Angiotomografia da retina na doença falciforme – uma revisão sistemática

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Guerra, Ricardo Luz Leitão
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Programa de Pós-graduação em Tecnologias em Saúde
EBMSP
brasil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/6144
Resumo: INTRODUÇÃO: A Retinopatia Falciforme (RF) é descrita como alterações vasculares na retina, que surgem em decorrência da doença falciforme (DF). Nesta condição, hemácias falcêmicas causam complicações vaso-oclusivas que podem ocorrer na retina periférica ou na mácula – área responsável pela visão central e de detalhes. A angiografia fluoresceínica é um exame invasivo que se mantém por mais de quatro décadas, como o método padrão ouro para o estudo das doenças vasculares da retina. Entretanto, novas tecnologias para exame da retina têm o potencial para mudar este cenário. A angiotomografia da retina (OCTA, do inglês optical coherence tomography angiography) é um exame não invasivo que utiliza tomografia de coerência óptica (interferometria óptica) para estudar a estrutura vascular da retina. O início da aplicação da OCTA em pesquisas sobre RF tem apresentado resultados promissores. OBJETIVO: Avaliar os principais achados do exame de OCTA em pacientes com DF e determinar a prevalência da Maculopatia Falciforme (MF) utilizando a OCTA como método para o diagnóstico. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão sistemática para a qual foi utilizado o protocolo Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and MetaAnalyses (PRISMA). Os termos utilizados para a busca estavam relacionados à população analisada ("sickle cell" OR "sickle cell disease" OR "sickle cell anemia" OR "sickle cell retinopathy" OR "sickle" OR "sickle cell maculopathy") e à intervenção realizada: ("optical coherence tomography angiography" OR "optical coherence tomography angiography octa" OR "oct a" OR "oct angiography"). Foram pesquisadas bases de dados (MEDLINE/ PubMed, The Cochrane Library, BVS, BRAVS library e ONE network) e realizada uma busca manual de referências, no período de 01 de Janeiro de 2015 até 30 de Junho de 2018. Incluíram-se estudos que utilizaram a OCTA para avaliar a mácula de pacientes com DF, escritos em inglês, português e espanhol. RESULTADOS: Dos 86 estudos reunidos, 11 atingiram os critérios de inclusão (6 estudos transversais e 5 relatos de caso). As amostras variaram de um a 46 participantes (n total = 128), com média de idade de 30,3 anos. A prevalência da MF foi de 45,3%. A perda de fluxo no plexo capilar superficial (PCS) e no plexo capilar profundo (PCP), aumento e irregularidade da zona avascular da fóvea (ZAF), aumento da tortuosidade vascular e aumento do diâmetro vascular são os principais resultados localizados no exame e, a região temporal da mácula apresenta a maior predisposição ao aparecimento dos achados, enquanto o PCP é a estrutura com maior área de acometimento. CONCLUSÃO: As principais descobertas angiotomográficos da retina de pacientes com RF foram: Perda de fluxo no PCS e no PCP, aumento e irregularidade da ZAF, aumento da tortuosidade vascular e do diâmetro vascular. A prevalência da MF, encontrada na presente revisão sistemática, foi de 45,3% na população com DF.
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