Peeling químico para clareamento genital feminino um piloto randomizado
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Programa de Pós-Graduação em Medicina e Saúde Humana EBMSP brasil |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/8966 |
Resumo: | Introdução: A hipercromia genital feminina pode causar desconforto estético significativo e alterações como baixa autoestima e inibição com parceiro(a). Não existem estudos na literatura que utilizem soluções clareadoras para esse tratamento. Este estudo original tem como objetivo verificar a segurança e tolerabilidade de uma solução clareadora na região genital feminina e seu impacto na função sexual, qualidade de vida e autoimagem genital. Métodos: Ensaio clínico randomizado triplo-cego fase 1, com amostra de 27 mulheres, 14 no grupo teste e 13 no grupo sham. Incluídas mulheres entre 18 e 45 anos (não-menopausadas) que apresentavam queixa de escurecimento genital ratificado pelo profissional. Realizadas cinco sessões de peeling químico com solução clareadora (ácido mandélico, citovector ferúlico, ácido kójico e ácido fítico) com duração de 15 minutos cada e intervalo de 19 dias entre as sessões. O grupo sham realizou todas as etapas, porém sem ácidos na composição dos produtos. O aplicador não sabia qual solução estava aplicando. A análise de segurança foi realizada durante e após o tratamento por registro do profissional em prontuário e pelos sintomas relatados pelos pacientes. A avaliação da função sexual foi feita pelo FSFI, da qualidade de vida pelo questionário MelasQoL e da autoimagem genital pelo FGSIS. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Instituição (CAAE: 03294312.6.0000.5544). Os pacientes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: Em relação à segurança e tolerabilidade, não houve alteração no exame físico realizado pelo profissional aplicador durante as sessões, bem como não foram relatados sintomas durante todo o protocolo e todas as participantes completaram o tratamento. De acordo com o FSFI, embora o grupo teste apresentasse média compatível com disfunção sexual antes do tratamento (24,9±7,8), ultrapassando ponto de corte após (27,9±5,0), não houve significância estatística na análise intragrupo (p=0,098). Analisando MelasQol, o grupo teste, após o tratamento, apresentou redução significativa da mediana 46 (37-55) x 26 (13-51), com significância na análise intragrupo (p=0,018). Na análise do FGSIS, houve melhora da autoimagem genital após o tratamento apenas no grupo teste, com aumento médio de 17,7±4,2 para 19,4±4,0 (p=0,029). Quando analisada a variação entre os escores intergrupos final e inicial, houve diferença apenas na função sexual, de acordo com o FSFI (p=0,04). Conclusão: A formulação desenvolvida para o tratamento da hipercromia genital mostrou-se segura, com boa tolerabilidade e com impacto positivo na função sexual, qualidade de vida e autoimagem genital. São necessários ensaios clínicos mais robustos. |
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