Avaliação do uso de benzodiazepínicos em população idosa no interior da Bahia
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Medicina e Saúde Humana EBMSP brasil |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/7689 |
Resumo: | Introdução: Os idosos são mais vulneráveis aos efeitos adversos dos benzodiazepínicos, devido comorbidades, polifarmácia e interações medicamentosas. Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar a prescrição de benzodiazepínicos na população idosa em Centro de Saúde no interior da Bahia. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo observacional e transversal, que incluiu idosos acima de 60 anos. Foi realizado uma seleção da população, atendendo critérios de inclusão e exclusão, levantamento epidemiológico através de uma entrevista estruturada e um Teste de Estado Mental para avaliar nível cognitivo. Os dados foram analisados utilizando o software Statistical Package for Social Sciences (SPSS Inc., Chicago, IL, EUA), versão 14.0, sendo que as variáveis foram expressas em freqüência e percentuais e, para comparação entre as mesmas, foi utilizado o Teste do Qui Quadrado e estabelecido valor de p<0,05 para demonstrar significância estatística. Resultados: Os resultados demonstraram idade média de 69 +/- 8 anos, com prevalência de 76% do sexo feminino. A taxa de uso de benzodiazepínicos nesta população foi de 65%, com predominância do clonazepam (39,1%) e Diazepam (29,7%). Os especialistas médicos que mais prescreveram os benzodiazepínicos foram psiquiatras (53,9%) e médicos generalistas (32%). Dentre os idosos que utilizam benzodiazepínicos, 41,4% foram orientados a fazer uma tentativa de descontinuação, e destes, 35,8% conseguiram realizar retirada completa. Dentre aqueles que tentaram e não obtiveram sucesso, as principais causas de falha foram a retirada abrupta (44,1%) e recorrência dos sintomas durante a retirada gradual (32,4%). Por fim, não houve relação estatisticamente significativa entre o sexo e o uso de benzodiazepínico (p=0,8), mas foi significante a relação entre o tipo de benzodiazepínico utilizado e o tempo de uso (p<0,001). Conclusões: Em conclusão, o estudo demonstra alta prevalência de uso de benzodiazepínico em idosos nesta amostra, como revela baixo estímulo à prática de descontinuação desta classe medicamentosa, tendendo ao abuso com o envelhecimento. Diante disso, estratégias de descontinuação dos benzodiazepínicos devem ser estimuladas assim como o treinamento de toda a equipe no enfrentamento deste problema de saúde pública. |
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