Uso do diodo emissor de luz azul em mucosa vaginal saudável: um ensaio clínico fase I

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Lima, Maria Clara Neves Pavie Cardoso
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Mestrado em Tecnologias em Saúde
BAHIANA
brasil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/1628
Resumo: Introdução: A genitália feminina saudável apresenta um ecossistema que se mantém em equilíbrio através das interações de fatores endógenos e exógenos, podendo sofrer influência por situações como oscilações hormonais e intercurso sexual. O Diodo Emissor de Luz (LED) é um dipositivo semicondutor que emite luz em diferentes comprimentos de onda, variando a cor e os efeitos gerados. O uso da luz azul em humanos é mais conhecido com finalidade antimicrobiana, já tendo sido utilizado em região de face, mucosa gástica e em mucosa vaginal. Objetivo: Testar a segurança e o efeito do LED azul 401 ± 5nm em mucosa vaginal saudável. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo clínico fase I onde foram incluídas 10 mulheres com idade entre 18 e 45 anos, com mucosa vaginal saudável, isto é, sem sinais e sintomas de vulvovaginites, com achados de Citologia a Fresco típicos e teste de hidróxido de potássio (KOH) negativo. Foram excluídas mulheres em uso de marcapasso, com diagnóstico e/ou suspeita de neoplasias, dificuldade de responder a anamnese, doenças neurológicas e/ou psiquiátricas, gestantes e aquelas que iniciassem ou interrompessem uso de anticoncepcional oral (ACO) durante o estudo. Inicialmente foi feita anamnese e em seguida exame físico e coleta de secreção vaginal para realização de Teste de KOH e citologia a fresco. As voluntárias que seguiram na pesquisa passaram por avaliação de potencial hidrogeniônico (pH) vaginal e parte do material coletado foi enviado ao laboratótio para citologia oncótica. As participantes foram submetidas a uma sessão de LED azul 401 ± 5 nm, com especulo introduzido no canal vaginal, durante 30 minutos. Entre 21 e 28 dias após a terapia, a depender do ciclo menstrual da participante, a mesma foi novamente submetida a avaliação com anamnese, verificação de pH vaginal e realização de coleta de secreção vaginal para análise de citologia oncótica. Foi utilizado o programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 14.0 para análise dos dados obtidos. Resultados: Inicialmente foram recrutadas 20 mulheres para participar do estudo, destas 10 foram excluídas por não cumprirem os critérios de inclusão. Das 10 mulheres mantidas na pesquisa, uma delas foi excluída na reavaliação por ter interrompido uso de ACO. A média de idade da amostra foi de 27 ± 5,4 anos e a média de índice de massa corporal (IMC) 25,25 ± 3,05 kg/m2 . Não foram observadas modificações patogênicas na microflora vaginal de nenhuma das participantes. Em relação ao pH vaginal, apenas 1 entre as 9 mulheres mantidas no estudo apresentou redução do valor (5.0 – 4.0). Além disso, não foram vistos efeitos adversos como dor ou calor em nenhuma das mulheres durante ou após o uso da luz. Conclusão: O presente estudo demonstrou que a utilização do LED azul 401 ± 5nm em mucosa vaginal de mulheres jovens nao ocasionou mudanças patogênicas em microflora e em valores de pH vaginal. Além disso, nao foi observado surgimento de efeitos adversos como dor, aquecimento ou incômodo durante ou após uso da luz nas participantes. Sugere-se assim a utilização do LED azul 401 ± 5npara verificação dos efeitos da luz em agentes patogênicos vulvovaginais.
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