Filhos (as) de mães privadas de liberdade: a vivência em uma casa de acolhimento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Gonçalves, Silvia Cátia Rodrigues
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Tecnologias em saúde
BAHIANA
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/2561
Resumo: : A criminalidade cresce em todo o mundo e a presença da mulher nesse contexto é cada vez maior. No Brasil são 37.380 mulheres em privação de liberdade e, considerando que muitas dessas são genitoras, é cada vez maior a presença de crianças nesse contexto prisional. O encarceramento materno pode impactar na vida dos filhos acarretando na mudança do cuidador, da casa, escola, afastamento do convívio familiar, da comunidade e na institucionalização da criança e do adolescente devido ausência de algum familiar que possa assumir a tutela ou guarda. O presente estudo integra um projeto maior intitulado de Nascer e Crescer atrás das grades: um olhar sobre a criança e adolescente no contexto prisional do Núcleo de Pesquisa Interface em Saúde Objetivo: Analisar a vivência de crianças e adolescentes filhos de mães privadas de liberdade em uma casa de acolhimento e, como objetivo secundário, investigar o cotidiano de criança e adolescente que residem na casa de acolhimento conhecendo as relações das crianças e adolescentes estabelecidas com cuidadores, com outras crianças, família, escola e comunidade. Método: Trata-se de uma pesquisa exploratória descritiva com delineamento qualitativo com crianças e adolescentes de 8 a 14 anos. As informações foram colhidas através da observação participante e de entrevista semiestruturada com os mesmos. Os dados coletados foram analisados e categorizados, resultando em categorias analíticas. Resultados: Emergiram três categorias analíticas: rotina, vínculos afetivos- que foi subdividido em vínculos institucionais e familiares- e escola. Conclusão: Foi possível identificar que as crianças e adolescentes foram institucionalizados devido a situação de privação de liberdade materna, porém as mães encontram-se em liberdade e as crianças e adolescentes continuam institucionalizados e que, apesar do grande desejo de ficar com as famílias, eles preferem ficar institucionalizados devido a garantia de moradia, comida, escola, segurança e de um futuro melhor. O estudo diminui a lacuna do conhecimento na temática filhos de mães privadas de liberdade, fomenta discussão de uma população que tem pouca visibilidade e orienta políticas públicas para sanar ou minimizar as dificuldades que os filhos vivenciam com a privação de liberdade da genitora.
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