Análise dos resultados da eletroestimulação neural transcutânea parassacral e oxibutina no tratamento de crianças com bexiga neurogênica
| Ano de defesa: | 2013 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Medicina e Saúde Humana EBMSP brasil |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/396 |
Resumo: | ANÁLISE DOS RESULTADOS DA ELETROESTIMULAÇÃO TRANSCUTÂNEA PARASSACRAL E OXIBUTININA EM CRIANÇAS COM BEXIGA NEUROGÊNICA Introdução: A eletroestimulação neural transcutânea (TENS) parassacral é eficaz no tratamento de crianças com disfunção não-neurogênica do trato urinário inferior. Naquelas com etiologia neurogênica, os anticolinérgicos continuam sendo o tratamento padrão. Como na maioria destes pacientes não há lesão completa dos tratos nervosos, a eletroestimulação poderia também propiciar melhora clinica e nos parâmetros urodinâmicos. Objetivo: Avaliar a eficácia da TENS parassacral em crianças portadoras de bexiga neurogênica com incontinência urinária. Materiais e métodos: Foram avaliadas retrospectivamente 26 crianças com bexiga neurogênica (média de idade 6,4±4,2anos) que apresentaram hiperatividade detrusora ou déficit de complacência, assistidas pelo Centro de Disfunções Miccionais na Infância (CEDIMI) no período de 2011 a 2012. Um grupo (n=18) recebeu tratamento com oxibutinina oral por 10 semanas e outro grupo (n=8) foi tratado com 30 sessões de TENS parasacral. Através da realização do diário miccional e estudo urodinâmico antes e uma semana após o tratamento, foram avaliados os desfechos: números de fraldas/dia, sensibilidade (desejo miccional), capacidade cistométrica máxima (CCM) e complacência. Foi utilizado o teste de Wilcoxon para análise das variáveis contínuas e o teste de MacNemar para as categóricas. Resultados: A TENS parassacral melhorou a continência em 87,5% das crianças ao reduzir o número de fraldas/dia de 7,2±3,6 para 4,7±3 (p=0,01), enquanto que a oxibutinina melhorou 66,67% com média de 5,7±2,7 para 4±2,4 fraldas/dia (p<0,01). O tratamento com eletroestimulação propiciou melhora na sensibilidade vesical em 85,7% (p=0,06), enquanto que a oxibutinina em 16,7% (p=0,25). Houve aumento significante na CCM apenas no grupo da oxibutinina com média de 108±71mL para 148±70mL (p<0,01), enquanto que entre os tratados com TENS a média foi de 161±122mL para 169±125mL (p=0,5). A complacência foi melhorada no grupo da TENS de 7 para 19 cmH2O (variação de 3-56) com p<0,01. No grupo da oxibutinina este aumento foi menor de 11 para 13 cmH2O (variação de 2-28) com p=0,03. Como os grupos foram diferentes com relação à freqüência de hiperatividade detrusora (78% no grupo TENS e 12% no grupo oxibutinina), não foi possível comparar os métodos. Conclusão: A TENS parassacral e a oxibutinina foram eficazes ao melhorar a complacência vesical e ao reduzir o número de fraldas. Apenas poucos pacientes tornaram-se continentes. A melhora na CCM só foi observada no grupo da oxibutinina. A maior parte dos pacientes no grupo TENS-PS passaram a apresentar sensibilidade ao enchimento vesical. |
| id |
EBM_6460c0cf16da96b8bbb0f6deaf6ea49f |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.bahiana.edu.br:bahiana/396 |
| network_acronym_str |
EBM |
| network_name_str |
Repositório Institucional da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Análise dos resultados da eletroestimulação neural transcutânea parassacral e oxibutina no tratamento de crianças com bexiga neurogênicaBexiga neurogênicaInfânciaEletroestimulação Nervosa TranscutâneaANÁLISE DOS RESULTADOS DA ELETROESTIMULAÇÃO TRANSCUTÂNEA PARASSACRAL E OXIBUTININA EM CRIANÇAS COM BEXIGA NEUROGÊNICA Introdução: A eletroestimulação neural transcutânea (TENS) parassacral é eficaz no tratamento de crianças com disfunção não-neurogênica do trato urinário inferior. Naquelas com etiologia neurogênica, os anticolinérgicos continuam sendo o tratamento padrão. Como na maioria destes pacientes não há lesão completa dos tratos nervosos, a eletroestimulação poderia também propiciar melhora clinica e nos parâmetros urodinâmicos. Objetivo: Avaliar a eficácia da TENS parassacral em crianças portadoras de bexiga neurogênica com incontinência urinária. Materiais e métodos: Foram avaliadas retrospectivamente 26 crianças com bexiga neurogênica (média de idade 6,4±4,2anos) que