Avaliação farmacológica de derivados da artemisinina com potencial ao tratamento experimental da malária
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Link de acesso: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/71980 |
Resumo: | Apesar dos esforços contínuos para o controle da malária, o Plasmodium falciparum desenvolveu mecanismos de resistência para escapar da ação dos antimaláricos disponíveis. Nesse contexto, a resistência à artemisinina, inicialmente identificada na região do Grande Mekong, impõe desafios à comunidade científica, especialmente diante dos novos focos identificados também na África, o continente mais afetado pela doença. Assim, este trabalho teve como objetivo investigar o perfil antiparasitário de uma classe de fármacos do tipo peróxido, visando compreender seu mecanismo de ação e perfil de resistência. Essa classe corresponde a uma nova geração de derivados das artemisininas, quimicamente projetados a partir da estrutura da diidroartemisinina (DHA), incluindo os compostos AC98 (monômero não clivável), AC11 (dímero clivável) e LH325 (dímero não clivável). Esses compostos já foram previamente caracterizados in vitro e in vivo em cepas sensíveis à DHA. Neste estudo, avaliamos sua atividade contra P. falciparum resistente à artemisinina, utilizando a cepa de laboratório F32-ART. Foram realizados ensaios de quimiossensibilidade, ensaio de sobrevivência de anéis (RSA), testes de resistência cruzada, indução de quiescência e análise do perfil transcricional por RT-qPCR. Os resultados mostraram que não houve diferença significativa na CI50 dos compostos entre as cepas sensíveis e resistentes, o que está de acordo com a literatura. No entanto, ao avaliar a sobrevivência do parasita resistente após um pulso de tratamento de 6 horas com concentração plasmática de 700 nM, observamos que o LH325 foi mais efetivo que a DHA e os demais compostos, apresentando uma taxa de sobrevivência de 2,4%, enquanto a DHA resultou em uma taxa superior a 10% Além disso, investigamos o potencial dos compostos para induzir quiescência, um mecanismo fenotípico de resistência às ARTs. Para isso, parasitos foram tratados por 48 horas, seguidos por dois tratamentos de sorbitol (com um grupo controle sem tratamento) em 24 e 36 horas. Após a remoção do fármaco, a sobrevivência dos parasitos foi monitorada por 30 dias. Os resultados revelaram que, assim como a DHA, os derivados induziram quiescência. Entretanto, a recrudescência do LH325 ocorreu de forma mais tardia do que no controle com DHA, sugerindo um possível atraso na retomada da parasitemia. Por fim, a análise transcricional revelou alterações na expressão gênica em resposta ao LH325 após 10 horas de tratamento, especialmente em genes envolvidos na homeostasia redox e na glicólise, quando comparado à DHA. Com base nesses achados, concluímos que as modificações químicas na estrutura da DHA resultaram em compostos capazes de mitigar a resistência à artemisinina, evidenciando seu potencial terapêutico. No entanto, o fenômeno da quiescência não foi completamente eliminado, mas sim retardado |
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Morais, Adrielle Sacramento deMoreira, Diogo Rodrigo de Magalhães2025-09-10T18:32:43Z2025MORAIS, Adrielle Sacramento de. Avaliação farmacológica de derivados da artemisinina com potencial ao tratamento experimental da malária. 2025. 76f. Dissertação, (mestrado)-Instituto Gonçalo Moniz, Fundação Oswaldo Cruz, Salvador, 2025.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/71980Apesar dos esforços contínuos para o controle da malária, o Plasmodium falciparum desenvolveu mecanismos de resistência para escapar da ação dos antimaláricos disponíveis. Nesse contexto, a resistência à artemisinina, inicialmente identificada na região do Grande Mekong, impõe desafios à comunidade científica, especialmente diante dos novos focos identificados também na África, o continente mais afetado pela doença. Assim, este trabalho teve como objetivo investigar o perfil antiparasitário de uma classe de fármacos do tipo peróxido, visando compreender seu mecanismo de ação e perfil de resistência. Essa classe corresponde a uma nova geração de derivados das artemisininas, quimicamente projetados a partir da estrutura da diidroartemisinina (DHA), incluindo os compostos AC98 (monômero não clivável), AC11 (dímero clivável) e LH325 (dímero não clivável). Esses compostos já foram previamente caracterizados in vitro e in vivo em cepas sensíveis à DHA. Neste estudo, avaliamos sua atividade contra P. falciparum resistente à artemisinina, utilizando a cepa de laboratório F32-ART. Foram realizados ensaios de quimiossensibilidade, ensaio de sobrevivência de anéis (RSA), testes de resistência cruzada, indução de quiescência e análise do perfil transcricional por RT-qPCR. Os resultados mostraram que não houve diferença significativa na CI50 dos compostos entre as cepas sensíveis e resistentes, o que está de acordo com a literatura. No entanto, ao avaliar a sobrevivência do parasita resistente após um pulso de tratamento de 6 horas com concentração plasmática de 700 nM, observamos que o LH325 foi mais efetivo que a DHA e os demais compostos, apresentando uma taxa de sobrevivência de 2,4%, enquanto a DHA resultou em uma taxa superior a 10% Além disso, investigamos o potencial dos compostos para induzir quiescência, um mecanismo fenotípico de resistência às ARTs. Para isso, parasitos foram tratados por 48 