Domicílios indígenas nos censos demográficos: classificação, composição e interfaces com a saúde

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Marinho, Gerson Luiz
Orientador(a): Santos, Ricardo Ventura
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/12852
Resumo: Os censos nacionais são importantes instrumentos com vistas à caracterização de pessoas e domicílios, fornecendo subsídios para implementação de políticas públicas nas mais diversas áreas, incluindo saúde. Esta tese é composta por quatro textos inéditos que abordam questões ligadas ao tema dos domicílios indígenas nos censos nacionais (com foco no Censo Demográfico 2010) e suas interfaces com o campo da saúde. As principais fontes de dados foram os microdados da amostra do Censo Demográfico 2010 e tabulações referente ao "universo" obtidas a partir do Banco Multidimensional de Estatísticas (BME/IBGE). Os procedimentos de análise incluíram estatísticas descritivas e modelagem multivariada (regressão logística binária e multinomial). Os principais achados são os seguintes: 1) Em 2010, as maiores proporções de moradores indígenas residentes em domicílios classificados como "improvisados" ocorreram em áreas urbanas do Mato Grosso do Sul e do Rio Grande do Sul. Ao receberem tal classificação, os domicílios deixam de ser caracterizados quanto ao saneamento básico. Portanto, para o conjunto de indígenas analisados, a maioria Guarani Kaiowá (MS) e Kaingang (RS), não houve o levantamento de informações acerca de destino de lixo doméstico e dejetos, abastecimento de água potável, dentre outras; 2) Sobretudo na situação urbana, houve importante diminuição entre os censos de 2000 e 2010 quanto ao volume de pessoas autodeclaradas indígenas que residiam em domicílios nos quais todos os moradores também eram indígenas ("unicolor"). Ainda assim, comparativamente às outras categorias de cor ou raça, os indígenas apresentaram uma das menores proporções (41,7%) de pessoas residentes em domicílios "unicolores" em situação urbana em 2010. Também para situação urbana observou-se que aproximadamente um quarto dos indígenas residiam em domicílios cujos responsáveis não eram indígenas, em contraposição a baixíssima frequência (< 5%) em área rural; 3) A análise dos domicílios em situação urbana nos quais vivia pelo menos um indígena demonstrou marcantes diferenças nas características socioeconômicas dos responsáveis segundo cor ou raça. Quando a pessoa responsável era indígena (56,2%), houve maiores chances de apresentarem condições socioeconômicas menos favoráveis. Uma possível explicação é que essas pessoas preferiram optar por outras categorias, predominantemente "parda", em detrimento à identidade "indígena"; 4) A partir da investigação dos arranjos formados por pais, mães e filhos(as), sendo pelo menos um deles indígena, evidenciou-se a estreita associação entre a cor ou raça dos filhos(as) e, sobretudo, das mães. Além disso, os padrões de associação entre a cor ou raça dos filhos(as) e variáveis socioeconômicas de pais, filhos e domicílios se mostraram distintos segundo contextos urbano e rural. Sobretudo na situação urbana, houve chances maiores dos filhos serem indígenas quando estavam em domicílios com menores níveis de rendimento mensal e com maior número de pessoas. Argumenta-se que, ao abordar temas relativos à classificação e composição dos domicílios indígenas, a presente tese traz reflexões que problematizam aspectos relativos à geração de indicadores sociodemográficos, incluindo os de saúde, a partir de dados censitários.
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As principais fontes de dados foram os microdados da amostra do Censo Demográfico 2010 e tabulações referente ao "universo" obtidas a partir do Banco Multidimensional de Estatísticas (BME/IBGE). Os procedimentos de análise incluíram estatísticas descritivas e modelagem multivariada (regressão logística binária e multinomial). Os principais achados são os seguintes: 1) Em 2010, as maiores proporções de moradores indígenas residentes em domicílios classificados como "improvisados" ocorreram em áreas urbanas do Mato Grosso do Sul e do Rio Grande do Sul. Ao receberem tal classificação, os domicílios deixam de ser caracterizados quanto ao saneamento básico. Portanto, para o conjunto de indígenas analisados, a maioria Guarani Kaiowá (MS) e Kaingang (RS), não houve o levantamento de informações acerca de destino de lixo doméstico e dejetos, abastecimento de água potável, dentre outras; 2) Sobretudo na situação urbana, houve importante diminuição entre os censos de 2000 e 2010 quanto ao volume de pessoas autodeclaradas indígenas que residiam em domicílios nos quais todos os moradores também eram indígenas ("unicolor"). Ainda assim, comparativamente às outras categorias de cor ou raça, os indígenas apresentaram uma das menores proporções (41,7%) de pessoas residentes em domicílios "unicolores" em situação urbana em 2010. Também para situação urbana observou-se que aproximadamente um quarto dos indígenas residiam em domicílios cujos responsáveis não eram indígenas, em contraposição a baixíssima frequência (< 5%) em área rural; 3) A análise dos domicílios em situação urbana nos quais vivia pelo menos um indígena demonstrou marcantes diferenças nas características socioeconômicas dos responsáveis segundo cor ou raça. Quando a pessoa responsável era indígena (56,2%), houve maiores chances de apresentarem condições socioeconômicas menos favoráveis. Uma possível explicação é que essas pessoas preferiram optar por outras categorias, predominantemente "parda", em detrimento à identidade "indígena"; 4) A partir da investigação dos arranjos formados por pais, mães e filhos(as), sendo pelo menos um deles indígena, evidenciou-se a estreita associação entre a cor ou raça dos filhos(as) e, sobretudo, das mães. Além disso, os padrões de associação entre a cor ou raça dos filhos(as) e variáveis socioeconômicas