Avaliação da casuística de esporotricose humana com manifestações cutâneas de reação de hipersensibilidade do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, 2005 a 2018

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Azevedo, Anna Carolina Procópio de
Orientador(a): Freitas, Dayvison Francis Saraiva
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/63106
Resumo: A esporotricose é uma micose subcutânea de ocorrência mundial, causada por fungos dimórficos do gênero Sporothrix. Por características fenotípicas e genotípicas, atualmente as principais espécies de interesse clínico são Sporothrix schenckii, Sporothrix brasiliensis e Sporothrix globosa. A região metropolitana do Rio de Janeiro constitui uma área hiperendêmica de esporotricose desde 1998 e o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) é a principal unidade de referência para diagnóstico e tratamento dos casos. Diversas formas clínicas de esporotricose podem ser observadas (linfocutânea, cutânea fixa, cutânea disseminada e extracutânea/disseminada). A doença tem se caracterizado por formas clínicas pouco usuais e manifestações de hipersensibilidade, como eritema nodoso, eritema multiforme, artrite reativa e síndrome de Sweet. Tais manifestações foram até então reportadas somente no contexto da esporotricose de transmissão zoonótica. Por vezes, as lesões de hipersensibilidade são confundidas com lesões de esporotricose, comprometendo o adequado tratamento dos pacientes. Estudo prévio sinaliza para a ocorrência de hipersensibilidade em aproximadamente 10% dos pacientes e para um papel de S. brasiliensis como única espécie associada a este quadro. Ainda, há uma aparente cura clínica mais favorável e rápida nesses pacientes. Entretanto, um estudo com números institucionais não foi realizado. O objetivo deste estudo foi avaliar os casos de esporotricose humana com manifestações cutâneas de hipersensibilidade, atendidos no INI, entre 2005 e 2018, identificando os tipos de hipersensibilidade e descrevendo o perfil dos pacientes, com caracterização da(s) espécie(s) de Sporothrix envolvidas. Os prontuários foram revistos para confirmação dos casos e os isolados obtidos das lesões de esporotricose desses pacientes, que estavam preservados no Laboratório de Micologia, foram recuperados para identificação da espécie. Foram incluídos 325 pacientes. Desses, 156 (48%) eram moradores do município do Rio de Janeiro, principalmente da zona norte (82/156; 52,6%). Houve predomínio de pacientes do sexo feminino (262; 80,6%), fora do mercado de trabalho (134; 41,2%) e faixa etária entre a 5ª e 6ª década de vida. O contato com gato doente esteve presente em 261 (80,3%) casos. A esporotricose linfocutânea foi a mais frequente (152; 46,8%) e os membros superiores, os mais acometidos (217; 66,8%). Hipertensão arterial foi a comorbidade mais observada (57; 17,5%). Eritema nodoso foi a manifestação cutânea de hipersensibilidade mais encontrada (160; 49,2%) e com associação ao sexo feminino (razão de chance: 3,18). Itraconazol na dose de 100 mg/dia foi o fármaco mais utilizado (203/273; 74,4%), com mediana de tempo de 12,9 semanas de tratamento. Dos 325 pacientes, 285 (87,7%) curaram, com tempo mediano de tratamento semelhante ao grupo controle de pacientes sem hipersensibilidade (12,9 semanas versus 12 semanas). Os 61 isolados recuperados foram identificados como S. brasiliensis. Conclui-se que, por ora, S. brasiliensis é a única espécie associada às manifestações de hipersensibilidade na esporotricose e que o eritema nodoso é a hipersensibilidade com mais associação ao sexo feminino. Cerca de 10% dos pacientes com esporotricose foram acometidos nessa região. Não há diferença entre o tempo de tratamento até a cura dos pacientes com ou sem manifestações cutâneas de hipersensibilidade
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A região metropolitana do Rio de Janeiro constitui uma área hiperendêmica de esporotricose desde 1998 e o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) é a principal unidade de referência para diagnóstico e tratamento dos casos. Diversas formas clínicas de esporotricose podem ser observadas (linfocutânea, cutânea fixa, cutânea disseminada e extracutânea/disseminada). A doença tem se caracterizado por formas clínicas pouco usuais e manifestações de hipersensibilidade, como eritema nodoso, eritema multiforme, artrite reativa e síndrome de Sweet. Tais manifestações foram até então reportadas somente no contexto da esporotricose de transmissão zoonótica. Por vezes, as lesões de hipersensibilidade são confundidas com lesões de esporotricose, comprometendo o adequado tratamento dos pacientes. Estudo prévio sinaliza para a ocorrência de hipersensibilidade em aproximadamente 10% dos pacientes e para um papel de S. brasiliensis como única espécie associada a este quadro. 