Correlação entre Ecocardiografia Strain e Fibrose Miocárdica em Doença de Chagas na Forma Cardíaca Leve
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Tecnologias em Saúde EBMSP brasil |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/388 |
Resumo: | A Miocardiopatia Chagásica crônica (MCC) apresenta uma inflamação miocárdica crônica que provoca destruição tissular progressiva e fibrose extensa. Ainda não é possível identificar quais dos portadores de doença de Chagas (DC) irão desenvolver a MCC. A ressonância magnética cardíaca (RMC) é o exame padrão-ouro não invasivo para avaliar fibrose miocárdica (FM). A extensão da fibrose correlaciona-se diretamente com o prognóstico da doença. A ecocardiografia strain bidimensional por meio da modalidade do speckle tracking do ventrículo esquerdo (VE) fornece uma avaliação quantitativa da função regional e global do VE, é considerada um indicador mais sensível e específico de disfunção miocárdica subclínica. É possível que esta técnica tenha uma boa correlação com a RMC na avaliação de FM em pacientes com DC sem disfunção ventricular. Objetivo: analisar a correlação entre a ecocardiografia strain e RMC na avaliação de pacientes portadores da forma cardíaca leve da DC. Métodos: Estudo de corte transversal realizado em hospital de referência em cardiologia em Salvador, Bahia, entre 2014 e 2015. Foram incluídos sujeitos portadores da forma cardíaca leve da DC (alterações eletrocardiográficas sem disfunção ventricular, FEVE > 50%), com idade entre 18 e 65 anos. Os pacientes elegíveis foram submetidos à ecocardiografia com strain e à RMC. Resultados: Vinte e cinco pacientes compuseram a população do trabalho, 13 (61,9%) do sexo feminino, a média de idade de 54,3 ± 5,3 anos. A FEVE (%) média foi 65,3 % ± 5,4; Seis (28,6%) participantes apresentaram alteração segmentar, sendo 4 (19%) aneurisma apical do VE. Observou-se o valor do Strain Global Longitudinal (SGL %) reduzido de -14,1% (IIQ: 12,1-16,3), com acometimento da contratilidade segmentar típico desta patologia. Os segmentos apicais apresentaram valores de strain mais reduzidos. A prevalência de fibrose miocárdica (FM) na amostra através da técnica de realce tardio pela RMC foi de 50%. A média dos valores do tempo do Mapa T1 nativo foi 993 ± 163 ms. Houve correlação estatisticamente significativa entre o strain longitudinal global e os valores do Mapa T1 nativo (r =-0,636; p = 0,014). O strain longitudinal, circunferencial e radial estão reduzidos nos portadores de doença de Chagas sem disfunção sistólica ventricular esquerda. O SGL apresentou correlação significativa com a RMC pelo Mapa T1 nativo (p = 0,014) na avaliação de FM em pacientes com doença de Chagas na forma cardíaca crônica sem disfunção ventricular. Conclusão: Nessa população, o presente estudo sugere que a ecocardiografia strain e as técnicas para avaliação de fibrose miocárdica pela RMC apresentam uma boa correlação e são marcadores de acometimento cardíaco precoce pela doença de Chagas. |
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Correlação entre Ecocardiografia Strain e Fibrose Miocárdica em Doença de Chagas na Forma Cardíaca LeveDoença de ChagasEcocardiografia speckle trackingStrain MiocárdicoRessonância Magnética CardíacaFibrose MiocárdicaMapa T1 nativoA Miocardiopatia Chagásica crônica (MCC) apresenta uma inflamação miocárdica crônica que provoca destruição tissular progressiva e fibrose extensa. Ainda não é possível identificar quais dos portadores de doença de Chagas (DC) irão desenvolver a MCC. A ressonância magnética cardíaca (RMC) é o exame padrão-ouro não invasivo para avaliar fibrose miocárdica (FM). A extensão da fibrose correlaciona-se diretamente com o prognóstico da doença. A ecocardiografia strain bidimensional por meio da modalidade do speckle tracking do ventrículo esquerdo (VE) fornece uma avaliação quantitativa da função regional e global do VE, é considerada um indicador mais sensível e específico de disfunção miocárdica subclínica. É possível que esta técnica tenha uma boa correlação com a RMC na avaliação de FM em pacientes com DC sem disfunção ventricular. Objetivo: analisar a correlação entre a ecocardiografia strain e RMC na avaliação de pacientes portadores da forma cardíaca leve da DC. Métodos: Estudo de corte transversal realizado em hospital de referência em cardiologia em Salvador, Bahia, entre 2014 e 2015. Foram incluídos sujeitos portadores da forma cardíaca leve da DC (alterações eletrocardiográficas sem disfunção ventricular, FEVE > 50%), com idade entre 18 e 65 anos. Os pacientes elegíveis foram submetidos à ecocardiografia com strain e à RMC. Resultados: Vinte e cinco pacientes compuseram a população do trabalho, 13 (61,9%) do sexo feminino, a média de idade de 54,3 ± 5,3 anos. A FEVE (%) média foi 65,3 % ± 5,4; Seis (28,6%) participantes apresentaram alteração segmentar, sendo 4 (19%) aneurisma apical do VE. Observou-se o valor do Strain Global Longitudinal (SGL %) reduzido de -14,1% (IIQ: 12,1-16,3), com acometimento da contratilidade segmentar típico desta patologia. Os segmentos apicais apresentaram valores de strain mais reduzidos. A prevalência de fibrose miocárdica (FM) na amostra através da técnica de realce tardio pela RMC foi de 50%. A média dos valores do tempo do Mapa T1 nativo foi 993 ± 163 ms. Houve correlação estatisticamente significativa entre o strain longitudinal global e os valores do Mapa T1 nativo (r =-0,636; p = 0,014). O strain longitudinal, circunferencial e radial estão reduzidos nos portadores de doença de Chagas sem disfunção sistólica ventricular esquerda. O SGL apresentou correlação significativa com a RMC pelo Mapa T1 nativo (p = 0,014) na avaliação de FM em pacientes com doença de Chagas na forma cardíaca crônica sem disfunção ventricular. Conclusão: Nessa população, o presente estudo sugere que a ecocardiografia strain e as técnicas para avaliação de fibrose miocárdica pela RMC apresentam uma boa correlação e são marcadores de acometimento cardíaco precoce pela doença de Chagas.Escola Bahiana de Medicina e Saúde PúblicaTecnologias em SaúdeEBMSPbrasilMenezes, Marta SilvaLadeia, Ana Marice TeixeiraCâmara, Edmundo José NassriFernandes, Andre Mauricio SouzaLima, Polyana Evangelista2017-08-16T18:02:08Z2017-08-16T18:02:08Z2016info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/388info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Públicainstname:Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBM)instacron:EBM2025-07-25T21:54:40Zoai:repositorio.bahiana.edu.br:bahiana/388Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.bahiana.edu.br:8443/oai/requestrepositorio@bahiana.edu.br || ebmsp-bibliotecacp2@bahiana.edu.bropendoar:10.71.50.272025-07-25T21:54:40Repositório Institucional da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBM)false |
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