RESSONÂNCIA MAGNÉTICA COMO MÉTODO DE PLANEJAMENTO PRÉ-OPERATÓRIO PARA CONFECÇÃO DO TÚNEL TIBIAL NA RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Dultra, Franklin Cajaíba
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Tecnologias em Saúde
EBMSP
brasil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/429
Resumo: A lesão do ligamento cruzado posterior (LCP) pode evoluir para um quadro de incapacidade funcional, sendo recomendável em alguns casos a cirurgia. Devido à proximidade da artéria poplítea (AP) com a inserção do LCP, cuidados especiais devem ser tomados nas reconstruções. Atualmente, a ressonância magnética (RM) é um excelente instrumento para diagnóstico e avaliação anatômica dessas estruturas. Desta forma, o objetivo do estudo foi identificar o posicionamento anatômico da AP, quantificando sua distância até o ponto de inserção tibial do LCP e analisar quais angulações oferecem risco de lesão durante a confecção do túnel tibial na reconstrução do LCP. Trata-se de um estudo retrospectivo, no qual foram analisadas 200 imagens de RM de joelho, de indivíduos com idade ≥ 18 anos, que não apresentavam fraturas, tumores, procedimentos cirúrgicos prévios ou alterações degenerativas dos componentes articulares. Todas as imagens foram obtidas no banco de dados do Hospital Ortopédico de Feira de Santana-Ba, e a partir da seleção destas no plano transversal, com corte ao nível da inserção do LCP na tíbia, utilizou-se do próprio software do aparelho (Singo) e suas ferramentas para mensurar a distância do centro do ligamento LCP até a porção anterior da AP e criar túneis imaginários no sentido medial/lateral e o inverso, com 10 mm de largura, através de duas linhas paralelas, visando simular uma broca cirúrgica. Notou-se que a AP encontrava-se localizada posteriormente e ligeiramente lateralizada ao ponto de inserção do LCP, a uma distância média de 1,20 ± 0,32 cm. Ao verificar a simulação dos túneis, foi percebido que a probabilidade de risco de lesão da artéria poplítea por uma abordagem no sentido medial/lateral é maior quando comparada ao inverso (p=0,0001). Foi percebido também que apesar das mulheres possuírem um menor espaço entre o LCP e a AP (1,13 ± 0,27 cm), a amplitude do risco de lesão provocada pela confecção dos túneis é menor quando comparada a homens. Adicionalmente, foram também avaliadas imagens de 10 indivíduos que se submeteram ao exame de RM com o joelho em extensão e flexão a 90°, sendo possível notar que a média da distância entre a inserção do LCP e a AP foi significativamente superior (p=0,001) no segundo momento. Conclui-se que o entendimento do posicionamento da AP, demonstrado por análise de imagens de RM, se faz importante no planejamento cirúrgico das reconstruções do LCP, tornando-se possível evitar iatrogenias, e que a técnica transtibial, por meio da abordagem lateral, apresenta ser uma boa escolha a fim de reduzir as chances de lesão da AP.
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