Consumo alimentar e avaliação antropométrica em crianças de zero a um ano de idade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Rafael, Ana Paula do Nascimento Monteiro de Barros
Orientador(a): Freitas, Roberto Wagner Júnior Freire de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/48524
Resumo: No passado, o perfil nutricional global era caracterizado por uma maior prevalência de desnutrição em locais menos desenvolvidos com predomínio de pobreza, e maior prevalência de excesso de peso nas regiões mais ricas. No entanto, há algumas décadas observa-se uma transição nutricional podendo-se encontrar ambas as condições tanto em regiões mais favorecidas como naquelas em que prevalece a pobreza. Buscas na literatura evidenciam que a maior parte dos estudos epidemiológios que abordam o consumo alimentar e a avaliação antropométrica foram desenvolvidos com crianças maiores, demonstrando a necessidade do desenvolvimento de estudos que tragam evidências para o planejamento de ações de promoção da saúde para crianças menores de 1 ano. Diante disto, este estudo tem por objetivo geral analisar o consumo alimentar e o perfil antropométrico de crianças de 0 a 1 ano de idade de comunidades assistidas/cobertas pela Estratégia Saúde da Família de Fortaleza, CE, e por objetivos específicos caracterizar essas crianças de acordo com suas variáveis sociodemográficas, antropométricas e clínicas; identificar o consumo alimentar e associar o perfil antropométrico com as características sociodemográficas, clínicas e com o consumo alimentar. Trata-se de um estudo observacional, descritivo, com abordagem quantitativa e delineamento transversal realizado nas Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS) de Fortaleza, CE, sendo escolhidas aleatoriamente 6 UAPS (1 por Secretaria Regional), no período de janeiro de 2018 a abril de 2019. A amostra total calculada através da fórmula de populações finitas é de 308 crianças, utilizando-se prevalência de 50% para superestimar a amostra, erro de 5% e grau de confiança de 95% com nível de significância de 5% (equivalência: 1,96). Foram consideradas como variáveis independentes do estudo, as variáveis sociodemográficas, clínicas e antropométricas, além do consumo alimentar, que foram coletadas através de formulário específico. As medidas antropométricas foram realizadas segundo as recomendações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. As prevalências de magreza, risco de sobrepeso e sobrepeso/obesidade foram respectivamente 1,6%, 20,5% e 11,7%. À medida que a idade aumenta, maior proporção de crianças tem consumo alimentar inadequado (p<0,001). A média de aleitamento materno exclusivo (AME) para as crianças < 6 meses que não estão em AME somadas às de 6-11 meses foi de 3,1 meses. Dentre os erros alimentares das crianças < 6 meses se destacam o uso de açúcar (8,2%) e a ingesta de mingaus e/ou leite de vaca (28,8%). Entre 6-11 meses, estes erros foram mais expressivos (40,4% e 66,1%). Os erros alimentares uso de liquidificador em papas; uso de açúcar e ingesta de mingaus e/ou leite de vaca se associaram significativamente com sobrepeso/obesidade, sendo que a criança de 0 a 11 meses que usa açúcar tem 3,22 vezes mais risco de ter sobrepeso/obesidade quando comparado com aquela que não usa. A prevalência de sobrepeso/obesidade na amostra de lactentes de Fortaleza mostrou-se elevada, além de mais prevalente que a desnutrição, podendo supor que a transição nutricional nesta faixa etária está ocorrendo. O uso de açúcar adicionado na dieta de lactentes deve ser o mais restrito possível.
