Saúde reprodutiva e objeção de consciência: uma proposta educacional
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Medicina e Saúde Humana BAHIANA |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/2574 |
Resumo: | A discussão sobre objeção de consciência no currículo médico, requer um modelo educacional que estimule o raciocínio ético e habilidades de comunicação, minimizando o conflito moral e os prejuízos que a recusa possa causar aos pacientes. Objetivos: Avaliar a eficácia da técnica do role-playing na abordagem do tema da objeção de consciência no currículo médico. Verificar entre acadêmicos de medicina a prevalência, fatores motivadores à recusa em prestar serviços em saúde reprodutiva e o conhecimento ético sobre o tema. Os resultados serão apresentados sobre a forma de artigos. Métodos: Estudo de intervenção, envolvendo 120 estudantes de medicina. O projeto foi composto por 8 módulos com 15 alunos cada. Inicialmente aplicou-se um questionário incluindo informações demográficas, religiosidade, conhecimentos éticos sobre objeção de consciência na prática médica e sobre a concordância, ou não, e o seu conforto em conduzir situações como o abortamento legal, a prescrição da contracepção de emergência e a orientação contraceptiva a adolescentes. Após, foram exibidos 3 filmes de curta metragem, criados exclusivamente para o projeto. O primeiro aborda a negação de um médico a realizar um abortamento em uma jovem de 15 anos, vitimada sexualmente. O segundo simula a objeção de um médico a fornecer orientação contraceptiva a uma adolescente de 13 anos, e sem a ciência dos pais. O último filme retrata a recusa do médico em prescrever a contracepção de emergência a uma jovem. Em seguida, estimulou-se uma discussão considerando principalmente: as legislações existentes sobre o tema, o direito à objeção de consciência do médico, a violação da autonomia da paciente, o potencial de discriminação e o prejuízo à saúde do solicitante decorrente da recusa. Formaram-se então subgrupos de 3 alunos que simularam os casos clínicos, atuando o mais próximo possível de uma situação real, havendo um revezamento entre os papéis de médico, paciente e observador. Ao final, foi reaplicado o questionário. Os dados foram analisados pelos testes do χ2, teste t e teste de McNemar, com nível de significância de 5%. Resultados: O abortamento foi recusado por 35,8% dos estudantes, a contracepção aos adolescentes por17,5% e a contracepção de emergência por 5,8%. A alta religiosidade(p<0,001) e a maior frequência a cultos(p=0,034) foram os preditores identificados ao abortamento previsto em lei. A recusa da contracepção aos adolescentes foi significativamente maior entre os homens (p=0,037). Da amostra, 25% não explicaria o motivo da recusa,15% não descreveria todos os procedimentos e 25% não faria o encaminhamento. A alteração do conforto na condução do abortamento previsto em lei, após a intervenção, foi significativa(p<0,001). O mesmo foi observado na orientação contraceptiva a jovens adolescentes(p<0,001) e na prescrição da contracepção de emergência(p=0,002). A mudança de opinião quanto à objeção ao abortamento legal foi significativa(p=0,003) e, também, quanto à orientação contraceptiva a jovens adolescentes(p=0,012). Não se observou diferenças na prescrição da contracepção de emergência(p=0,500). Conclusões: O abortamento previsto em lei foi a situação mais objetada. Os fatores motivadores a esta recusa foram o alto compromisso e uma maior prática religiosa. Uma parcela razoável dos alunos não demonstrou ter conhecimentos éticos sobre o tema. A aplicação desta metodologia, no grupo participante, tornou mais confortável a condução dos casos discutidos e forneceu um conteúdo técnico, legal e ético para o melhor embasamento de suas opiniões. |