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Cerca de 10% dos pacientes com esporotricose foram acometidos nessa região. Não há diferença entre o tempo de tratamento até a cura dos pacientes com ou sem manifestações cutâneas de hipersensibilidadeSporotrichosis is a subcutaneous mycosis of worldwide occurrence, caused by dimorphic fungi of the genus Sporothrix. Due to phenotypic and genotypic characteristics, currently the main species of clinical interest are Sporothrix schenckii, Sporothrix brasiliensis and Sporothrix globosa. The metropolitan region of Rio de Janeiro has been a hyperendemic area of sporotrichosis since 1998 and the Evandro Chagas National Institute of Infectious Diseases (INI) is the main reference unit for diagnosis and treatment of cases. Several clinical forms of sporotrichosis can be observed (lymphocutaneous, fixed cutaneous, disseminated cutaneous and extracutaneous/disseminated). The disease has been characterized by unusual clinical forms and hypersensitivity reactions, such as erythema nodosum, erythema multiforme, reactive arthritis and Sweet's syndrome. Up to now, such reactions have been reported only in the context of zoonotic transmission sporotrichosis. Sometimes, hypersensitivity lesions are confused with sporotrichosis lesions, compromising the appropriate treatment of patients. A previous study indicates the occurrence of reactions in approximately 10% of patients and S. brasiliensis as the only species associated with this condition. Still, there is an apparent more favorable and faster clinical cure in these patients. However, a study with institutional numbers, has not been carried out. The objective of this study was to evaluate cases of human sporotrichosis with cutaneous manifestations of hypersensitivity reaction, attended at INI, between 2005 and 2018, identifying the types of hypersensitivity and describing the profile of the patients, with characterization of the involved Sporothrix species. The medical records were reviewed to confirm the cases and the isolates obtained from the sporotrichosis lesions of these patients, which were preserved in the Laboratory of Mycology, were recovered for identification of the species. There was the inclusion of 325 patients. Of these, 156 (48%) were residents in the city of Rio de Janeiro, mainly in the northern zone (82/156; 52.6%). There was a predominance of female patients (262; 80.6%), out of the job market (134; 41.2%) and age between the 5th and 6th decade of life. Contact with a sick cat was present in 261 (80.3%) cases. Lymphocutaneous sporotrichosis was more frequent (152; 46.8%) and the upper limbs were the most affected (217; 66.8%). Arterial hypertension was the most observed comorbidity (57; 17.5%). Erythema nodosum was the most common hypersensitivity cutaneous manifestation (160; 49.2%) and was associated with females (odds ratio: 3.18). Itraconazole at a dose of 100 mg/day was the most used drug (203/273; 74.4%), with a median time of 12.9 weeks of treatment. Of the 325 patients, 285 (87.7%) healed, with a median treatment time similar to the control group of patients without hypersensitivity (12.9 weeks versus 12 weeks). The 61 recovered isolates were identified as S. brasiliensis. In conclusion, for now, S. brasiliensis is the only species associated with the hypersensitivity manifestations in sporotrichosis and erythema nodosum is the hypersensitivity most associated with females, affecting close to 10% of the patients with sporotrichosis in this region. There is no difference between the treatment time to cure patients with or without hypersensitivity cutaneous manifestations in sporotrichosisFundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porEsporotricoseSporothrix BrasiliensisHipersensibilidadeEritema MultiformeEritema NodosoSíndrome de SweetItraconazolSporotrichosisSporothrix brasiliensisHypersensitivityErythema MultiformeErythema NodosumSweet's SyndromeItraconazoleEsporotricoseEritema MultiformeEritema NodosoSíndrome de SweetAvaliação da casuística de esporotricose humana com manifestações cutâneas de reação de hipersensibilidade do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, 2005 a 2018info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2020Instituto Nacional de Infectologia Evandro ChagasFundação Oswaldo CruzMestrado AcadêmicoRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosasinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/1e0be79d-01aa-4c85-983f-fddadd951965/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALanna_azevedo_ini_mest_2020.pdfanna_azevedo_ini_mest_2020.pdfapplication/pdf2288246https://arca.fiocruz.br/bitstreams/252c224a-56f4-45b5-91c9-8b12e51fc946/download01ccc38eed6334de4ee9d9ca095e8851MD52trueAnonymousREADTEXTanna_azevedo_ini_mest_2020.pdf.txtanna_azevedo_ini_mest_2020.pdf.txtExtracted texttext/plain102557https://arca.fiocruz.br/bitstreams/8b57c27e-89fd-44b3-a550-917969dfadad/download11dc06b906d5aac37e9293f14d9d4631MD511falseAnonymousREADTHUMBNAILanna_azevedo_ini_mest_2020.pdf.jpganna_azevedo_ini_mest_2020.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg18498https://arca.fiocruz.br/bitstreams/4afd01c7-6484-4a8b-8c58-ca95f6b8d45d/download028b55d9341ccf1eac7cd88ae3ba136cMD512falseAnonymousREADicict/631062025-12-11 08:35:41.531open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/63106https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:35:41Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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