Determinantes incrementais do protocolo combinado de imagens supina-prona da cintilografia de perfusão miocárdica
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Medicina e Saúde Humana |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/7623 |
Resumo: | Introdução: A cintilografia miocárdica é um importante método não invasivo no diagnóstico de DAC, entretanto não isento de artefatos. A realização do protocolo combinado de imagens supina-prona pode trazer benefícios aos pacientes com artefatos nas imagens do protocolo padrão em posição supina. A falta de unanimidade na implementação do protocolo combinado supina-prona nos Serviços de Medicina Nuclear pode estar relacionada à ausência de dados objetivos para seleção prévia dos pacientes com maior chance de apresentar artefatos de atenuação e ao tempo adicional despendido nas imagens em posição prona. Objetivo: Avaliar quais perfis antropométricos podem estar associados a um maior benefício na exclusão de artefatos com a realização do protocolo combinado de imagens supina-prona. Métodos: Foi realizado um estudo transversal e analítico com intento de obtenção de uma amostra de 370 pacientes que realizaram o protocolo combinado supina-prona na Clínica GMN entre abril e agosto de 2022. A análise estatística através de regressão binária logística foi utilizada para avaliar a associação entre dados antropométricos e a modificação ou não do resultado do exame do protocolo padrão supina após a realização do protocolo combinado supina-prona. Resultados: O protocolo combinado supina-prona alterou o resultado inicial do protocolo padrão supina em 20% do total da amostra, aumentando o percentual de exames normais em 19,7%. Esse montante foi responsável pela modificação dos resultados de 54,8% dos exames na análise do subconjunto que apresentava algum déficit perfusional no protocolo padrão supina. As variáveis peso para ambos os sexos [OR = 1,02 (IC 95%, 1,0002 – 1,04; p = 0,047)] e busto em mulheres [OR = 1,06 (IC 95%, 1,01 – 1,11; p = 0,014)] representaram determinantes incrementais com significância estatística, sendo o peso maior que 76,5 kg para ambos os sexos (S: 58,5%; E: 61,5%) e o busto maior que 100,0 cm em mulheres (S: 73,9%; E: 53,4%) os melhores pontos de corte na curva ROC. O sexo masculino esteve associado a um maior ganho incremental em relação ao sexo feminino [OR = 4,44 (IC 95%, 2,50 – 7,92, p < 0,001)]. Conclusão: A realização do protocolo combinado supina-prona deve ser amplamente estimulada nos Serviços de Medicina Nuclear, evitando exames invasivos desnecessários por resultados falso-positivos do protocolo padrão em posição supina. A implementação de estratégias seletivas para melhor gerenciamento do protocolo deve contemplar características específicas dos pacientes, identificando preditores relacionados para obtenção de melhor eficiência na realização das imagens. |
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Introdução: A cintilografia miocárdica é um importante método não invasivo no diagnóstico de DAC, entretanto não isento de artefatos. A realização do protocolo combinado de imagens supina-prona pode trazer benefícios aos pacientes com artefatos nas imagens do protocolo padrão em posição supina. A falta de unanimidade na implementação do protocolo combinado supina-prona nos Serviços de Medicina Nuclear pode estar relacionada à ausência de dados objetivos para seleção prévia dos pacientes com maior chance de apresentar artefatos de atenuação e ao tempo adicional despendido nas imagens em posição prona. Objetivo: Avaliar quais perfis antropométricos podem estar associados a um maior benefício na exclusão de artefatos com a realização do protocolo combinado de imagens supina-prona. Métodos: Foi realizado um estudo transversal e analítico com intento de obtenção de uma amostra de 370 pacientes que realizaram o protocolo combinado supina-prona na Clínica GMN entre abril e agosto de 2022. A análise estatística através de regressão binária logística foi utilizada para avaliar a associação entre dados antropométricos e a modificação ou não do resultado do exame do protocolo padrão supina após a realização do protocolo combinado supina-prona. Resultados: O protocolo combinado supina-prona alterou o resultado inicial do protocolo padrão supina em 20% do total da amostra, aumentando o percentual de exames normais em 19,7%. Esse montante foi responsável pela modificação dos resultados de 54,8% dos exames na análise do subconjunto que apresentava algum déficit perfusional no protocolo padrão supina. As variáveis peso para ambos os sexos [OR = 1,02 (IC 95%, 1,0002 – 1,04; p = 0,047)] e busto em mulheres [OR = 1,06 (IC 95%, 1,01 – 1,11; p = 0,014)] representaram determinantes incrementais com significância estatística, sendo o peso maior que 76,5 kg para ambos os sexos (S: 58,5%; E: 61,5%) e o busto maior que 100,0 cm em mulheres (S: 73,9%; E: 53,4%) os melhores pontos de corte na curva ROC. O sexo masculino esteve associado a um maior ganho incremental em relação ao sexo feminino [OR = 4,44 (IC 95%, 2,50 – 7,92, p < 0,001)]. Conclusão: A realização do protocolo combinado supina-prona deve ser amplamente estimulada nos Serviços de Medicina Nuclear, evitando exames invasivos desnecessários por resultados falso-positivos do protocolo padrão em posição supina. A implementação de estratégias seletivas para melhor gerenciamento do protocolo deve contemplar características específicas dos pacientes, identificando preditores relacionados para obtenção de melhor eficiência na realização das imagens. |
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