Vigilância territorial na Atenção Primária à Saúde: possibilidades e desafios sob o olhar do Agente Comunitário de Saúde em uma área programática da cidade do Rio de Janeiro/RJ

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Borba, Alessandra de Fátima
Orientador(a): Pereira, Adelyne Mendes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/64400
Resumo: A Atenção Primária à Saúde é considera a porta preferencial de entrada do cidadão nos sistemas de saúde, sendo responsável por coordenar e organizar o cuidado. No Brasil, destacase a criação do Programa Saúde da Família, posteriormente reconhecido como Estratégia Saúde da Família (ESF), após avaliações positivas do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Os ACS sempre tiveram importante participação nas conquistas do SUS. A história profissional dos ACS é vinculada à Atenção Básica (AB), marcada por seu pertencimento ao território em que atuam, expressando o propósito de aproximação entre os serviços e as pessoas que atendem. Este estudo teve como objetivo geral compreender o papel do ACS na vigilância territorial na Atenção Primária à Saúde (APS) na área programática 3.2 do município do Rio de Janeiro (RJ) entre 2018 a 2022. Tratou-se de uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa. O cenário foi composto por quatro Unidades de Saúde da Área Programática 3.2 do município do Rio de Janeiro, contando com a participação de dois Agentes Comunitários de Saúde de cada clínica. Os dados foram coletados através de entrevista semiestruturada. O projeto foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da ENSP/Fiocruz e da SMS/RJ. A sistematização dos resultados permitiu identificar que 75% dos ACS entrevistados atuam nesta profissão há mais de onze anos. A análise do material empírico se deu a partir de quatro possíveis dimensões da atuação do ACS na vigilância territorial da APS: 1. Planejamento, programação local e territorial; 2. Ações de educação e informação em saúde (comunicação com a sociedade); 3. Vigilância em saúde e estratégias de vigilância ativa; e 4. Ações intersetoriais e construção de parcerias e redes locais. Os resultados apontam para muitas possibilidades de atuação da categoria. O projeto foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da ENSP/Fiocruz e da SMS/RJ. A sistematização dos resultados permitiu identificar que 75% dos ACS entrevistados atuam nesta profissão há mais de onze anos. A análise do material empírico se deu a partir de quatro possíveis dimensões da atuação do ACS na vigilância territorial da APS: 1. Planejamento, programação local e territorial; 2. Ações de educação e informação em saúde (comunicação com a sociedade); 3. Vigilância em saúde e estratégias de vigilância ativa; e 4. Ações intersetoriais e construção de parcerias e redes locais. Os resultados apontam para muitas possibilidades de atuação da categoria: e 4. Ações intersetoriais e construção de parcerias e redes locais. Os resultados apontam para muitas possibilidades de atuação da categoria: possibilidade de vínculo com os cidadãos e a rede local, mapeamento do território, cadastro da população, assistência por linhas de cuidados através de fichas técnicas, orientações individuais e coletivas, comunicação por mídias sociais, parcerias locais, entendimento de anormalidade e ações em tempo oportuno. Muitos são os desafios vivenciados diariamente: violência local, adoecimento dos cidadãos, vulnerabilidade social, questões relacionadas à pandemia da COVID-19 e ao pós-pandemia, burocracias internas, diferenciar o ACS morador do ACS trabalhador do local. Conclui-se que há muito ainda a ser repensado sobre as ações e práticas diárias dessa categoria tão fundamental ao bom funcionamento da APS, devido às inúmeras atribuições que incorporam dia a dia às suas práticas diárias, retirando-os de onde deveriam estar, no território.
