O trabalho das agentes comunitárias de saúde durante a pandemia da COVID-19 em Crato-CE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Matos, Sandra Nyedja de Lacerda
Orientador(a): Melo, Camila Pimentel Lopes de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/62067
Resumo: O trabalho das Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) tem características que as diferenciam dos demais profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) que, por fazerem parte da comunidade onde exercem suas funções ficam muito próximas às situações de saúde e doença da população. No enfrentamento à pandemia da COVID-19, o trabalho na saúde exigiu readequações e estratégias para manutenção dos atendimentos e cuidados para a não disseminação do novo coronavírus. Neste cenário, predomina a força de trabalho feminina e condições laborais que podem trazer sofrimento e exaustão física e mental. O objetivo do presente estudo foi analisar o trabalho das agentes durante a pandemia da COVID-19, em Crato- CE; apresentar o perfil das ACS; descrever como aconteceu o trabalho durante o período pandêmico e elaborar uma cartilha para promoção da saúde e autocuidado das ACS, por meio das práticas integrativas e complementares. Trata-se de um estudo transversal de natureza qualitativa. Para a coleta de dados foi utilizada a entrevista semiestruturada com ACSs de duas Unidades Básicas de Saúde, localizadas no distrito de Ponta da Serra e bairro Seminário. A escolha das UBSs levou em consideração os dados epidemiológicos referentes ao ano 2020, nos quais mostram a distribuição espacial com maior número de casos da doença no município. As participantes da pesquisa são mulheres Agentes Comunitárias de Saúde atuantes no enfrentamento à emergência sanitária. Os dados obtidos foram organizados a partir da análise temática em três etapas, segundo Minayo: Pré-análise, Exploração do material, Tratamento dos dados. Foram entrevistadas 8 ACS. Os discursos analisados permitiram traçar o perfil das profissionais de saúde (Bloco 1), além da categorização das falas das entrevistadas em cinco categorias analíticas (Bloco 2), sendo elas: O trabalho das Agentes Comunitárias de Saúde antes da pandemia da COVID-19 e caracterização do território; Início da pandemia: Sobre a oferta de treinamento e orientações quanto ao uso de EPIs; Mudanças no processo de trabalho durante a pandemia; A importânciado ACS na comunidade e os desafios da profissão; Perspectivas futuras no trabalho e aprendizados pós pandemia. A reorganização no trabalho das ACS trouxe sobrecarga de trabalho e exposição a riscos físicos e emocionais. A análise permitiu identificar ainda mais o contato dessas trabalhadoras com as vulnerabilidades socioeconômicas da população. O vínculo e a confiança dos usuários do SUS no trabalho das ACS fortaleceram as práticas desenvolvidas durante a pandemia, como educação em saúde e combate às falsas notícias, mesmo com pouco conhecimento sobre a doença naquele período. O uso de tecnologias, como o celular e as recomendações de distanciamento social, alterou a maneira como as agentes realizavam as visitas domiciliares, principal meio de contato com a comunidade. Espera-se que pesquisas como essa possam fortalecer e valorizar o trabalho das ACSs e trazer à tona discussões sobre políticas públicas voltadas para melhores condições de trabalho, promoção da saúde e prevenção de doenças para os (as) trabalhadores (as) do SUS.
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Neste cenário, predomina a força de trabalho feminina e condições laborais que podem trazer sofrimento e exaustão física e mental. O objetivo do presente estudo foi analisar o trabalho das agentes durante a pandemia da COVID-19, em Crato- CE; apresentar o perfil das ACS; descrever como aconteceu o trabalho durante o período pandêmico e elaborar uma cartilha para promoção da saúde e autocuidado das ACS, por meio das práticas integrativas e complementares. Trata-se de um estudo transversal de natureza qualitativa. Para a coleta de dados foi utilizada a entrevista semiestruturada com ACSs de duas Unidades Básicas de Saúde, localizadas no distrito de Ponta da Serra e bairro Seminário. A escolha das UBSs levou em consideração os dados epidemiológicos referentes ao ano 2020, nos quais mostram a distribuição espacial com maior número de casos da doença no município. As participantes da pesquisa são mulheres Agentes Comunitárias de Saúde atuantes no enfrentamento à emergência sanitária. Os dados obtidos foram organizados a partir da análise temática em três etapas, segundo Minayo: Pré-análise, Exploração do material, Tratamento dos dados. Foram entrevistadas 8 ACS. Os discursos analisados permitiram traçar o perfil das profissionais de saúde (Bloco 1), além da categorização das falas das entrevistadas em cinco categorias analíticas (Bloco 2), sendo elas: O trabalho das Agentes Comunitárias de Saúde antes da pandemia da COVID-19 e caracterização do território; Início da pandemia: Sobre a oferta de treinamento e orientações quanto ao uso de EPIs; Mudanças no processo de trabalho durante a pandemia; A importânciado ACS na comunidade e os desafios da profissão; Perspectivas futuras no trabalho e aprendizados pós pandemia. A reorganização no trabalho das ACS trouxe sobrecarga de trabalho e exposição a riscos físicos e emocionais. A análise permitiu identificar ainda mais o contato dessas trabalhadoras com as vulnerabilidades socioeconômicas da população. O vínculo e a confiança dos usuários do SUS no trabalho das ACS fortaleceram as práticas desenvolvidas durante a pandemia, como educação