Causas de morte violenta de crianças e adolescentes na região metropolitana de Salvador - Bahia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Barreto Filho, Raul Coelho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Programa de Pós-graduação em Medicina e Saúde Humana.
EBMSP
brasil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/5999
Resumo: INTRODUÇÃO: O crescente aumento de mortes em crianças e adolescentes em consequência de agentes externos – morte violenta no nosso país, tem chamado a atenção de quem trabalha em unidades de emergências ou nos Institutos Médico Legais, nos fazendo questionar se não está havendo falhas nas medidas preventivas e educacionais pelos responsáveis nessa população. OBJETIVOS: Descrever a distribuição da frequência de causas de mortes violentas em crianças e adolescentes na área metropolitana de Salvador – Bahia. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo descritivo, baseado na coleta de dados dos laudos de necropsias dos óbitos em indivíduos com idade igual ou menor que 19 anos, ocorridos no período de janeiro de 1998 a dezembro de 2014, emitidos pelo Instituto Médico Legal Nina Rodrigues do Departamento de Polícia Técnica, da Secretaria de Segurança Pública, do Governo do Estado da Bahia. RESULTADOS: No total, foram revisados 9.607 registros de óbitos por causa violenta em indivíduos com idade igual ou menor a 19 anos na região metropolitana de Salvador no período de 1998 a 2014, inclusive. A maior parte dos óbitos, 8.302 (86%), ocorreu no sexo masculino. Entre as crianças e adolescentes do sexo masculino a causa mais comum de morte violenta foi homicídio, responsável por aproximadamente três quartos dos óbitos (74%), seguido em frequência muito menor por afogamento (7%), atropelamento (6%), acidente de automóvel (3%) e queimaduras (3%). Homicídio também foi a principal causa de morte violenta no sexo feminino, acometendo cerca de um terço das meninas e adolescentes (34%), seguido por atropelamento (14%), acidente de automóvel (11%), queimadura (11%) e afogamento (10%). CONCLUSÃO: Nosso estudo apresenta uma análise detalhada da distribuição das causas de mortes violentas em crianças e adolescentes na RMS durante quase duas décadas. Indivíduos do sexo masculino são afetados desproporcionalmente por quase todas as causas de morte violenta e essa disparidade se acentua progressivamente com o aumento da idade. Considerando a relevância dos óbitos por causa externa em saúde pública, o número de mortes violentas e as taxas de incidência encontradas na população de crianças e adolescentes da RMS demonstram a gravidade do problema, indicando a necessidade urgente de priorizar estratégias de controle e prevenção desse tipo de agravo.
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