apresentaram hiperatividade detrusora ou déficit de complacência, assistidas pelo Centro de Disfunções Miccionais na Infância (CEDIMI) no período de 2011 a 2012. Um grupo (n=18) recebeu tratamento com oxibutinina oral por 10 semanas e outro grupo (n=8) foi tratado com 30 sessões de TENS parasacral. Através da realização do diário miccional e estudo urodinâmico antes e uma semana após o tratamento, foram avaliados os desfechos: números de fraldas/dia, sensibilidade (desejo miccional), capacidade cistométrica máxima (CCM) e complacência. Foi utilizado o teste de Wilcoxon para análise das variáveis contínuas e o teste de MacNemar para as categóricas. Resultados: A TENS parassacral melhorou a continência em 87,5% das crianças ao reduzir o número de fraldas/dia de 7,2±3,6 para 4,7±3 (p=0,01), enquanto que a oxibutinina melhorou 66,67% com média de 5,7±2,7 para 4±2,4 fraldas/dia (p<0,01). O tratamento com eletroestimulação propiciou melhora na sensibilidade vesical em 85,7% (p=0,06), enquanto que a oxibutinina em 16,7% (p=0,25). Houve aumento significante na CCM apenas no grupo da oxibutinina com média de 108±71mL para 148±70mL (p<0,01), enquanto que entre os tratados com TENS a média foi de 161±122mL para 169±125mL (p=0,5). A complacência foi melhorada no grupo da TENS de 7 para 19 cmH2O (variação de 3-56) com p<0,01. No grupo da oxibutinina este aumento foi menor de 11 para 13 cmH2O (variação de 2-28) com p=0,03. Como os grupos foram diferentes com relação à freqüência de hiperatividade detrusora (78% no grupo TENS e 12% no grupo oxibutinina), não foi possível comparar os métodos. Conclusão: A TENS parassacral e a oxibutinina foram eficazes ao melhorar a complacência vesical e ao reduzir o número de fraldas. Apenas poucos pacientes tornaram-se continentes. A melhora na CCM só foi observada no grupo da oxibutinina. A maior parte dos pacientes no grupo TENS-PS passaram a apresentar sensibilidade ao enchimento vesical.FAPESB - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da BahiaEscola Bahiana de Medicina e Saúde PúblicaMedicina e Saúde HumanaEBMSPbrasilBarroso Júnior, Ubirajara de OliveiraPinto, Luiz Eduardo Café CardosoBatista, Lucas Teixeira e AguiarGarboggini, Patrícia Virgínia Silva LordêloNepomuceno, Érico Correia2017-08-16T18:07:13Z2017-08-16T18:07:13Z2013info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/396info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Públicainstname:Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBM)instacron:EBM2025-07-25T20:25:35Zoai:repositorio.bahiana.edu.br:bahiana/396Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.bahiana.edu.br:8443/oai/requestrepositorio@bahiana.edu.br || ebmsp-bibliotecacp2@bahiana.edu.bropendoar:10.71.50.272025-07-25T20:25:35Repositório Institucional da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBM)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Análise dos resultados da eletroestimulação neural transcutânea parassacral e oxibutina no tratamento de crianças com bexiga neurogênica |
| title |
Análise dos resultados da eletroestimulação neural transcutânea parassacral e oxibutina no tratamento de crianças com bexiga neurogênica |
| spellingShingle |
Análise dos resultados da eletroestimulação neural transcutânea parassacral e oxibutina no tratamento de crianças com bexiga neurogênica Nepomuceno, Érico Correia Bexiga neurogênica Infância Eletroestimulação Nervosa Transcutânea |
| title_short |
Análise dos resultados da eletroestimulação neural transcutânea parassacral e oxibutina no tratamento de crianças com bexiga neurogênica |
| title_full |
Análise dos resultados da eletroestimulação neural transcutânea parassacral e oxibutina no tratamento de crianças com bexiga neurogênica |
| title_fullStr |
Análise dos resultados da eletroestimulação neural transcutânea parassacral e oxibutina no tratamento de crianças com bexiga neurogênica |
| title_full_unstemmed |
Análise dos resultados da eletroestimulação neural transcutânea parassacral e oxibutina no tratamento de crianças com bexiga neurogênica |
| title_sort |
Análise dos resultados da eletroestimulação neural transcutânea parassacral e oxibutina no tratamento de crianças com bexiga neurogênica |
| author |
Nepomuceno, Érico Correia |
| author_facet |
