Relação entre a qualidade de vida no trabalho e a infecção pelo HTLV-1

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Santos, Cristiane Magali Freitas dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Medicina e Saúde Humana
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/3897
Resumo: Introdução: pessoas HTLV-1-positivo convivem com o medo da incapacidade, depressão e declínio da capacidade produtiva, aspectos de grande relevância na Qualidade de Vida no Trabalho. Apesar da importância atribuída à temática existe escassez na produção deste conhecimento. Objetivos: investigar a relação entre a qualidade de vida no trabalho e a infecção pelo HTLV-1; analisar a qualidade de vida no trabalho em seus domínios, considerando aspectos sociodemográficos, clínicos e psicossociais de pessoas que vivem com HTLV-1; comparar a qualidade de vida no trabalho de pessoas que vivem com e sem infecção pelo HTLV-1; Descrever a percepção da qualidade de vida no trabalho de pessoas que vivem com HTLV-1. Metodologia: estudo observacional-transversal, com abordagens quantitativaqualitativa e coleta de dados direcionados a avaliação da QVT (QWLQ-bref); qualidade de vida (WHOQOL-bref); rastreamento de transtornos psiquiátricos pelo International Neuropsychiatric Interview (M.I.N.I.); identificação de sintomas de estresse (Lipp-ISSL), questionário sociodemográfico e uma entrevista aberta que foi gravada e transcrita na íntegra, sendo analisada tematicamente em triplo cego, com exploração das narrativas, identificação das unidades sentidos (US) e de significados (USg). Os escores da QVT foram analisados de forma dicotômica, sendo considerados como satisfatórios os valores de QVT ≥55,00, e insatisfatória abaixo desse valor. Os dados quantitativos foram analisados por estatística descritiva, análise bivariada (teste do qui-quadrado ou Mann-Whitney) e a regressão múltipla de Poisson com variância robusta para calcular as razões de prevalência ajustadas (RPaj) com os respectivos IC95%. Resultados: as pessoas infectadas pelo HTLV-1 apresentaram menores frequências de satisfação com a QVT em todos os seus domínios quando comparados aos não infectados, com significância para a QVT-global (p=0,044). Após ajuste para sexo, idade, depressão, vinculo de emprego e estresse, observou-se uma RPaj=3,00 (IC95%:1,07-8,36). Entre os indivíduos com HTLV-1, a idade acima de 40 anos (p=0,024) e a presença de sintomas associados a infecção (p=0,017), representou maior frequência de insatisfação com a QVT no domínio físico-saúde. A presença de depressão foi um fator associado a menor satisfação na QVT-físico-saúde (p<0,001) e QVT-profissional (p<0,001), com uma RPaj=4,30 (IC95%:1,46-12,65) no domínio QVT-global, já ajustada para idade, sexo, vínculo de trabalho, infecção pelo HTLV-1 e estresse. O resultado da análise qualitativa permitiu configurar quatro categorias com suas subcategorias: 1.Percepções sobre o corpo; 2.Percepções sobre a experiência de adoecimento, 3.Percepções sobre a rede de apoio; 4.Percepções sobre o trabalho. Conclusões: a infecção pelo HTLV-1, bem como a depressão, piora a percepção de satisfação com a qualidade de vida no trabalho. Esse decréscimo na frequência de satisfação com a QVT coexiste com a percepção do trabalho como campo para reafirmar a identidade, o potencial produtivo e o valor social para além do corpo-adoecido. Os profissionais de saúde e os serviços de referência devem contemplar a dimensão psíquica e do sujeito-trabalhador no plano terapêutico das pessoas que vivem com HTLV-1. Espera-se que os resultados possam despertar reflexões relativas a centralidade do trabalho na constituição e na harmonia psíquica das pessoas que vivem com o HTLV-1.
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