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spelling Rafael, Ana Paula do Nascimento Monteiro de BarrosFreitas, Roberto Wagner Júnior Freire de2021-08-09T21:09:14Z2021-08-09T21:09:14Z2019RAFAEL, Ana Paula do Nascimento Monteiro de Barros. Consumo alimentar e avaliação antropométrica em crianças de zero a um ano de idade. 2019. 76 f. Dissertação (Mestrado Profissional) - Presidência, Fundação Oswaldo Cruz, Eusébio CE, 2019.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/48524No passado, o perfil nutricional global era caracterizado por uma maior prevalência de desnutrição em locais menos desenvolvidos com predomínio de pobreza, e maior prevalência de excesso de peso nas regiões mais ricas. No entanto, há algumas décadas observa-se uma transição nutricional podendo-se encontrar ambas as condições tanto em regiões mais favorecidas como naquelas em que prevalece a pobreza. Buscas na literatura evidenciam que a maior parte dos estudos epidemiológios que abordam o consumo alimentar e a avaliação antropométrica foram desenvolvidos com crianças maiores, demonstrando a necessidade do desenvolvimento de estudos que tragam evidências para o planejamento de ações de promoção da saúde para crianças menores de 1 ano. Diante disto, este estudo tem por objetivo geral analisar o consumo alimentar e o perfil antropométrico de crianças de 0 a 1 ano de idade de comunidades assistidas/cobertas pela Estratégia Saúde da Família de Fortaleza, CE, e por objetivos específicos caracterizar essas crianças de acordo com suas variáveis sociodemográficas, antropométricas e clínicas; identificar o consumo alimentar e associar o perfil antropométrico com as características sociodemográficas, clínicas e com o consumo alimentar. Trata-se de um estudo observacional, descritivo, com abordagem quantitativa e delineamento transversal realizado nas Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS) de Fortaleza, CE, sendo escolhidas aleatoriamente 6 UAPS (1 por Secretaria Regional), no período de janeiro de 2018 a abril de 2019. A amostra total calculada através da fórmula de populações finitas é de 308 crianças, utilizando-se prevalência de 50% para superestimar a amostra, erro de 5% e grau de confiança de 95% com nível de significância de 5% (equivalência: 1,96). Foram consideradas como variáveis independentes do estudo, as variáveis sociodemográficas, clínicas e antropométricas, além do consumo alimentar, que foram coletadas através de formulário específico. As medidas antropométricas foram realizadas segundo as recomendações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. As prevalências de magreza, risco de sobrepeso e sobrepeso/obesidade foram respectivamente 1,6%, 20,5% e 11,7%. À medida que a idade aumenta, maior proporção de crianças tem consumo alimentar inadequado (p<0,001). A média de aleitamento materno exclusivo (AME) para as crianças < 6 meses que não estão em AME somadas às de 6-11 meses foi de 3,1 meses. Dentre os erros alimentares das crianças < 6 meses se destacam o uso de açúcar (8,2%) e a ingesta de mingaus e/ou leite de vaca (28,8%). Entre 6-11 meses, estes erros foram mais expressivos (40,4% e 66,1%). Os erros alimentares uso de liquidificador em papas; uso de açúcar e ingesta de mingaus e/ou leite de vaca se associaram significativamente com sobrepeso/obesidade, sendo que a criança de 0 a 11 meses que usa açúcar tem 3,22 vezes mais risco de ter sobrepeso/obesidade quando comparado com aquela que não usa. A prevalência de sobrepeso/obesidade na amostra de lactentes de Fortaleza mostrou-se elevada, além de mais prevalente que a desnutrição, podendo supor que a transição nutricional nesta faixa etária está ocorrendo. O uso de açúcar adicionado na dieta de lactentes deve ser o mais restrito possível.In the past, the overall nutritional profile was characterized by a higher prevalence of malnutrition in less developed sites with a predominance of poverty, and a higher prevalence of overweight in richer regions. However, a few decades ago, there was a nutritional transition, both conditions were observed in more favored regions, and in those where poverty prevails. Searches in the literature show that most epidemiological studies addressing food consumption and anthropometric assessment were developed with older children, demonstrating the need for studies to bring evidence for the planning of health promotion actions for children under 1 year. Therefore, this study aims to