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A história profissional dos ACS é vinculada à Atenção Básica (AB), marcada por seu pertencimento ao território em que atuam, expressando o propósito de aproximação entre os serviços e as pessoas que atendem. Este estudo teve como objetivo geral compreender o papel do ACS na vigilância territorial na Atenção Primária à Saúde (APS) na área programática 3.2 do município do Rio de Janeiro (RJ) entre 2018 a 2022. Tratou-se de uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa. O cenário foi composto por quatro Unidades de Saúde da Área Programática 3.2 do município do Rio de Janeiro, contando com a participação de dois Agentes Comunitários de Saúde de cada clínica. Os dados foram coletados através de entrevista semiestruturada. O projeto foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da ENSP/Fiocruz e da SMS/RJ. A sistematização dos resultados permitiu identificar que 75% dos ACS entrevistados atuam nesta profissão há mais de onze anos. 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Conclui-se que há muito ainda a ser repensado sobre as ações e práticas diárias dessa categoria tão fundamental ao bom funcionamento da APS, devido às inúmeras atribuições que incorporam dia a dia às suas práticas diárias, retirando-os de onde deveriam estar, no território.Primary Health Care is the citizen's preferred gateway to health systems, being responsible for coordinating and organizing care. In Brazil, the creation of the Family Health Program stands out, later recognized as the Family Health Strategy (ESF), following positive evaluations of the Community Health Agents Program (PACS). The ACS has played an important role in the achievements of the SUS. The professional history of CHAs is linked to Primary Care (PC), marked by their belonging to the territory in which they work, expressing the purpose of bringing the services and the people they serve closer together. This study had the general objective of understanding the role of the ACS in territorial surveillance in Primary Health Care (PHC) in programmatic area 3.2 in the city of Rio de Janeiro (RJ) between 2018 and 2022. It was an exploratory research with a qualitative approach. The scenario was composed of four Health Units from Program Area 3.2 in the city of Rio de Janeiro, with the participation of two Community Health Agents from each clinic. Data were collected through semi-structured interviews. The Research Ethics Committee of ENSP/Fiocruz and SMS/RJ approved the project. The systematization of the results allowed us to identify that 75% of the CHWs interviewed have been working in this profession for more than eleven years. The analysis of the empirical material was based on four possible dimensions of the ACS's role in PHC territorial surveillance: 1. Planning, local and territorial programming; 2. Health education and information actions (communication with society); 3. Health surveillance and active surveillance strategies; and 4. Intersectoral actions and construction of partnerships and local networks. The results point to many possibilities for the category to act: possibility of linking with citizens and the local network, mapping of the territory, population registration, assistance through lines of care through technical sheets, individual and collective guidance, communication through social media, local partnerships, understanding abnormalities and timely actions. There are many challenges experienced daily: local violence, citizens' illness, social vulnerability, issues related to the COVID-19 pandemic and post-pandemic, internal bureaucracies, differentiating the resident CHW from the local CHW worker. It is concluded that there is still a lot to be rethought about the daily actions and practices of this category, which is so fundamental to the proper functioning of PHC, due to the countless responsibilities that they incorporate day to day into their daily practices, removing them from where they should be, in the territory.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porVigilância TerritorialAtenção primária à saúdeAgente Comunitário de SaúdePrimary Health CareCommunity Health AgentTerritorial SurveillanceAtenção Primária à SaúdeAgentes Comunitários de SaúdeClínica da FamíliaVigilância em SaúdeAção IntersetorialPesquisa QualitativaPrimary Health CareCommunity Health Agent03 Saúde e Bem-EstarVigilância territorial na Atenção Primária à Saúde: possibilidades e desafios sob o olhar do Agente Comunitário de Saúde em uma área programática da cidade do Rio de Janeiro/RJTerritorial surveillance in Primary Health Care: possibilities and challenges from the perspective of the Community Health Agent in a program area in the city of Rio de Janeiro/RJinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2023-12-11Escola Nacional de Saúde Pública Sergio AroucaFundação Oswaldo CruzMestrado AcadêmicoRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/a7b30991-ce7f-4edc-82f1-ab7b66c09ba7/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALalessandra_fatima_borba_ensp_mest_2023.pdfapplication/pdf1464317https://arca.fiocruz.br/bitstreams/1bd08ffa-eee3-42f6-bc1c-f0811dea0d9b/downloadcd013c4c0b848e857ea9106af42e0f11MD52trueAnonymousREADTEXTalessandra_fatima_borba_ensp_mest_2023.pdf.txtalessandra_fatima_borba_ensp_mest_2023.pdf.txtExtracted texttext/plain103499https://arca.fiocruz.br/bitstreams/5625868e-6891-402f-a5a9-330fe7bec0fa/download9ab00d8c198f145d65d9ec06c41d6c37MD511falseAnonymousREADTHUMBNAILalessandra_fatima_borba_ensp_mest_2023.pdf.jpgalessandra_fatima_borba_ensp_mest_2023.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg12983https://arca.fiocruz.br/bitstreams/caeb632c-7093-478c-ae6e-c72d08271ab4/download4ec12518478821f71228bf680e4a823aMD512falseAnonymousREADicict/644002025-12-11 08:34:11.164open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/64400https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:34:11Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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