Atuação dasos psicólogasos na política pública de saúde mental na região de saúde de vitória da conquista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Ferreira, Zâmia Aline Barros
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Programa de Pós-graduação em Tecnologias em Saúde
EBMSP
brasil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/6048
Resumo: Esta dissertação teve por objetivo mapear a presença de psicólogas/os nas políticas públicas de saúde mental na região de saúde de Vitória da Conquista, bem como levantar as dificuldades, os desafios e as contribuições das/os psicólogas/os para o campo da saúde mental. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa exploratória descritiva de frequência, realizada em duas etapas. A primeira etapa consistiu em um mapeamento dos equipamentos de saúde mental, através de questionário, respondido por profissionais que atuam nas políticas públicas de saúde mental, sobre suas práticas, dificuldades e desafios. Para tanto, foram pesquisados 19 municípios da região de saúde de Vitoria da Conquista. Dos 47 psicólogas/os atuando nas políticas de saúde mental nesses centros, neste estudo foram entrevistados 30, uma média de idade 31,19, sendo 27 do sexo feminino, com tempo médio de formação 5,27 anos. No total 18 participantes atuavam em CAPS e 12 em NASF. Os resultados apontam que há nessa Região de Saúde 18 NASFs e 13 CAPS. A segunda etapa teve a finalidade de analisar a percepção que as/os psicólogas/os têm acerca das contribuições da psicologia com relação à saúde mental, bem como os desafios e dificuldades em sua atuação. Verificou-se uma série contribuições, tais como: a escuta, a psicoeducação, o olhar holístico e humanizado, prevenção e promoção da saúde, busca da autonomia, bem como os trabalhos em grupos com diversos públicos alvos e objetivos, além das inovações relacionadas ao trabalho com miniequipes de referência. Com relação às dificuldades, desafios e impasses, apresentaram-se como dados a fragilidade da rede para atender as demandas, a existência de precárias condições de trabalho, a demanda excessiva, a ausência de recursos físicos e humanos, a desqualificação dos profissionais, a baixa remuneração e adesão do público, a dificuldade com a equipe, dentre outras. As respostas subjacentes às práticas e experiências dessas/es profissionais apontam conflitos entre o atendimento e a legislação vigente até 2017, que traz mudanças significativas para o território e usuário/a e inovações na atuação de psicólogas/os em CAPS e NASF. Algumas/nus psicólogas/os pontuaram sobre os desafios enquanto algo vivenciado no cotidiano dos serviços e outros sobre as possibilidades futuras com relação à atuação. Verificou-se, assim, que as práticas de cuidado à saúde mental são construídas em meio às negociações de saberes de distintas ordens e da experiência vivida face às demandas e às circunscrições das condições concretas de vida e trabalho. Concluiu-se que o mapeamento foi de grande importância para sinalizar a potencialidade, bem como as deficiências e carências da região de saúde, além disso, algumas dificuldades e desafios acontecem em função das/os profissionais, da gestão e da própria dificuldade em lidar com a saúde mental, haja vista que ainda é um campo permeado de estigmas e preconceito.
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