac670b901d7ec8341f1MD519falseAnonymousREADTHUMBNAILve_Rodrigo_Soares_ENSP_2019.jpgve_Rodrigo_Soares_ENSP_2019.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg11751https://arca.fiocruz.br/bitstreams/6fec26b9-9776-48df-8f9e-fda15bc126e2/download6050a28c08510c463e37cc4245ef0e1cMD520falseAnonymousREADicict/350942025-12-11 08:33:02.181open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/35094https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:33:02Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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