Telemedicina e educação em saúde no acompanhamento de pacientes com insuficiência cardíaca descompensada

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: CARNEIRO, Tatiana Maria Paraiso de Barradas
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu Mestrado em Tecnologias em Saúde
EBMSP
brasil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/8924
Resumo: Introdução: Nos últimos anos, tem sido observado um expressivo aumento nos casos de doenças cardiovasculares, muito destes, tendo como apresentação final, a insuficiência cardíaca. Este fenômeno está associado ao envelhecimento da população e ao aumento dos fatores de risco como sedentarismo, a obesidade e o diabetes mellitus. Alguns fatores importantes de descompensação da insuficiência cardíaca são modificáveis, o que reforça a necessidade de informação aos pacientes e suas famílias sobre a doença. Este estudo aborda a criação de uam cartilha educacional, contemplando estas informações. Objetivo: Descrever a efetividade da comunicação das orientações de alta (receita médica e orientações dietéticas) quando comparadas a real percepção das informações, por parte de pacientes com de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr), através de teleconsultas realizadas no período que se segue a alta hospitalar. Métodos: Este é um relato de série de casos prospectivo e quantitativo realizado com um grupo de pacientes com insuficiência cardíaca descompensada que foram monitorados e avaliados virtualmente por meio de uma abordagem multidisciplinar. O estudo foi realizado no Hospital Português, localizado em Salvador, Bahia, durante o primeiro semestre de 2023. Foram incluídos pacientes com insuficiência cardíaca descompensada com fração de ejeção moderada ou gravemente reduzida. Os critérios de exclusão foram: pacientes menores de 18 anos, incapazes de responder ao questionário mesmo após explicação e leitura e indicados para transplante cardíaco ou cuidados paliativos. Após a alta hospitalar, foi feito contato para confirmação da consulta e realização da videoconferência. As teleconsultas iniciais foram realizadas no máximo 7 dias após a alta hospitalar. As entrevistas foram realizadas por pelo menos dois profissionais, sendo sempre necessária a presença de um cardiologista devido à possibilidade de ajustes de medicação. Após essas consultas virtuais, foi enviada uma cartilha com orientações baseadas em informações relevantes sobre o manejo clínico da doença. Resultados: Durante o primeiro semestre de 2023, 20 pacientes foram monitorados remotamente após serem hospitalizados por insuficiência cardíaca descompensada. Em uma análise inicial, 2 pacientes apresentaram sinais de descompensação cardíaca, que foram resolvidos com ajustes na medicação e na dieta. Mudanças na prescrição foram requeridas em 20% dos casos, sendo metade por razões clínicas e metade para otimização. Todos os pacientes relataram que seguiram as instruções médicas. Em uma segunda avaliação, 10% dos pacientes necessitaram de atendimento de emergência devido à descompensação cardíaca. Apenas 25% dos pacientes demonstraram entender corretamente as orientações alimentares na 1ª teleconsulta, mas após uma explicação sobre a fisiopatologia da insuficiência cardíaca e os impactos da ingesta do sal, todos relataram aderir às medidas dietéticas. Conclusão: A disponibilização no momento da alta hospitalar, de uma cartilha com informações claras sobre o uso regular de medicações, orientações dietéticas e de estilo de vida, assim como conhecimentos básicos sobre a doença, pode contribuir significativamente para a prática do autocuidado de pacientes com IC e tem potencial de impactar positivamente na qualidade de vida destes pacientes e de sua rede de apoio.
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