Lesão renal aguda e tempo de permanência de idosos em centro de terapia intensiva

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Peixoto, Josecy Maria de Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Medicina e Saúde Humana
BAHIANA
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/2576
Resumo: O envelhecimento é relacionado ao aumento da morbidade e crescentes taxas de internação hospitalar no Centro de Terapia Intensiva (CTI), com maior tempo de permanência, muitas vezes associado à lesão renal aguda e sepse. Objetivo: Avaliar a associação entre lesão renal aguda (LRA) e longa permanência de idosos internados em CTI; estabelecer preditores de longa permanência e verificar o efeito modificador da presença de sepse associada à LRA no tempo de internamento. Métodos: Estudo de coorte envolvendo 167 idosos internados em CTI, avaliados de janeiro de 2010 a janeiro de 2011. Os dados clínicos, sociodemográficos e laboratoriais foram coletados no momento da admissão (permitindo o cálculo do escore de APACHE II, diagnóstico de sepse e estadiamento da LRA de acordo com o RIFLE), diariamente, até ocorrência de LRA, alta da CTI ou óbito, tendo o tempo de permanência em CTI como desfecho. Foram excluídos aqueles com tempo de permanência inferior a 24 horas e com diagnóstico de morte encefálica. Resultados: Do total de pacientes, 95(56,89%) permaneceram internados por tempo igual ou superior a 5 dias. Dos que tinham LRA, 67,6% tiveram tempo de internamento superior a 5 dias versus 38,7% dos pacientes sem LRA; RR = 1,74; IC a 95% (1,55-4,13). Os portadores de LRA, que desenvolveram sepse, tiveram 2,78 (IC a 95%: 1,10-7,09) vezes mais chances de permanecerem internados por cinco dias ou mais, mesmo após ajuste de confundidores. Conclusão: Idosos internados em CTI ao desenvolverem LRA, apresentaram um incremento no risco de longa permanência.
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