Nepomuceno, Érico Correia |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Barroso Júnior, Ubirajara de Oliveira Pinto, Luiz Eduardo Café Cardoso Batista, Lucas Teixeira e Aguiar Garboggini, Patrícia Virgínia Silva Lordêlo |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Nepomuceno, Érico Correia |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Bexiga neurogênica Infância Eletroestimulação Nervosa Transcutânea |
| topic |
Bexiga neurogênica Infância Eletroestimulação Nervosa Transcutânea |
| description |
ANÁLISE DOS RESULTADOS DA ELETROESTIMULAÇÃO TRANSCUTÂNEA PARASSACRAL E OXIBUTININA EM CRIANÇAS COM BEXIGA NEUROGÊNICA Introdução: A eletroestimulação neural transcutânea (TENS) parassacral é eficaz no tratamento de crianças com disfunção não-neurogênica do trato urinário inferior. Naquelas com etiologia neurogênica, os anticolinérgicos continuam sendo o tratamento padrão. Como na maioria destes pacientes não há lesão completa dos tratos nervosos, a eletroestimulação poderia também propiciar melhora clinica e nos parâmetros urodinâmicos. Objetivo: Avaliar a eficácia da TENS parassacral em crianças portadoras de bexiga neurogênica com incontinência urinária. Materiais e métodos: Foram avaliadas retrospectivamente 26 crianças com bexiga neurogênica (média de idade 6,4±4,2anos) que apresentaram hiperatividade detrusora ou déficit de complacência, assistidas pelo Centro de Disfunções Miccionais na Infância (CEDIMI) no período de 2011 a 2012. Um grupo (n=18) recebeu tratamento com oxibutinina oral por 10 semanas e outro grupo (n=8) foi tratado com 30 sessões de TENS parasacral. Através da realização do diário miccional e estudo urodinâmico antes e uma semana após o tratamento, foram avaliados os desfechos: números de fraldas/dia, sensibilidade (desejo miccional), capacidade cistométrica máxima (CCM) e complacência. Foi utilizado o teste de Wilcoxon para análise das variáveis contínuas e o teste de MacNemar para as categóricas. Resultados: A TENS parassacral melhorou a continência em 87,5% das crianças ao reduzir o número de fraldas/dia de 7,2±3,6 para 4,7±3 (p=0,01), enquanto que a oxibutinina melhorou 66,67% com média de 5,7±2,7 para 4±2,4 fraldas/dia (p<0,01). O tratamento com eletroestimulação propiciou melhora na sensibilidade vesical em 85,7% (p=0,06), enquanto que a oxibutinina em 16,7% (p=0,25). Houve aumento significante na CCM apenas no grupo da oxibutinina com média de 108±71mL para 148±70mL (p<0,01), enquanto que entre os tratados com TENS a média foi de 161±122mL para 169±125mL (p=0,5). A complacência foi melhorada no grupo da TENS de 7 para 19 cmH2O (variação de 3-56) com p<0,01. No grupo da oxibutinina este aumento foi menor de 11 para 13 cmH2O (variação de 2-28) com p=0,03. Como os grupos foram diferentes com relação à freqüência de hiperatividade detrusora (78% no grupo TENS e 12% no grupo oxibutinina), não foi possível comparar os métodos. Conclusão: A TENS parassacral e a oxibutinina foram eficazes ao melhorar a complacência vesical e ao reduzir o número de fraldas. Apenas poucos pacientes tornaram-se continentes. A melhora na CCM só foi observada no grupo da oxibutinina. A maior parte dos pacientes no grupo TENS-PS passaram a apresentar sensibilidade ao enchimento vesical. |
| publishDate |
2013 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2013 2017-08-16T18:07:13Z 2017-08-16T18:07:13Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/396 |
| url |
http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/396 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública Medicina e Saúde Humana EBMSP brasil |
| publisher.none.fl_str_mv |
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública Medicina e Saúde Humana EBMSP brasil |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública instname:Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBM) instacron:EBM |
| instname_str |
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBM) |
| instacron_str |
EBM |
| institution |
EBM |
| reponame_str |
Repositório Institucional da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública |
| collection |
Repositório Institucional da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBM) |
| repository.mail.fl_str_mv |
repositorio@bahiana.edu.br || ebmsp-bibliotecacp2@bahiana.edu.br |
| _version_ |
1857651076361093120 |