em saúde e combate às falsas notícias, mesmo com pouco conhecimento sobre a doença naquele período. O uso de tecnologias, como o celular e as recomendações de distanciamento social, alterou a maneira como as agentes realizavam as visitas domiciliares, principal meio de contato com a comunidade. Espera-se que pesquisas como essa possam fortalecer e valorizar o trabalho das ACSs e trazer à tona discussões sobre políticas públicas voltadas para melhores condições de trabalho, promoção da saúde e prevenção de doenças para os (as) trabalhadores (as) do SUS.The work of the Community Health Agents (CHAs) has characteristics that differentiate them from other professionals in the Unified Health System (SUS), as they are part of the community where they work and are very close to the health and disease situations of the population. In the face of the COVID-19 pandemic, the work in health required readjustments and strategies for the maintenance of care and care to prevent the spread of the new coronavirus. In this scenario, the female workforce predominates and working conditions that can bring suffering and physical and mental exhaustion. The objective of this study was to analyze the work of the agents during the pandemic of COVID-19 in Crato, CE; present the profile of the CHAs; describe how the work happened during the pandemic period and develop a booklet for health promotion and self-care of CHAs, through integrative and complementary practices. This is a cross-sectional qualitative study. For data collection we used semi-structured interviews with CHWs from two Basic Health Units, located in the Ponta da Serra district and Seminário neighborhood. The choice of the UBSs took into account the epidemiological data for the year 2020, which show the spatial distribution with the highest number of cases of the disease in the municipality. The research participants are female Community Health Agents active in confronting the health emergency. The data obtained were organized from the thematic analysis in three stages, according to Minayo: Pre-analysis; Material exploration; Data treatment. Eight CHWs were interviewed. The analyzed speeches allowed tracing the profile of the health professionals (Block 1), besides the categorization of the interviewees' statements into five analytical categories (Block 2), as follows: The work of the Community Health Agents before the pandemic of COVID-19 and characterization of the territory; Beginning of the pandemic: On the provision of training and guidance on the use of PPE; Changes in the work process during the pandemic; The importance of the ACS in the community and the challenges of the profession; Future prospects in the work and learnings post pandemic. The reorganization in the work of the CHAs brought work overload and exposure to physical and emotional risks. The analysis allowed us to further identify the contact of these workers with the socioeconomic vulnerabilities of the population. The bond and the trust of SUS users in the CHAs' work strengthened the practices developed during the pandemic, such as health education and fighting the false news, even with little knowledge about the disease in that period. The use of technologies, such as cell phones and the recommendations for social distancing, changed the way the agents conducted home visits, the main means of contact with the community. It is hoped that research such as this can strengthen and value the work of the CHAs and bring up discussions on public policies aimed at better working conditions, health promotion, and disease prevention for SUS workers.Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Aggeu Magalhães. Recife, PE, Brasil.Universidade Federal de Pernambuco. Recife, PE, Brasil.Universidade Regional do Cariri. Cratos, PE, Brasil.porAgentes Comunitários de SaúdeTrabalhoPandemiasCOVID-19Community Health AgentsWorkPandemicsCOVID-19Agentes Comunitarios de SaludTrabajarPandemiasCOVID-19Agents de santé communautaireTravailPandémiesCOVID-19Agentes Comunitários de SaúdeTrabalhoPandemiasCOVID-19Terapias ComplementaresAutocuidado03 Saúde e Bem-Estar08 Trabalho decente e crescimento econômicoO trabalho das agentes comunitárias de saúde durante a pandemia da COVID-19 em Crato-CEinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2023-03-17Instituto Aggeu MagalhãesFundação Oswaldo CruzMestrado ProfissionalRecife/PEPrograma de Pós-Graduação em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZORIGINALsandra_matos_iam_mest_2023.pdfsandra_matos_iam_mest_2023.pdfapplication/pdf3715826https://arca.fiocruz.br/bitstreams/0d166f6b-8baf-4598-a2cf-6bf103625633/download6dc36b047c4fde1b62cdea38340547a0MD52trueAnonymousREADLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/9b9dadb2-74af-45d9-b187-c5c2f0fdb63e/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADTEXTsandra_matos_iam_mest_2023.pdf.txtsandra_matos_iam_mest_2023.pdf.txtExtracted texttext/plain103285https://arca.fiocruz.br/bitstreams/22046cf6-9e33-4e10-9b7d-355a6e450b8d/downloadd0c9f4826a990d4eb28e447dd46a26f1MD57falseAnonymousREADTHUMBNAILsandra_matos_iam_mest_2023.pdf.jpgsandra_matos_iam_mest_2023.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg14179https://arca.fiocruz.br/bitstreams/15842171-5b6c-4c89-85c5-7a7ef3726553/download625d6a8b34e13b43f468e218f9796edbMD58falseAnonymousREADicict/620672025-12-11 08:33:59.479open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/62067https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:33:59Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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