analyze the dietary intake and anthropometric profile of children from 0 to 1 year of age from communities assisted covered by the Family Health Strategy of Fortaleza-CE. As specific objectives: to characterize these children according to their sociodemographic, anthropometric and clinical variables; to identify food consumption and to associate the anthropometric profile with sociodemographic, clinical and food consumption characteristics. This is an observational, descriptive study with a quantitative approach and a cross-sectional design carried out in the primary health care units (UAPS) being randomly chosen 1 UAPS per Regional Department (6 in total), during the period from Jan 2018 to Apr of 2019. The total sample calculated using the finite populations formula was 308 children, using prevalence=50% to overestimate the sample, 5% error and a confidence level of 95% with a 5% significance (equivalence: 1,96). Sociodemographic, clinical and anthropometric variables were considered as independent and, besides food consumption, were collected through a specific form. Anthropometric measurements were performed according to the recommendations of the Brazilian Institute of Geography and Statistics. The prevalence of thinness, risk of overweight and overweight/obesity were respectively 1,6%, 20,5% and 11,7%. As age increases, a higher proportion of children have inadequate food intake (p<0,001). The mean exclusive breastfeeding (EBF) for children <6m that was not in EBF plus 6-11 months age was 3,1 months. Among the food errors of the children <6m, the sugar intake (8,2%) and the porridge and/or cow\2019s milk intake (28,8%) were highlighted. Between 6-11 months, these errors were more expressive (40,4% and 66,1% respectively).The food errors liquefied popes, sugar intake and the porridge and/or cow\2019s milk intake were significantly associated with overweight/obesity, and child from 0 to 11 months with sugar intake has 3.22 times more risk of being overweight/obese when compared to the one without sugar intake. The prevalence of overweight/obesity in the sample of infants of Fortaleza showed to be high, besides being more prevalent than malnutrition, and it can be assumed that the nutritional transition in this age is occurring. Sugar intake added in the infant\2019s diet should be as restrict as possible.Fundação Oswaldo Cruz. Presidência. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porEstado NutricionalSaúde da CriançaAntropometriaConsumo de AlimentosLactenteNutritional StatusChild HealthAnthropometryFood ConsumptionInfantEstado NutricionalSaúde da CriançaAntropometriaConsumo de AlimentosLactenteNutrição da CriançaAvaliação NutricionalPromoção da SaúdeEstudo ObservacionalEpidemiologia DescritivaEstudos de Avaliação como AssuntoEstudos Transversais02 Fome zero e agricultura sustentável03 Saúde e Bem-EstarConsumo alimentar e avaliação antropométrica em crianças de zero a um ano de idadeFood consumption and anthropometric assessment in children from zero to one year of age, 2019info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2019-05-24PresidênciaFundação Oswaldo CruzEusébio/CEPrograma de Pós-Graduação em Saúde Coletiva-PROFSAÚDEinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/b2d3e11b-1ee0-4cb1-81b7-b646ab0d95f2/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALana_paula_nascimento_monteiro_barros_rafael_profsaude_2019.pdfapplication/pdf1756114https://arca.fiocruz.br/bitstreams/0f202f16-4a6b-4582-b0af-f675b96b7f8b/downloadb38433058ade798cd5b789095e316633MD52trueAnonymousREADTEXTana_paula_nascimento_monteiro_barros_rafael_profsaude_2019.pdf.txtana_paula_nascimento_monteiro_barros_rafael_profsaude_2019.pdf.txtExtracted texttext/plain103031https://arca.fiocruz.br/bitstreams/f9e04c6e-9a1c-4189-88d0-2f37d046c658/download83030a56b1ae5c5a88aa7ea2e5c7558eMD57falseAnonymousREADTHUMBNAILana_paula_nascimento_monteiro_barros_rafael_profsaude_2019.pdf.jpgana_paula_nascimento_monteiro_barros_rafael_profsaude_2019.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg11196https://arca.fiocruz.br/bitstreams/4c300651-0376-4a94-b3dc-5804602e87ca/download36e9fdd614cea1a9c60d71328100b268MD58falseAnonymousREADicict/485242025-12-11 08:23:17.576open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/48524https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:23:17Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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