horas, seguidos por dois tratamentos de sorbitol (com um grupo controle sem tratamento) em 24 e 36 horas. Após a remoção do fármaco, a sobrevivência dos parasitos foi monitorada por 30 dias. Os resultados revelaram que, assim como a DHA, os derivados induziram quiescência. Entretanto, a recrudescência do LH325 ocorreu de forma mais tardia do que no controle com DHA, sugerindo um possível atraso na retomada da parasitemia. Por fim, a análise transcricional revelou alterações na expressão gênica em resposta ao LH325 após 10 horas de tratamento, especialmente em genes envolvidos na homeostasia redox e na glicólise, quando comparado à DHA. Com base nesses achados, concluímos que as modificações químicas na estrutura da DHA resultaram em compostos capazes de mitigar a resistência à artemisinina, evidenciando seu potencial terapêutico. No entanto, o fenômeno da quiescência não foi completamente eliminado, mas sim retardadoDespite continuous efforts to control malaria, Plasmodium falciparum has developed resistance mechanisms to evade the action of available antimalarial drugs. In this context, artemisinin resistance, initially identified in the Greater Mekong region, poses significant challenges to the scientific community, especially given the recently identified focus at Africa, the continent most affected by the disease. This study aimed to investigate the antiparasitic profile of a class of peroxidic drugs, seeking to understand their mechanism of action and resistance profile. This class represents a new generation of artemisinin derivatives, chemically designed based on the dihydroartemisinin (DHA) structure, including AC98 (a non-cleavable DHA monomer), AC11 (a cleavable DHA dimer), and LH325 (a non-cleavable DHA dimer). These compounds have been previously characterized in vitro and in vivo in DHA-sensitive strains. In this study, we evaluated their activity against artemisinin-resistant P. falciparum using the F32-ART laboratory strain. We conducted chemosensitivity assays, ring-stage survival assays (RSA), cross-resistance tests, quiescence induction assays, and transcriptional profiling by RT-qPCR. Our results showed no significant difference in the IC50 values of the compounds between sensitive and resistant strains, which aligns with the literature. However, when assessing the survival of resistant parasites after a 6-hour drug pulse at a plasma-equivalent concentration of 700 nM, we observed that LH325 was more effective than DHA and the other compounds, exhibiting a survival rate of 2.4%, while DHA exceeded 10% Additionally, we investigated the potential of these compounds to induce quiescence, a phenotypic mechanism by which P. falciparum resists ARTs. To this end, parasites were treated for 48 hours, followed by two sorbitol treatments (with an untreated control group) at 24 and 36 hours. After drug removal, parasite survival was monitored for 30 days. The quiescence profile revealed that, similar to DHA, the derivatives induced quiescence. However, recrudescence following LH325 treatment was delayed compared to the DHA control, suggesting a possible postponement of parasitemia resurgence. Finally, transcriptional analysis revealed alterations in gene expression after 10 hours of LH325 treatment, particularly in genes involved in redox homeostasis and glycolysis, compared to DHA. Based on these findings, we conclude that the chemical modifications made to DHA resulted in compounds capable of mitigating artemisinin resistance, highlighting their therapeutic potential. However, the quiescence phenomenon was not entirely eliminated but rather delayed in its onsetCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Fundação Maria Emília. Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec).Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Gonçalo Moniz. Salvador, BA, Brasil.porMaláriaArtemisininaDímerosAntimaláricoResistênciaQuiescênciaMalariaArtemisininDimersAntimalarialResistanceQuiescenceMaláriaArtemisininaAntimaláricoResistênciaAvaliação farmacológica de derivados da artemisinina com potencial ao tratamento experimental da maláriaPharmacological evaluation of artemisinin derivatives with potential for experimental malaria treatmentinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2025Instituto Gonçalo MonizMestrado AcadêmicoSalvadorPrograma de Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/ed96faba-88e4-4183-ae9e-c76f7c5cbff0/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALadrielle_morais_fioba_mest_2025.pdfapplication/pdf2945821https://arca.fiocruz.br/bitstreams/e1ad9bff-66df-4ff9-8447-5c158a64ed85/download94fa92a30ab1687a5f37491bc18dbdc5MD52trueAnonymousREADTEXTadrielle_morais_fioba_mest_2025.pdf.txtadrielle_morais_fioba_mest_2025.pdf.txtExtracted texttext/plain102924https://arca.fiocruz.br/bitstreams/09a85f9c-bd48-470d-9e3f-3323a3c3a426/downloada76c30f781ec57db2dc27aa91c66ce34MD511falseAnonymousREADTHUMBNAILadrielle_morais_fioba_mest_2025.pdf.jpgadrielle_morais_fioba_mest_2025.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg15041https://arca.fiocruz.br/bitstreams/845bcc1b-d7b2-4b89-b21e-58a28d5dde18/download5227a0b23386b9e232f6cac93635317eMD512falseAnonymousREADicict/719802025-12-11 08:33:01.983open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/71980https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:33:01Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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