Eles acreditavam que não fôssemos capazes, talvez como se fôssemos... mulheres: desigualdades de gênero e invisibilidades no serviço público: resistência de mulheres trabalhadoras de uma autarquia federal
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | Este estudo teve o objetivo de analisar trajetórias laborais de mulheres servidoras públicas, lotadas em uma autarquia federal com sede no Rio de Janeiro, resgatando suas vivências e experiências relacionadas à desigualdade de gênero e investigando as estratégias de resistência adotadas por elas. Pretendeu contribuir para a visibilização da opressão das mulheres e na conscientização da injustiça subjacente a ela, sob perspectiva intersecional e da decolonialidade de gênero. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de abordagem biográfica, que utilizou o método Histórias de Vida para coletar os relatos de dez mulheres servidoras. As entrevistas foram transcritas e os dados produzidos submetidos à técnica de análise temática dialógica, adicionando-se uma etapa de análise preliminar, a qual contou com a participação das entrevistadas. Os resultados desenham um retrato institucional em termos de desigualdade, mostrando como as opressões de gênero se complexificam na presença de outros marcadores sociais, como raça/cor e vivência da deficiência, por exemplo, e no impacto gerado pelo trabalho reprodutivo. Também apresenta as estratégias de resistências dessas mulheres, calcadas principalmente nas relações de afeto e incentivo da família, e voltadas para terem reconhecidas suas competências e habilidades no âmbito do trabalho, para a luta na ocupação de espaços predominantemente masculinos e, acima de tudo, para continuarem encontrando sentido, propósito e realização profissional. |
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Imai, Caroline Akemi PinheiroHennington, Élida Azevedo2024-07-17T13:13:18Z2024-07-17T13:13:18Z2024IMAI, Caroline Akemi Pinheiro. Eles acreditavam que não fôssemos capazes, talvez como se fôssemos... mulheres: desigualdades de gênero e invisibilidades no serviço público: resistência de mulheres trabalhadoras de uma autarquia federal. 2024. 136 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2024.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/65025Este estudo teve o objetivo de analisar trajetórias laborais de mulheres servidoras públicas, lotadas em uma autarquia federal com sede no Rio de Janeiro, resgatando suas vivências e experiências relacionadas à desigualdade de gênero e investigando as estratégias de resistência adotadas por elas. Pretendeu contribuir para a visibilização da opressão das mulheres e na conscientização da injustiça subjacente a ela, sob perspectiva intersecional e da decolonialidade de gênero. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de abordagem biográfica, que utilizou o método Histórias de Vida para coletar os relatos de dez mulheres servidoras. As entrevistas foram transcritas e os dados produzidos submetidos à técnica de análise temática dialógica, adicionando-se uma etapa de análise preliminar, a qual contou com a participação das entrevistadas. Os resultados desenham um retrato institucional em termos de desigualdade, mostrando como as opressões de gênero se complexificam na presença de outros marcadores sociais, como raça/cor e vivência da deficiência, por exemplo, e no impacto gerado pelo trabalho reprodutivo. Também apresenta as estratégias de resistências dessas mulheres, calcadas principalmente nas relações de afeto e incentivo da família, e voltadas para terem reconhecidas suas competências e habilidades no âmbito do trabalho, para a luta na ocupação de espaços predominantemente masculinos e, acima de tudo, para continuarem encontrando sentido, propósito e realização profissional.The aim of this study was to analyze the work trajectories of female civil servants working for a federal government agency based in Rio de Janeiro, looking at their experiences related to gender inequality and investigating the resistance strategies they adopted. The overarching goal was to contribute to bringing the often-overlooked oppression faced by women to light and raising awareness of the injustice underlying it, from an intersectional perspective and gender decoloniality. This is a qualitative study with a biographical approach, which used the "Life Stories" method to gather the narratives of ten women civil servants. The interviews were transcribed, and the data produced were subjected to the dialogical thematic analysis technique, with the addition of a preliminary analysis stage, with the active involvement from the interviewees. The results draw an institutional portrait in terms of gender inequality, showcasing how gender oppression is complexified in the presence of other social markers, (e.g., race/color and the experience of disability) and in the impact generated by reproductive work. This work also highlights the women's strategies of resistance, primarily grounded in relationships of affection and familial encouragement, emphasizing the effort to have their skills and abilities recognized at work, their struggle to occupy predominantly male spaces, and, above all, to continue finding meaning, purpose and professional fulfillment.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porMulheres ServidorasServiço PúblicoDesigualdade de GêneroInterseccionalidadeSaúde do trabalhadorWomen Civil ServantsGender InequalityIntersectionalityPublic ServiceWorker's HealthSaúde OcupacionalMulheresEnquadramento InterseccionalSetor PúblicoEquidade de GêneroDesigualdade de GêneroInterseccionalidadeAdministração PúblicaServiços DomésticosPesquisa QualitativaBiografiaEntrevistas como AssuntoGender InequalityIntersectionalityWorkers' Health05 Igualdade de gênero08 Trabalho decente e crescimento econômico10 Redução das desigualdadesEles acreditavam que não fôssemos capazes, talvez como se fôssemos... mulheres: desigualdades de gênero e invisibilidades no serviço público: resistência de mulheres trabalhadoras de uma autarquia federalThey believed that we were not capable, perhaps as if we were... women: gender inequalities and invisibilities in public service: resistance from women workers in a federal agencyinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2024-01-25Escola Nacional de Saúde Pública Sergio AroucaFundação Oswaldo CruzMestrado AcadêmicoRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/445d6a26-098a-4654-a6af-1f2e4d802ad8/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALcaroline_akemi_pinheiro_imai_ensp_mest_2024.pdfapplication/pdf1182731https://arca.fiocruz.br/bitstreams/cafd4e1a-bf65-42da-81be-6c5bb4509a91/downloadd59887e6a8f41aad4cecb6f7c4732c9bMD52trueAnonymousREADTEXTcaroline_akemi_pinheiro_imai_ensp_mest_2024.pdf.txtcaroline_akemi_pinheiro_imai_ensp_mest_2024.pdf.txtExtracted texttext/plain103178https://arca.fiocruz.br/bitstreams/ec679c54-4ca6-4338-bc01-9977434f5d0d/downloadd7f46d5fbfa2c5aad1665c9b3e2851b4MD515falseAnonymousREADTHUMBNAILcaroline_akemi_pinheiro_imai_ensp_mest_2024.pdf.jpgcaroline_akemi_pinheiro_imai_ensp_mest_2024.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg13609https://arca.fiocruz.br/bitstreams/e7a53441-5de0-4ebd-a697-ed83480475d2/download94da4c18cd14659c1094fc8dd3b518c7MD516falseAnonymousREADicict/650252025-12-11 08:45:43.269open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/65025https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:45:43Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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Eles acreditavam que não fôssemos capazes, talvez como se fôssemos... mulheres: desigualdades de gênero e invisibilidades no serviço público: resistência de mulheres trabalhadoras de uma autarquia federal Imai, Caroline Akemi Pinheiro Mulheres Servidoras Serviço Público Desigualdade de Gênero Interseccionalidade Saúde do trabalhador Women Civil Servants Gender Inequality Intersectionality Public Service Worker's Health Saúde Ocupacional Mulheres Enquadramento Interseccional Setor Público Equidade de Gênero Desigualdade de Gênero Interseccionalidade Administração Pública Serviços Domésticos Pesquisa Qualitativa Biografia Entrevistas como Assunto Gender Inequality Intersectionality Workers' Health 05 Igualdade de gênero 08 Trabalho decente e crescimento econômico 10 Redução das desigualdades |
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