Associação entre peso ao nascer e fatores de risco cardiovascular em adolescentes de Salvador-Ba

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Sousa, Maria Amenaide Carvalho Alves de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Medicina e Saúde Humana
EBMSP
brasil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/425
Resumo: Objetivo : Avaliar se existe associação entre peso ao nascer (PN) e fatores de risco cardiovascular em adolescentes de Salvador. Métodos: Estudo de corte transversal com grupos de comparação por PN. Amostra composta de 250 adolescentes, classificados segundo IMC: normal alto (>p50 <p85), sobrepeso (>p85 <p95) e obesidade (>p95). As variáveis de risco para comparação foram: circunferência abdominal, pressão arterial, perfil lipídico, glicemia, insulina sérica, HOMA-RI e síndrome metabólica. Peso de nascimento confiável informado pelos pais foi classificado como baixo peso (PN < 2500g), peso normal (2500g<PN<4000g) e alto peso (PN > 4000g). Resultados: Cento e cinqüenta e três (61,2%) meninas, idade 13,74 ± 2,03 anos, PN normal 80,8%, baixo PN 8,0% e alto PN 11,2%. Observou-se maior freqüência de obesidade (42,9%; p=0,005), PAS e PAD elevadas (42,9%; p<0,001 e 35,7%; p=0,007, respectivamente) e síndrome metabólica (46,4%; P=0,002) no PN alto em relação ao PN normal. A análise univariada mostrou razão de prevalência (RP) para PAS ≥p90 de 3,3 (I.C. 95%, 1,7-6,4) e para obesidade (IMC≥p95) de 2,6 (I.C. 95%, 1,3-5,2) em relação aos com PN normal e a regressão logística multivariada de 3,21(1,3 -7,9, p=0,011) e de 2,2(I.C. 95%, 0,9- 5,4, p=0,083), respectivamente. O perfil lipídico não mostrou diferenças estatisticamente significantes. Conclusão: Os dados sugerem que o alto PN está associado à maior prevalência de obesidade, síndrome metabólica e PA alterada na adolescência, baixo peso entretanto não foi fator predisponente para alterações lipídicas ou agregação de fatores de risco cardiovasculares.
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