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Saúde reprodutiva e objeção de consciência: uma proposta educacionalAborto/legislação e jurisprudência. Adolescência. Direitos Reprodutivos. Educação Médica. Conhecimentos, atitudes e práticas em saúde. Contracepção. Saúde da Mulher. Objeção de Consciência. Role-playing.A discussão sobre objeção de consciência no currículo médico, requer um modelo educacional que estimule o raciocínio ético e habilidades de comunicação, minimizando o conflito moral e os prejuízos que a recusa possa causar aos pacientes. Objetivos: Avaliar a eficácia da técnica do role-playing na abordagem do tema da objeção de consciência no currículo médico. Verificar entre acadêmicos de medicina a prevalência, fatores motivadores à recusa em prestar serviços em saúde reprodutiva e o conhecimento ético sobre o tema. Os resultados serão apresentados sobre a forma de artigos. Métodos: Estudo de intervenção, envolvendo 120 estudantes de medicina. O projeto foi composto por 8 módulos com 15 alunos cada. Inicialmente aplicou-se um questionário incluindo informações demográficas, religiosidade, conhecimentos éticos sobre objeção de consciência na prática médica e sobre a concordância, ou não, e o seu conforto em conduzir situações como o abortamento legal, a prescrição da contracepção de emergência e a orientação contraceptiva a adolescentes. Após, foram exibidos 3 filmes de curta metragem, criados exclusivamente para o projeto. O primeiro aborda a negação de um médico a realizar um abortamento em uma jovem de 15 anos, vitimada sexualmente. O segundo simula a objeção de um médico a fornecer orientação contraceptiva a uma adolescente de 13 anos, e sem a ciência dos pais. O último filme retrata a recusa do médico em prescrever a contracepção de emergência a uma jovem. Em seguida, estimulou-se uma discussão considerando principalmente: as legislações existentes sobre o tema, o direito à objeção de consciência do médico, a violação da autonomia da paciente, o potencial de discriminação e o prejuízo à saúde do solicitante decorrente da recusa. Formaram-se então subgrupos de 3 alunos que simularam os casos clínicos, atuando o mais próximo possível de uma situação real, havendo um revezamento entre os papéis de médico, paciente e observador. Ao final, foi reaplicado o questionário. Os dados foram analisados pelos testes do χ2, teste t e teste de McNemar, com nível de significância de 5%. Resultados: O abortamento foi recusado por 35,8% dos estudantes, a contracepção aos adolescentes por17,5% e a contracepção de emergência por 5,8%. A alta religiosidade(p<0,001) e a maior frequência a cultos(p=0,034) foram os preditores identificados ao abortamento previsto em lei. A recusa da contracepção aos adolescentes foi significativamente maior entre os homens (p=0,037). Da amostra, 25% não explicaria o motivo da recusa,15% não descreveria todos os procedimentos e 25% não faria o encaminhamento. A alteração do conforto na condução do abortamento previsto em lei, após a intervenção, foi significativa(p<0,001). O mesmo foi observado na orientação contraceptiva a jovens adolescentes(p<0,001) e na prescrição da contracepção de emergência(p=0,002). A mudança de opinião quanto à objeção ao abortamento legal foi significativa(p=0,003) e, também, quanto à orientação contraceptiva a jovens adolescentes(p=0,012). Não se observou diferenças na prescrição da contracepção de emergência(p=0,500). Conclusões: O abortamento previsto em lei foi a situação mais objetada. Os fatores motivadores a esta recusa foram o alto compromisso e uma maior prática religiosa. Uma parcela razoável dos alunos não demonstrou ter conhecimentos éticos sobre o tema. A aplicação desta metodologia, no grupo participante, tornou mais confortável a condução dos casos discutidos e forneceu um conteúdo técnico, legal e ético para o melhor embasamento de suas opiniões.Escola Bahiana de Medicina e Saúde PúblicaMedicina e Saúde HumanaBAHIANABAHIANAbrasilOliveira Júnior, Ubirajara BarrosoBatista, Paulo Benigno PenaRamalho, Maria José PedreiraO´Dwyer Júnior, EdsonLopes, Antonio Carlos VieiraPina, HiltonDarzé, Omar Ismail Santos Pereira2018-10-23T19:45:41Z2018-10-23T19:45:41Z2018-06-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/2574info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Públicainstname:Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBM)instacron:EBM2025-07-25T21:23:22Zoai:repositorio.bahiana.edu.br:bahiana/2574Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.bahiana.edu.br:8443/oai/requestrepositorio@bahiana.edu.br || ebmsp-bibliotecacp2@bahiana.edu.bropendoar:10.71.50.272025-07-25T21:23:22Repositório Institucional da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBM)false |
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