de pais, filhos e domicílios se mostraram distintos segundo contextos urbano e rural. Sobretudo na situação urbana, houve chances maiores dos filhos serem indígenas quando estavam em domicílios com menores níveis de rendimento mensal e com maior número de pessoas. Argumenta-se que, ao abordar temas relativos à classificação e composição dos domicílios indígenas, a presente tese traz reflexões que problematizam aspectos relativos à geração de indicadores sociodemográficos, incluindo os de saúde, a partir de dados censitários.National censuses are important instruments for characterizing people and households, providing support for public policy implementation in diverse areas, including health. This thesis is comprised of four unpublished texts addressing questions related to indigenous households in national censuses (focusing on the 2010 Brazilian National Census) and their interfaces with the field of health. The principle sources of data were sample microdata from the 2010 National Census and tabulations based on the population "universe" from the same census, obtained from the Statistical Multidimensional Bank (BME/IBGE). Analytical procedures included descriptive statistics and multivariate modeling (binary and multinomial logistic regression). Principal findings include the following: 1) In 2010, larger proportions of Indigenous residents in households classified as "improvised" occurred in urban areas in Mato Grosso do Sul (MS) and Rio Grande do Sul (RS) states. Having received this classification, these households were not characterized with regard to basic sanitation. Therefore, for the set of Indigenous people analyzed, the majority of which belonged to the ethnic groups Guarani Kaiowá (MS) and Kaingang (RS), there was no information obtained for trash and waste disposal, drinking water sources, among other topics; 2) Particularly in urban areas, an important reduction was observed between the 2000 and 2010 censuses in the number of people who self-declared Indigenous who resided in households in which all residents also were Indigenous ("unicolor"). Even so, compared to other color or race categories, Indigenous people presented one the smallest proportions (41.7%) of individuals residing in urban "unicolor" households in 2010. Also in urban areas, it was observed that approximately one fourth of Indigenous people lived in households whose heads of household were not Indigenous, which contrasts with a much lower frequency (< 5%) in rural areas; 3) Analysis of urban households with at least one Indigenous resident revealed large differences in socioeconomic characteristics of heads of household according to color or race. When the head of household was Indigenous (56.2%), there were greater chances of presenting less favorable socioeconomic conditions. A possible explanation is that these people preferred to be identified according to other categories, such as "brown" (pardo), rather than Indigenous. 4) Based on analysis of configurations of parents, mothers, and children combinations with at least one member being indigenous, a strict association was observed between color or race of children and, in particular, of mothers. Additionally, patterns of association between the color or race of children and the socioeconomic characteristics of parents, children, and households were distinct between urban and rural regions. Especially in urban regions, the chances of children being Indigenous were greater when living in households with lower monthly incomes and greater number of household residents. It is argued that by addressing topics related to classification and composition of indigenous households, the reflections in this thesis problematize aspects related to generating socioeconomic indicators, including health indicators, based on census data.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porDemografiaCenso DemográficoDistribuição por Raça ou EtniaPopulação indígenaIndicadores de SaúdeDemographyDemographic CensusDistribution by Race or ColorIndigenous PopulationHealth IndicatorsDemografiaIndicadores Básicos de SaúdePopulação IndígenaDistribuição por Raça ou EtniaHabitaçãoCensos16 Paz, Justiça e Instituições EficazesDomicílios indígenas nos censos demográficos: classificação, composição e interfaces com a saúdeIndigenous households in the census: classification, composition and interfaces with healthinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisEscola Nacional de Saúde Pública Sergio AroucaRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Saúde PúblicaPrograma de Pós-Graduação em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZORIGINALve_Gerson_Luiz_ENSP_2015application/pdf1235615https://arca.fiocruz.br/bitstreams/600390a4-b1c5-4d18-844f-8cc05719e20b/download3a2101d480d39283c7c9586bbcda7435MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/34fa3cdb-fab0-45c1-ac4b-5b067d9841c5/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52falseAnonymousREADTEXT12.pdf.txt12.pdf.txtExtracted texttext/plain335304https://arca.fiocruz.br/bitstreams/3ecda47c-7497-4d4e-9ef4-fbb530e91025/download6eaed8255f59aa601e21c8fb32450091MD53falseAnonymousREADve_Gerson_Luiz_ENSP_2015.txtve_Gerson_Luiz_ENSP_2015.txtExtracted texttext/plain103848https://arca.fiocruz.br/bitstreams/e00ec74c-b1f3-4425-9dce-8901f997318c/downloadaa466eefc72f0c53aa7643cce79da3cbMD512falseAnonymousREADTHUMBNAILve_Gerson_Luiz_ENSP_2015.jpgve_Gerson_Luiz_ENSP_2015.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3069https://arca.fiocruz.br/bitstreams/82a5a573-45e9-4625-a8d2-0076c8d46b17/download98d5264338744856d47e13617228893aMD513falseAnonymousREADicict/128522025-07-29 19:18:29.723open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/12852https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-29T22:18:29Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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