Alterações Oftalmológicas em Grupo de Pacientes Portadores de Hiv-1 em Salvador-Bahia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Souza, Maria Auxiliadora Monteiro de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Programa de Pós-Graduação em Medicina e Saúde Humana
EBMSP
brasil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HIV
Link de acesso: http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/413
Resumo: A Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma manifestação clínica tardia causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). A infecção pelo HIV leva a imunossupressão progressiva, principalmente da imunidade celular, caracterizada por uma acentuada diminuição do número de linfócitos T CD4+. Frequentemente, esse desequilíbrio causa doença ocular, que pode ser resultado de infecções oportunistas ou neoplasias. Manifestações oculares são comuns em mais de 70% dos pacientes com imunodeficiência adquirida ao longo do curso da doença. O objetivo desse estudo foi descrever as alterações oftalmológicas mais prevalentes em um grupo de pacientes infectados pelo HIV, em dois centros de referência em Salvador-Bahia. Realizou-se um estudo transversal, envolvendo 81 pacientes portadores do HIV-1, no período de novembro de 2004 até setembro de 2007. Esses pacientes foram provenientes da Unidade Docente de Assistência em Infectologia (UDAI) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e do Serviço de Infectologia do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) e foram atendidos, respectivamente, 60 pacientes no ambulatório de oftalmologia da Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) e 21 pacientes no ambulatório de oftalmologia do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). Quanto aos resultados, a maioria dos pacientes foi assintomática do ponto de vista oftalmológico(51,8%), e destes, 100% encontrava-se em uso de TARV. A queixa oftalmológica mais comum foi visão embaçada, com 25,9% do total de pacientes. Quanto aos anexos oculares, blefarite foi o diagnóstico mais encontrado, com 4,9% do total de pacientes. Em segmento anterior a uveíte foi o diagnóstico mais prevalente, acometendo 2,4% dos pacientes avaliados. Quanto ao segmento posterior, as alterações retinianas foram as mais prevalentes, acometendo 14,8% do total de pacientes, sendo que destas, a alteração mais encontrada foi retinite por citomegalovírus (3,7%). Conclusões: Houve influência positiva do uso de TARV, melhorando imunologicamente os pacientes, pois 100% dos pacientes assintomáticos estavam em uso da HAART. Dentre as doenças retinianas, a de maior prevalência foi retinite por CMV, porém os resultados deste estudo sugerem uma redução na prevalência geral de retinite por CMV, fato este explicado pelo uso da TARV na maioria dos pacientes. Houve uma confirmação da feminização e da pauperização da AIDS e da mudança de padrões de categoria de exposição, com aumento da prevalência em heterossexuais.
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